

Programa “Agora Tem Especialistas” leva 125 médicos para Sudeste | Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O programa Agora Tem Especialistas vai reforçar a saúde da região Sudeste com 125 médicos especialistas, distribuídos entre hospitais e unidades de atendimento de quatro estados. São Paulo receberá 27 profissionais, com destaque para Guarulhos (6), Caraguatatuba (4), Botucatu (3), Bragança Paulista (2) e Tupã (2).
Distribuição por estado e município
Além de São Paulo, Minas Gerais terá 81 médicos; Rio de Janeiro, 16; e Espírito Santo, 1. Municípios como Osasco, Jundiaí, Igarapava, Ribeirão Preto, Marília, Andradina, Bauru, Campinas, Cotia e Divinolândia receberão um médico cada. No total, 501 profissionais foram selecionados para atuar em 212 municípios de todo o país.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou a importância do reforço:
“Com esse reforço, estados e municípios, que já tinham um grande investimento no serviço, terão suprida a necessidade de especialistas, ampliando o acesso e fortalecendo a rede pública de saúde.”
Perfil dos profissionais e áreas de atuação
A maioria dos médicos (67%) atuará no interior, 25,7% em áreas de alta ou muito alta vulnerabilidade, 20% na Amazônia Legal e 9% em áreas de fronteira. Entre as especialidades estão cirurgia geral, ginecologia, anestesiologia e otorrinolaringologia.
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Em média, os profissionais possuem 12 anos de experiência, e 26% atuavam exclusivamente na rede privada. Pela primeira vez, eles passam a atender exclusivamente no Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso a especialistas.
A maior parte (75%) será alocada em hospitais públicos para cirurgias, internações e tratamentos como radioterapia e quimioterapia. Outros 18% atuarão em ambulatórios, realizando consultas e exames, como endoscopia, ecocardiograma, colonoscopia, colposcopia e ultrassonografia. O restante trabalhará em unidades de apoio diagnóstico e terapêutico. No total, 258 unidades da rede pública receberão os profissionais nas cinco regiões do país.
Bolsa-formação e seleção
Os médicos contarão com bolsa-formação de até R$ 20 mil, definida conforme a vulnerabilidade social e sanitária do local de atuação.
A distribuição das vagas considerou as demandas do SUS em estados e municípios, priorizando o atendimento onde há maior carência de especialistas.