Eleições 2026Estado do Rio de Janeiro

Haroldinho vence eleição em Itaguaí com 77,47% dos votos

Haroldinho Jesus sentado à mesa, usando óculos e colete vermelho e azul com identificação da Prefeitura de Itaguaí.

Haroldinho vence eleição em Itaguaí com 77,47% dos votos | Divulgação

Haroldinho Jesus (PDT) venceu a eleição suplementar em Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, com 58.054 votos, equivalentes a 77,47% dos votos válidos. O resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a votação deste domingo (25), realizada simultaneamente ao segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

O prefeito eleito é Haroldo Rodrigues Jesus Neto, conhecido como Haroldinho. Sua chapa tem como vice-prefeito Fabiano José Nunes, o Fabinho Taciano (Progressistas). Os eleitores escolheram os dois para completarem o mandato municipal, que termina em 31 de dezembro de 2028.

Haroldinho já exercia o comando da prefeitura de forma interina. Presidente da Câmara Municipal de Itaguaí, ele assumiu o Executivo após o impasse judicial envolvendo o resultado das eleições municipais de 2024.

Haroldinho recebe mais de 58 mil votos em Itaguaí

A vitória de Haroldinho ocorreu com ampla diferença sobre os outros três candidatos que participaram da eleição suplementar.

A segunda colocada foi Kelaine Goulart (Novo), que recebeu 14.260 votos, correspondentes a 19,03%. Entretanto, a candidatura dela permanece sub judice, porque o registro foi indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).

Na terceira posição, Luciano Mota (PT) somou 2.243 votos, ou 2,99%. Já Marcelo Cunha (Democrata) recebeu 380 votos, equivalentes a 0,51%.

Confira o resultado divulgado pelo TSE:

  • Haroldinho Jesus (PDT): 58.054 votos — 77,47%;
  • Kelaine Goulart (Novo): 14.260 votos — 19,03%;
  • Luciano Mota (PT): 2.243 votos — 2,99%;
  • Marcelo Cunha (Democrata): 380 votos — 0,51%.

A diferença entre Haroldinho e a segunda colocada foi de 43.794 votos, segundo os números publicados pela Justiça Eleitoral.

Itaguaí registra abstenção de 20,80%

A eleição suplementar mobilizou 79.472 eleitores em Itaguaí, o equivalente a 79,20% das 100.347 pessoas aptas a votar, conforme o balanço divulgado pelo TSE.

Outros 20.875 eleitores não compareceram às urnas, o que representa uma abstenção de 20,80%.

Além dos votos atribuídos aos quatro candidatos, a apuração registrou 1.749 votos em branco, equivalentes a 2,20% dos votos depositados, e 2.786 votos nulos, ou 3,51%.

Somados, os quatro candidatos receberam 74.937 votos, enquanto brancos e nulos totalizaram 4.535 registros.

O Tribunal Superior Eleitoral calculou o percentual de cada candidatura sobre o conjunto de votos nominais apresentado na totalização oficial

Por que Itaguaí precisou realizar outra eleição?

A eleição suplementar foi determinada pela Justiça Eleitoral depois do indeferimento do registro de candidatura de Rubem Vieira de Souza (Podemos), o Dr. Rubão, que havia recebido a maior votação na disputa municipal de 2024.

O caso envolveu a interpretação constitucional sobre a proibição de um terceiro mandato consecutivo para o mesmo cargo no Poder Executivo.

Em julho de 2020, Rubão, então presidente da Câmara Municipal, assumiu a Prefeitura de Itaguaí após o afastamento dos ocupantes dos cargos de prefeito e vice-prefeito.

Consulte as fontes oficiais do tribunal eleitoral ou do município para verificar as informações sobre as eleições municipais e o período do mandato eletivo. Ao tentar permanecer à frente do Executivo por mais quatro anos, teve o registro questionado na Justiça Eleitoral.

Em junho de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral manteve, por unanimidade, o indeferimento da candidatura e determinou a realização de uma nova eleição para prefeito e vice-prefeito.

O julgamento acompanhou o entendimento do ministro André Mendonça, relator do processo, de que o exercício da prefeitura no segundo semestre de 2020 deveria ser considerado para a contagem de mandatos consecutivos.

Com isso, a eleição suplementar tornou-se necessária para definir quem completaria o período administrativo até o fim de 2028.

Por que a candidatura de Kelaine Goulart está sub judice?

A segunda colocada na eleição, Kelaine Goulart (Novo), também enfrenta uma controvérsia jurídica relacionada ao registro de candidatura.

Em 15 de outubro, o TRE-RJ indeferiu, por unanimidade, seu registro para disputar a Prefeitura de Itaguaí. A Corte manteve a decisão da 105ª Zona Eleitoral.

Segundo o tribunal, Kelaine mantinha duas candidaturas em circunscrições diferentes: uma para deputada federal nas eleições gerais de 2026 e outra para prefeita na eleição suplementar.

O TRE-RJ considerou que a situação contraria o artigo 88 do Código Eleitoral, que proíbe a manutenção simultânea de candidaturas para cargos diferentes em mais de uma circunscrição.

O tribunal informou que a candidata recebeu 6.404 votos na disputa para deputada federal, na qual alcançou a condição de suplente.

Entretanto, a decisão regional admite recurso ao TSE. No balanço oficial divulgado após a eleição suplementar, a Justiça Eleitoral ainda identificava a candidatura de Kelaine como sub judice.

Portanto, os 14.260 votos atribuídos à candidata aparecem no levantamento divulgado pelo TSE, mas sua situação jurídica permanece dependente da conclusão do processo eleitoral.

Haroldinho continuará à frente da prefeitura até 2028

A vitória nas urnas muda a condição política de Haroldinho, que já administrava Itaguaí interinamente em razão da vacância do cargo.

Com o resultado da eleição suplementar, ele foi escolhido pelo eleitorado para exercer o restante do mandato municipal, ao lado do vice-prefeito eleito Fabinho Taciano (Progressistas).

O período administrativo termina em 31 de dezembro de 2028, quando se encerra o mandato originalmente correspondente às eleições municipais de 2024.

A eleição de Itaguaí ocorreu no mesmo domingo em que os brasileiros participaram do segundo turno presidencial. Diferentemente dos demais municípios fluminenses, os eleitores da cidade tiveram duas disputas na urna: presidente da República e prefeito.

O Folha do Leste já havia detalhado as regras e as candidaturas na reportagem sobre a eleição suplementar de Itaguaí e seus candidatos.

Sete municípios realizaram eleições suplementares no país

Além de Itaguaí, outras seis cidades brasileiras escolheram novos prefeitos e vice-prefeitos neste domingo (25).

As eleições suplementares ocorreram em Goiatins (TO), Narandiba (SP), Martinópolis (SP), Macedônia (SP), Santana do Itararé (PR) e Arroio do Sal (RS).

Consulte os portais oficiais da Justiça Eleitoral para verificar as razões e os processos judiciais que levaram à convocação dessas votações.

No Estado do Rio de Janeiro, Itaguaí foi o único município com eleição suplementar para prefeito neste segundo turno.

Com a vitória de Haroldinho Jesus, a cidade passa a ter uma escolha direta do eleitorado para o período restante do mandato municipal, depois do impasse provocado pela disputa de 2024.

Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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