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Clube indígena inicia montagem de elenco para a Série C do Carioca

Tupâ Darci Nunes é o presidente do Originários. Foto: Divulgação.

Se o Campeonato Carioca de 2026 está na fase de definição, a quinta divisão deve ter início nos próximos meses. E, enquanto isso, o Esporte Clube Originários, time com 100% de atletas indígenas, começou a montagem do elenco para a Série C do estadual.

Um mês após firmar parceria com o Ceres Futebol Clube, time de Bangu, na Zona Oeste do Rio, o ECO acertou as primeiras contratações para a competição. No total, o clube anunciou sete atletas até o momento. Carlos Junior (22 anos), Zé Almir (21 anos), Thaylan (22 anos), Jefter (21 anos), Galvão (22 anos), Alex (23 anos) e Kre Tohpre (22 anos). A apresentação dos jogadores para os treinamentos será em março

Para o presidente do Originários, Tupã Darci Nunes, o clube vai se preparando bem para representar os povos indígenas.

“O Originários surge como um marco histórico no futebol brasileiro, unindo esporte, identidade, memória e resistência dos povos indígenas. O clube representa uma nova etapa na luta por visibilidade e autonomia. Além disso, buscamos o protagonismo dos povos originários por meio do futebol. Isso significa que nós somos mais do que uma equipe esportiva. O ECO é um movimento político, cultural e espiritual”, celebra Tupã.

O líder também participou de todas as decisões estratégicas do clube, desde a escolha das cores da camisa até a formação da comissão técnica. Isso significa que o treinador e os auxiliares também são indígenas. Para Tupã, a presença de originários nas áreas de liderança é essencial para garantir autonomia e identidade.

“O Originários chegou para ficar. Estamos ocupando o futebol, a mídia, a cultura e a política. Não somos passado, somos presente e futuro”, concluiu Tupã Darci Nunes.

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