
Ponta Negra: falta de banheiros públicos expõe moradores e turistas a situações constrangedora | Divulgação/Anselmo Mourão
Ponta Negra, um dos cartões-postais de Maricá, enfrenta uma situação que merece atenção urgente do poder público. Moradores e turistas relatam dificuldades para utilizar os banheiros públicos, um serviço básico que deveria estar disponível em uma região de grande circulação de pessoas.
A situação é ainda mais preocupante diante das informações sobre a exoneração de mais de 200 educadores sanitários, medida que, segundo as reclamações, teria comprometido o funcionamento dos sanitários.
Sem alternativas, há relatos de pessoas utilizando o canal de Ponta Negra para fazer suas necessidades fisiológicas. Além do constrangimento, a situação representa um problema de higiene, saúde pública e preservação ambiental.
É importante reconhecer que a administração municipal precisa organizar seus recursos e tomar decisões sobre seu quadro de funcionários. Entretanto, a população não pode ficar sem serviços essenciais enquanto essas mudanças acontecem.
Ponta Negra recebe famílias, idosos, crianças e visitantes que movimentam a economia local. Garantir sanitários em condições adequadas de funcionamento não é luxo, mas uma necessidade básica de qualquer cidade que valoriza seus moradores e deseja fortalecer o turismo.
O que se espera da Prefeitura de Maricá é uma solução, não um confronto.
A administração municipal tem a oportunidade de esclarecer a situação, informar como será garantido o funcionamento dos banheiros e demonstrar que as necessidades da população continuam sendo prioridade.
Afinal, uma cidade que investe em turismo também precisa investir nas condições mínimas para receber bem seus visitantes.
Um serviço que já existia e precisa ser preservado
Em fevereiro de 2024, a própria Prefeitura, por meio da Sanemar, implantou em Ponta Negra uma estrutura gratuita com banheiros, fraldários e guarda-volumes, dentro do projeto Vem Pra Orla. A iniciativa contava com educadores sanitários para orientar os frequentadores.
Agora, diante das reclamações, surge uma pergunta inevitável: como um serviço criado para oferecer dignidade à população pode deixar de atender justamente quem mais precisa dele?
O cenário também merece atenção porque um levantamento publicado pelo jornal RJ106 identificou pelo menos 170 atos de exoneração em diferentes setores da administração municipal até 15 de outubro de 2026. Esse número não significa necessariamente 170 pessoas definitivamente desligadas.
A reportagem faz um apelo respeitoso ao prefeito Washington Quaquá para que determine uma avaliação urgente da situação em Ponta Negra e assegure o acesso aos sanitários. Governar também é ouvir as pequenas reclamações que representam grandes necessidades.
E ninguém deveria precisar recorrer a um canal para fazer suas necessidades porque encontrou um banheiro público fechado.








