Leste FluminenseMaricá

A pressão fez efeito? Após sessões esvaziadas, presença de vereadores melhora na Câmara de Maricá

Plenário da Câmara Municipal de Maricá durante sessão legislativa.

A pressão fez efeito? Após sessões esvaziadas, presença de vereadores melhora na Câmara de Maricá | Divulgação

A cobrança da população e a repercussão na imprensa parecem ter surtido efeito na Câmara Municipal de Maricá. Após duas sessões consecutivas marcadas pela ausência da maioria dos parlamentares, a presença no plenário melhorou nesta terça-feira, 3 de novembro.

Dos 21 vereadores que compõem a Casa Legislativa, 18 compareceram à sessão, enquanto três estiveram ausentes.

O resultado representa uma mudança significativa em relação às sessões dos dias 27 e 29 de outubro, quando apenas três vereadores estiveram presentes: o presidente da Câmara, Aldair de Linda, além de Chiquinho e Ricardinho Netuno.

Naquelas ocasiões, a ausência dos demais parlamentares impediu a abertura dos trabalhos por falta do quórum mínimo de cinco vereadores.

A cobrança chegou ao plenário

A ausência de 18 vereadores nas duas sessões anteriores provocou questionamentos e repercussão negativa. Afinal, a população espera que seus representantes estejam presentes para discutir os problemas da cidade, fiscalizar o Executivo e votar projetos de interesse público.

Nesta terça-feira, o cenário foi diferente. Embora três parlamentares ainda tenham faltado, a presença de 18 vereadores permitiu uma mudança expressiva em relação à semana anterior.

Não é possível afirmar que a repercussão tenha sido a única responsável pela mudança, mas a cobrança pública colocou em evidência uma questão que merece atenção: a responsabilidade dos representantes com suas obrigações legislativas.

A população continuará de olho

A presença dos vereadores não deve ser uma resposta pontual às críticas, mas um compromisso permanente com os moradores de Maricá.

Afinal, exercer um mandato significa assumir responsabilidades, inclusive a de comparecer às sessões e participar das decisões que afetam diretamente a vida da população.

A pressão parece ter feito efeito. Mas a pergunta que fica é: será que a presença vai continuar ou foi apenas uma resposta à repercussão negativa?

Patrícia Nunes
Patrícia Nunes é jornalista, repórter e colunista do Folha do Leste desde 2023. Paralelamente, é comunicadora e ativista de projeção nacional na defesa dos animais e de pessoas em situação de vulnerabilidade. Fundadora do Instituto Segunda Chance, reúne mais de 202 mil seguidores no Instagram. Em sua coluna, aborda temas que mobilizam a sociedade. Faz do jornalismo instrumento para denunciar violações de direitos, promover campanhas humanitárias e cobrar políticas públicas em diversos níveis.

Leave a reply