
Centro Comercial que desabou em Icaraí e foi interditado pela Defesa Civil, reabre após 10 dias com obras ainda em andamento | ₢ André Freitas/Folha do Leste/Brasil 21 Comunicação/Proibida a Reprodução – Todos os Direitos Reservados aos titulares
Interditado desde o dia 7 desse mês, quando ocorreu o desabamento de sua fachada superior, especificamente no terceiro andar, onde acontecia uma obra para construção de uma academia, o Centro Comercial Icaraí reabre nesta quarta-feira (16). No entanto, o ingresso do público ao empreendimento acontecerá somente pela entrada auxiliar, onde fica o elevador, pelo acesso lateral.

Centro Comercial que desabou em Icaraí reabre após 10 dias com acesso por essa entrada auxiliar de forma acautelada | ₢ Angélica Carvalho/Folha do Leste/Brasil 21 Comunicação/Proibida a Reprodução – Todos os Direitos Reservados aos titulares
O shopping fica localizado na Rua Engenheiro Guilherme Greenhalgh, 16, Icaraí, na Zona Sul de Niterói, ao lado de um edifício residencial que faz esquina com a Rua Ator Paulo Gustavo.

Centro Comercial que desabou em Icaraí reabre após 10 dias de interdição pela Defesa Civil | ₢ André Freitas/Folha do Leste/Brasil 21 Comunicação/Proibida a Reprodução – Todos os Direitos Reservados aos titulares
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No último sábado (13), a Secretaria Municipal de Defesa Civil e Geotecnia havia notificado os responsáveis pelo Centro Comercial para a conclusão de todas as medidas de mitigação de riscos remanescentes, no prazo de 48 horas. Na segunda-feira (15), após nova vistoria, as medidas já estavam em andamento. Assim, novas recomendações foram dadas para que o prédio voltasse a funcionar com segurança para os lojistas e pedestres.

Notificações da Defesa Civil afixadas na entrada do Centro Comercial Icaraí | André Freitas/Folha do Leste/Brasil 21 Comunicação/Proibida a Reprodução – Todos os Direitos Reservados aos titulares
Nesse sentido, após vistoria realizada no final da tarde desta terça-feira, a Secretaria Municipal de Defesa Civil e Geotecnia informou, após insistência da reportagem do FOLHA DO LESTE, que as medidas emergenciais para mitigação do risco foram adotadas. Logo, os lojistas receberam autorização para reabrir já nesta quarta-feira.
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Calçada e parte da fachada estão isolados com tapumes| ₢ André Freitas/Folha do Leste/Brasil 21 Comunicação/Proibida a Reprodução – Todos os Direitos Reservados aos titulares
“A Secretaria Municipal de Defesa Civil e Geotecnia informa que os lojistas foram autorizados a reabrir nesta quarta-feira (17) de forma acautelada. As medidas emergenciais para mitigação do risco foram adotadas, possibilitando assim o retorno das atividades no local”, disse o órgão em nota, às 21h13.
No final da manhã desta terça-feira (16), o FOLHA DO LESTE esteve no local. Lá, verificamos que a fachada do prédio, bem como a calçada, estão totalmente cercados e isolados por tapumes. E que as obras para recuperação da fachada da edificação estavam em andamento.

Centro Comercial que desabou em Icaraí reabre após 10 dias | ₢ André Freitas/Folha do Leste/Brasil 21 Comunicação/Proibida a Reprodução – Todos os Direitos Reservados aos titulares
Entre os lojistas e empreendedores, havia uma mistura de sentimentos, tais como incerteza, ansiedade e esperança. Durante todo esse período, eles viveram a dramática situação de ver seus negócios paralisados por conta do incidente. A única exceção se trata de um restaurante, que fica na área externa e que estava em funcionamento.

Restaurante anexo ao Centro Comercial Icaraí já estava em funcionamento | ₢ Lucas Loureiro/Folha do Leste/Brasil 21 Comunicação/Proibida a Reprodução – Todos os Direitos Reservados aos titulares
Uma das empresárias que aceitou falar conosco se trata de Fabiana Estrella, dona de um brechó de roupas – o Brechic –, que há 8 anos funciona no Centro Comercial Icaraí. Ela classificou a situação como desafiadora.
“Estamos preocupados não só com o nosso bem-estar, mas também com o dos nossos clientes. Estamos passando por uma situação complicada, há uma semana sem trabalhar mas temos que pagar contas”, afirma.
Sobre a adoção de providências legais, Fabiana diz que vai à Justiça em busca da reparação dos seus danos.
“Obviamente, assim que a gente conseguir descobrir quem foi o culpado de fato, a gente acha que foi a questão da obra (no terceiro andar), mas não temos nenhuma certeza. Depois que sair o laudo, aí sim teremos que tomar nossas providências cabíveis com relação a quem está ocasionou essa perda de trabalho, por uma semana sem dinheiro, sem receber”, frisou a empresária, cuja mãe também tem um negócio há décadas no local – um salão de beleza.
Confira abaixo a entrevista completa com a empresária, em vídeo:
Expectativa pela reabertura e papel jornalístico
Por cerca de uma hora e meia, observamos as atividades no Centro Comercial e na rua. Nesse ínterim, muitas pessoas abordaram a equipe de reportagem em busca de informações. Principalmente, clientes querendo saber se o Centro Comercial já estava em funcionamento ou quando voltaria a funcionar.
Se naquele instante estávamos ali justamente com o mesmo questionamento, felizmente, já temos tal resposta nesta reportagem, conforme já informamos. Não meramente por questão de curiosidade jornalística, mas justamente por conta da relevância social desta informação. O que, justamente, faz um fato desta natureza ter tratamento noticioso.
Afinal, não basta dizer que a fachada caiu e que o Centro de Compras fechou por conta disso. É necessário ir além, no sentido de apurar responsabilidades e até mesmo omissões, sobretudo de quem tinha o dever de fiscalizar a obra. Tal qual expor a dramática expectativa de quem estava até então, impedido por culpa de terceiros, de exercer suas atividades empresariais no local. Enfim, esse papel cabe à imprensa séria e responsável, inclusive o de questionar em nome da coletividade e da incolumidade pública.
Este caso, por último, serve como divisor de águas entre o jornalismo profissional – feito não somente pelo Folha do Leste, mas também por outros veículos que merecem respeito no Leste Fluminense – do sensacionalismo vulgar de perfis de internet, desassociados de qualquer compromisso com as premissas noticiosas e informativas. Buscam, tão somente, a espetacularização da tragédia, sem manifestar interesse pelo que a comunicação tem de social.
Por fim, vale dizer que tentamos falar com o senhor Felipe, síndico do prédio. Porém, mais uma vez, ele se recusou a falar com a nossa reportagem, orientando-nos a procurar por seu advogado. Entramos em contato com o advogado Matheus Aded Mattos, que recursou nossa ligação telefônica e não respondeu à mensagem enviada por nossa reportagem.
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