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Botafogo perde em casa para o Barcelona genérico e está eliminado da Libertadores 2026

Barcelona vence Botafogo no Estádio Nilton Santos: alvinegro está eliminado da Libertadores 2026, pois o jogo de ida, em Guayaquil, terminou em 1x1

Barcelona vence Botafogo no Estádio Nilton Santos: alvinegro está eliminado da Libertadores 2026, pois o jogo de ida, em Guayaquil, terminou em 1×1 | Vitor Silva/BFR

O que parecia fácil se tornou mais um fracasso na conta do Botafogo, eliminado da Taça Libertadores da América 2026, diante de seus torcedores, no Estádio Nilton Santos. A derrota aconteceu na noite desta terça-feira (10). Dessa forma, terminou cedo demais o sonho dos torcedores alvinegros por uma nova oportunidade de disputar, de verdade, o bicampeonato da competição. Pelo menos, neste ano de 2026.

O clube deixa o torneio na 3ª fase pré-classificatória, antes mesmo da formação dos grupos.

Além disso, quando falamos em cedo demais há um motivo: com um minuto de jogo, o Botafogo levou um gol que contou com a falha coletiva do sistema defensivo. Inclusive, do goleiro Léo Link, num chute de fora da área daqueles que um bom goleiro salvaria. Agora, ficou comprovado que de bom — para uma competição desse nível — ele não tem nada. Também, consequentemente, que o Botafogo não tem goleiro de bom nível técnico.

Mérito do Céliz, do Barcelona, autor do gol da classificação dos equatorianos. Afinal, ele não deve ter chutado à meta de Léo Link à toa.

Professor Pardal

Até então, esse Professor Pardal Martín Anselmi não disse a que veio para ser chamado de treinador. Aliás, disse: veio impor um sistema de jogo teimoso, incompatível com o que o John Textor chama de “Botafogo Way”. Três zagueiros, num time que só tem um zagueiro (Bastos ainda não voltou a ser aquele Bastos)? Piada, de péssimo gosto.

Para qualquer alvinegro, assistir jogo do Botafogo virou, como diz Galvão Bueno, “teste para cardíaco”. Honestamente, levantar troféu de Taça Rio, o sub-torneio do sub-campeonato Carioca, é fazer jus ao gentílico de “sofredor” empregado a quem torce pelo clube.

Resto da temporada

Por obvio, não dá para colocar tudo na conta do Professor Pardal Anselmi. Esse time 3-B nos remete àqueles tempos que antigas diretorias apelidavam um elenco medíocre de “bom, bonito e barato”. Juro que após o início da Era Textor, pensei: “jamais voltaremos a ter aqueles times 3-B”. Voltamos.

Barcelona vence Botafogo no Estádio Nilton Santos: alvinegro está eliminado da Libertadores 2026, pois o jogo de ida, em Guayaquil, terminou em 1x1

Atuação lembrou tempos do Botafogo 3-B: Bom, Bonito e Barato. O barato, de fato, era verdade | Vitor Silva/BFR

Não há nada para se falar sobre o transfer ban, o problema passou muito longe disso. Bastava não abrir a porteira para jogadores deixarem o clube com facilidade. A vaga direta para a fase de grupos teria vindo por meio do Brasileirão do ano passado. Dói lembrar que o Mirassol, ao menos com muito mérito, ficou com ela.

Esse time tem cara, jeito e alma de brigar para não cair. Caso dispute a competição nacional jogando como atuou contra o Barcelona (genérico), se terminar em 16º no Brasileirão, já fez milagre.

André Freitas
André Freitas é diretor-executivo e repórter do Folha do Leste e da Brasil 21 Comunicação. Jornalista e radialista desde a década de 1990, é narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, com 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Possui ampla experiência na cobertura da editoria de política, em razão de funções exercidas nos poderes Legislativo e Executivo, com atuação nas Câmaras Municipais de Niterói, São Gonçalo e Campos dos Goytacazes, além da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e da Prefeitura de Niterói. Dirigiu por 15 anos a Rádio Absoluta, onde apresentou programas noticiosos diários e conduziu coberturas esportivas, incluindo mais de uma década acompanhando a seleção brasileira de futebol. Nesse período, esteve presente em duas Copas do Mundo e em uma edição dos Jogos Olímpicos. Trabalhou também nas rádios Campos Difusora (Campos/RJ) e Litorânea (ES). Exerceu o cargo de editor-chefe nos jornais Olho Vivo (Niterói/RJ) e A Tribuna (Niterói/RJ), além de atuar como colunista do jornal O Diário (Campos dos Goytacazes/RJ).

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