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Brasil já tem lei para exploração de energia eólica no litoral oceânico

Estado do Rio quer impulsionar energia eólica

Foto: Getty Images

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Projeto de Lei nº 576/2021, que dispõe sobre a exploração de energia elétrica no mar, conhecida como offshore. A legislação estabelece diretrizes para geração de energia em áreas sob domínio da União, como o mar territorial, a zona econômica exclusiva e a plataforma continental.

A exploração de energia offshore terá outorga via contratos de autorização ou concessão. Entretanto, caberá ao Poder Executivo definir os locais para instalação dos chamados prismas, onde haverá a geração de energia. Desse modo, a oferta das áreas poderão seguirá dois modelos. Primeiramente, a oferta permanente, baseada em solicitações dos interessados. Ou então, mediante oferta planejada, desde que assim definida pelo planejamento do governo e submetida a licitação.

União, estados e municípios repartirão os recursos provenientes da atividade. Por exemplo, dos bônus de assinatura, taxas de ocupação e participação sobre a energia produzida. Porém, parte significativa dos investimentos priorizará pesquisa, inovação tecnológica e desenvolvimento sustentável.

Princípios da Nova Lei

A nova legislação também reforça princípios importantes. Entre eles, estão o incentivo ao desenvolvimento de tecnologias para reduzir emissões de carbono, como na extração de hidrogênio, e o estímulo ao crescimento local e regional. A lei incentiva a criação de infraestrutura e o fortalecimento da indústria nacional, promovendo inclusão social e diversidade.

Outro ponto central consiste na exigência de consulta prévia às comunidades afetadas pelos empreendimentos offshore. Além disso, a lei determina a responsabilidade pelo descomissionamento das áreas exploradas e a restauração ambiental dos locais utilizados.

Vetos presidenciais e polêmicas no Congresso

Lula vetou trechos da proposta que incluíam incentivos à produção de energia a partir do gás natural e do carvão mineral, além da prorrogação de contratos de usinas termelétricas a carvão e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Esses dispositivos, apelidados de “jabutis” pela ala governista, acabaram inseridos no texto durante a tramitação na Câmara dos Deputados.

A inclusão de subsídios gerou forte debate no Congresso. De um lado, parlamentares como o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) criticaram o impacto econômico e ambiental, alertando para um possível aumento de 7,5% na conta de energia dos brasileiros. Do outro, defensores como o senador Rogério Marinho (PL-RN) argumentaram que o gás natural e o carvão mineral garantem segurança energética durante a transição para fontes renováveis.

Mesmo com a polêmica, o Senado manteve os benefícios ao gás natural e ao carvão mineral, aprovando o texto por 40 votos a 28. Mesmo assim, o presidente Lula vetou esses dispositivos, alinhando-se, por fim, à proposta original da lei.

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André Freitas
Diretor-Executivo e repórter do Folha do Leste e da Brasil 21 Comunicação. Radialista e Jornalista desde a década de 1990. Narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, com 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Tem vasta experiência na cobertura da editoria de política em razão dos cargos públicos que exerceu nos poderes Legislativo e Executivo: Câmaras Municipais de Niterói, São Gonçalo, Campos dos Goytacazes, além da Alerj e ainda na Prefeitura de Niterói. Dirigiu a Rádio Absoluta por 15 anos, onde apresentou programas noticiosos diários. Pela emissora, cobriu por mais de uma década a seleção brasileira de futebol e esteve em duas Copas do Mundo e uma Olimpíada. Narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, tem 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Trabalhou, também, nas rádios Campos Difusora (Campos/RJ) e (Litorânea/ES). Exerceu cargo de editor-chefe em Olho Vivo (Niterói/RJ) e A Tribuna (Niterói/RJ). Colunista do jornal O Diário (Campos dos Goytacazes/RJ).

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