Em um marco importante para a preservação da fauna, o BioParque do Rio, localizado em São Cristóvão, Zona Norte, celebrou o nascimento de uma fêmea de macaco-aranha-da-cara-preta (Ateles chamek), a primeira dessa espécie registrada em zoológicos do mundo.
A recém-nascida veio ao mundo no dia 25 de setembro de 2024, durante as comemorações do quarto aniversário da instituição. No entanto, o anúncio oficial só foi feito recentemente, quando seu desenvolvimento saudável foi confirmado.
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A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) classifica o macaco-aranha-da-cara-preta como uma espécie ameaçada de extinção, tornando esse nascimento ainda mais significativo para os esforços de preservação.
A assessoria do BioParque do Rio revelou, em comunicado nesta terça-feira (18), que a filhotinha pesa cerca de 1,1 kg e já exibe comportamentos típicos da espécie, como forte interação com a mãe e outros primatas. A macaquinha também demonstra curiosidade e agilidade, características marcantes de sua espécie.
O desenvolvimento precoce da filhotinha
Apesar de sua pouca idade, a macaquinha já demonstrou habilidades precoces, como experimentar folhas e frutos, algo que os macacos-aranha geralmente começam a fazer em estágios mais avançados de seu crescimento.
Esse comportamento é um sinal positivo de seu desenvolvimento natural e saudável. Atualmente, o público pode visitar a Ilha dos Primatas no BioParque e observar a interação da filhote com outros primatas e os visitantes, tornando-se um atrativo para todos que visitam o parque.
Além disso, o BioParque do Rio lançou uma votação nas redes sociais para que seus seguidores escolham o nome da recém-nascida. As opções incluem: Bebel, Amora, Moara, Fátima e Vani. Os dois últimos nomes fazem referência a personagens populares de Fernanda Torres, atriz que recentemente brilhou no vencedor do Oscar “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles.
A importância da conservação para a espécie
O macaco-aranha-da-cara-preta é uma das espécies mais ágeis da América do Sul. Seu habitat natural, principalmente as florestas tropicais, sofre com a destruição causada pela expansão urbana e pela caça ilegal. Isso faz com que a sobrevivência da espécie dependa de esforços contínuos de conservação, como o realizado no BioParque do Rio.
O zoológico abriga atualmente cerca de 134 espécies e aproximadamente 650 animais em 56 recintos, proporcionando ao público uma oportunidade única de conhecer a diversidade da fauna e aprender sobre a importância da conservação. A chegada da filhote de macaco-aranha-da-cara-preta é um reflexo do compromisso do parque com a proteção da biodiversidade.