Bloco Loucos pela Vida leva luta antimanicomial ao Carnaval de Niterói

Bloco Loucos pela Vida leva luta antimanicomial ao Carnaval de Niterói | Divulgação/Bruno Eduardo Alves/Prefeitura de Niterói
O Bloco Loucos pela Vida no Carnaval de Niterói voltou às ruas nesta terça-feira (10) para transformar folia em conscientização sobre saúde mental, cuidado em liberdade e combate ao preconceito.
Carnaval como ferramenta de conscientização
Com mais de duas décadas de história, o Bloco Loucos pela Vida reafirmou seu papel como instrumento de inclusão social e cidadania. Ao som de marchinhas e versos diretos, como “CAPS não é meme”, os foliões destacaram a importância dos Centros de Atenção Psicossocial no cuidado em saúde mental.
Valorização da rede pública de saúde mental
A secretária municipal de Saúde, Ilza Fellows, ressaltou o impacto do desfile. Segundo ela, o bloco combate estigmas enfrentados por pessoas em sofrimento psíquico e valoriza a rede pública de cuidado, usando a alegria do Carnaval como ferramenta de transformação social.
Dignidade, cidadania e cuidado em liberdade
A diretora da FeSaúde, Maria Célia Vasconcellos, também celebrou a iniciativa. Para ela, o crescimento do bloco simboliza dignidade e mostra uma visão ampliada da saúde mental, integrada à vida cultural da cidade.
Cortejo reúne usuários, profissionais e moradores
Cerca de 300 pessoas participaram do desfile, entre usuários da rede de saúde mental, familiares, profissionais e moradores. O trajeto saiu da Praça Arariboia e seguiu até a Praça da Cantareira, reunindo emoção, música e pertencimento.

Bloco Loucos pela Vida leva luta antimanicomial ao Carnaval de Niterói | Divulgação/Bruno Eduardo Alves/Prefeitura de Niterói
Ocupação da cidade e quebra de estigmas
O psicólogo Vinícius Ramos, do CAPS III, destacou o significado simbólico do evento. Ele afirmou que o bloco permite que usuários ocupem a cidade de forma positiva, rompendo estereótipos e reafirmando que são cidadãos com direito ao lazer e à convivência.
Representatividade e autoestima na avenida
Neste ano, o desfile teve como rainha da bateria Ana Paula Ramos. Usuária da rede de saúde mental, ela celebrou a conquista após anos de participação nos ensaios e oficinas culturais. Para ela, o bloco representa reconhecimento, autoestima e alegria.
Homenagem à luta antimanicomial
O cortejo também prestou homenagem a Francisco Protásio, militante histórico do movimento antimanicomial. Estandartes lembraram sua trajetória em defesa do cuidado em liberdade. Sua viúva, Juliana Cecchetti, destacou o legado deixado na construção de redes de cuidado fora dos muros institucionais.
Bloco que vai além do Carnaval
Criado a partir das práticas da Rede de Atenção Psicossocial, o Bloco Loucos pela Vida hoje atua como coletivo cultural autônomo. A iniciativa conta com apoio da Secretaria Municipal de Saúde, da FeSaúde, do GRESS Magnólia Brasil e da Secretaria Municipal das Culturas.
Cultura, arte e convivência durante todo o ano
As atividades do bloco seguem além da folia. Elas acontecem no Centro de Convivência e Cultura Dona Ivone Lara, espaço que promove oficinas, ensaios e apresentações voltadas à expressão artística, inclusão social e fortalecimento do cuidado em saúde mental.








































