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Ano-Novo Chinês começa em 17 de fevereiro e marca o Ano do Cavalo

Celebração do Ano-Novo Chinês de 2026 com início em 17 de fevereiro

Ano-Novo Chinês começa em 17 de fevereiro e marca o Ano do Cavalo | Reprodução

O ano novo chinês 17 de fevereiro inaugura, em 2026, o Ano do Cavalo, símbolo associado a movimento, energia e transformações rápidas na tradição chinesa. Diferente do calendário ocidental, a virada do ano na China segue o ciclo lunissolar, o que explica a mudança anual da data e mantém viva uma tradição com mais de dois mil anos de história.

Celebrado como Festival da Primavera, o Ano-Novo Chinês mobiliza famílias, cidades e comunidades ao redor do mundo, além de provocar o maior deslocamento humano anual do planeta, impulsionado por viagens para reencontros familiares e rituais de renovação.

Por que o Ano-Novo Chinês muda de data?

O ano novo chinês 17 de fevereiro ocorre com base no calendário lunissolar, sistema que combina o movimento da Terra em torno do Sol com os ciclos da Lua. Cada mês começa na lua nova, e a virada do ano acontece na segunda lua nova após o solstício de inverno, registrado por volta de 21 de dezembro.

Por esse motivo, a data nunca é fixa.

Ela costuma cair entre o fim de janeiro e o fim de fevereiro, já que o ciclo lunar possui cerca de 354 dias, onze a menos que o ano solar. Para corrigir essa diferença e manter as festas alinhadas às estações, o calendário tradicional inclui, em alguns anos, um mês intercalar.

Na prática, a China convive com dois sistemas simultâneos: o calendário gregoriano, usado em atividades civis e econômicas, e o calendário tradicional, que orienta festas, rituais e o horóscopo chinês.

Os 12 animais do horóscopo chinês

O zodíaco chinês funciona em ciclos de 12 anos, conhecidos como Doze Ramos Terrestres. Cada ano recebe a representação de um animal, que influencia costumes, crenças populares e até decisões familiares.

A ordem tradicional é:

Rato, Boi, Tigre, Coelho, Dragão, Serpente, Cavalo, Cabra, Macaco, Galo, Cão e Porco.

Além dos animais, o sistema combina cinco elementos — Madeira, Fogo, Terra, Metal e Água — formando ciclos completos de 60 anos, o que confere significados específicos a cada repetição do signo.

Ano-Novo Chinês começa em 17 de fevereiro e marca o Ano do Cavalo | Reprodução/Getty Images

O significado do Ano do Cavalo

Na cultura chinesa, o Cavalo simboliza energia, liberdade e dinamismo. Historicamente, o animal esteve ligado ao transporte, à expansão territorial e à conexão entre regiões, o que reforça sua associação com progresso e deslocamento.

O Ano do Cavalo costuma ser interpretado como um período de ritmo acelerado, propício a iniciativas ousadas e mudanças rápidas. Ao mesmo tempo, a tradição alerta para a necessidade de equilíbrio, já que decisões impulsivas podem gerar instabilidade.

No horóscopo popular, pessoas nascidas sob esse signo são vistas como ativas, sociáveis e independentes. Contudo, essas interpretações façam parte de crenças culturais, sem base científica.

Quando foi o último Ano do Cavalo?

Antes de 2026, o último Ano do Cavalo ocorreu em 2014, conhecido como Cavalo de Madeira. Naquele período, a China atravessava uma fase de transição econômica, com crescimento mais moderado, mas ainda acima da média global.

O país avançou em grandes obras de infraestrutura, expansão do transporte de alta velocidade e consolidação de projetos que mais tarde integrariam a Iniciativa do Cinturão e Rota. Ao mesmo tempo, enfrentou desafios como poluição urbana, atenção ao mercado imobiliário e um amplo combate à corrupção.

O que esperar simbolicamente de 2026?

Com o ano novo chinês 17 de fevereiro, famílias chinesas e comunidades espalhadas pelo mundo iniciam um novo ciclo. Sendo eles, marcado por rituais de prosperidade, reuniões familiares e redefinição de metas.

Mais do que previsões, o Ano do Cavalo de 2026 reforça a convivência entre modernidade e tradição. Assim, mostrando como um calendário milenar segue influenciando hábitos, celebrações e a forma como o tempo é percebido no século XXI.

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Angélica Carvalho
Angélica Carvalho é jornalista profissional e radialista. Idealizadora e editora-chefe do Folha do Leste, é também sócia-administradora da Brasil 21 Comunicação. Atua na definição das diretrizes editoriais, na coordenação da equipe, na curadoria de pautas e na tomada de decisões estratégicas do veículo. Possui experiência consolidada em assessoria de imprensa e comunicação política no setor público. Além disso, trabalhou por mais de uma década em grandes eventos, com destaque para o Desfile das Escolas de Samba do carnaval carioca.

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