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Após uma disputa prolongada entre o Banco do Brasil e um fundo imobiliário por um prédio icônico na Zona Norte do Rio de Janeiro, o embate chegou ao fim nos últimos dias, marcando uma reviravolta no mercado imobiliário carioca.
O Banco do Brasil entregou as chaves do CARJ (Centro Administrativo do Rio de Janeiro), um empreendimento vasto localizado no Andaraí, em março do ano passado. Esta decisão intensificou uma batalha judicial sobre a renovação do aluguel, que se arrastava há anos nos tribunais. Do outro lado dessa disputa estava o fundo imobiliário BB Progressivo (BBFI11B), proprietário do prédio.
Recentemente, os cotistas do fundo aceitaram uma proposta de acordo no valor de R$ 50 milhões, a ser pago pelo Banco do Brasil, para quitar os aluguéis pendentes devido à disputa e encerrar os processos judiciais.
Entretanto, o imóvel em si, um complexo composto por nove blocos e totalizando 40 mil metros quadrados, localizado quase em frente ao Shopping Iguatemi, será adquirido pela gestora Sod Capital por R$ 65 milhões. A Sod Capital superou a construtora Cury, que também havia feito lances pelo imóvel.
Este movimento marca mais uma jogada do empresário carioca Wilson Borges, pouco conhecido no mercado, mas que já demonstrou sua capacidade de negócios ao adquirir, no ano passado, o imóvel onde ficava o hipermercado Extra da Barra da Tijuca. Lá, ele desembolsou R$ 247 milhões com o objetivo de construir um empreendimento residencial no local. Borges já fechou contrato com uma das maiores incorporadoras de alta renda do Rio para lançar o empreendimento.