A apreensão milionária durante a Operação Mare Liberum expõe um esquema bilionário de corrupção no Porto do Rio. A ação revelou dinheiro em várias moedas, servidores afastados e um sistema estruturado de fraudes.
🚨 Operação apreende milhões e prende investigado
Agentes da Polícia Federal do Brasil, do Ministério Público Federal e da Receita Federal do Brasil realizaram a operação nesta terça-feira (28).
Durante a ação, as equipes apreenderam:
- R$ 1,5 milhão
- 467 mil dólares
- 50 mil euros
- libras esterlinas
- 54 celulares
- 17 veículos
- 11 relógios de luxo
- 17 passaportes
- um revólver e munições
Além disso, os agentes prenderam um homem por posse ilegal de arma de fogo.
🕵️♂️ Esquema envolvia servidores e empresários
As investigações identificaram um grupo estruturado que atuava na liberação irregular de mercadorias no Porto do Rio.
O esquema funcionava com manipulação de dados, divergência entre cargas e documentos e, principalmente, pagamento sistemático de propina.
Além disso, os envolvidos burlavam controles aduaneiros para liberar produtos sem fiscalização adequada.
⚖️ Servidores foram afastados
Ao todo, a operação cumpriu 45 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.
Como resultado, as autoridades afastaram:
- 17 auditores fiscais
- 8 analistas tributários
Todos são suspeitos de participação direta no esquema.
💰 Propina e fraudes eram rotina
Segundo a Receita Federal, o pagamento de propina acontecia de forma contínua e organizada. Os valores movimentados chegam a dezenas de milhões de reais.
Além disso, os investigados utilizavam práticas como:
- subfaturamento de mercadorias
- omissão de irregularidades
- liberação indevida de cargas
- manipulação de relatórios técnicos
📊 Esquema movimentou bilhões
A apuração começou em 2022 e revelou números alarmantes.
Foram identificadas quase 17 mil operações suspeitas, que envolvem cerca de R$ 86,6 bilhões em mercadorias entre 2021 e 2026.
Esse volume coloca a investigação entre as maiores já realizadas contra corrupção aduaneira no Brasil.
⚠️ Impacto direto na segurança e economia
O esquema comprometeu o controle de fronteiras e facilitou a entrada de mercadorias irregulares no país.
Além disso, causou prejuízos à arrecadação de impostos e abriu brechas para crimes como contrabando e lavagem de dinheiro.
Agora, os envolvidos podem responder por corrupção, associação criminosa e outros crimes.








