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Niterói vai abrir mil novas vagas no Aluguel Universitário em novembro

Estudantes universitários no Centro de Niterói

Niterói vai abrir mil novas vagas no Aluguel Universitário em novembro | Divulgação/Lucas Benevides/Prefeitura de Niterói

Niterói vai abrir em novembro mil novas vagas para o programa Aluguel Universitário, que paga auxílio mensal de R$ 700 a estudantes de graduação e pós-graduação. A nova seleção será a quarta desde a criação do programa, em 2025, e a última prevista para este ano.

Atualmente, segundo a Prefeitura, cerca de 1,8 mil universitários recebem o benefício. Com o preenchimento das novas vagas e a manutenção dos atuais beneficiários, o programa poderá se aproximar de 3 mil estudantes atendidos.

Além de ajudar no pagamento da moradia, o Aluguel Universitário exige que o estudante resida na área definida pelo programa, que inclui o Centro e trechos de São Domingos e São Lourenço.

Quem poderá disputar as mil novas vagas

O novo edital será destinado a estudantes com matrícula ativa em cursos presenciais de graduação ou pós-graduação de instituições públicas ou privadas localizadas em Niterói.

Além disso, o candidato precisa ter mais de 18 anos, pertencer a uma família com renda de até três salários mínimos e manter o Cadastro Único (CadÚnico) atualizado.

Os demais requisitos, documentos e prazos aparecerão no quarto edital do programa.

Inscrições serão feitas pelo Colab

A Prefeitura informou que as inscrições acontecerão pela plataforma Colab.

No entanto, o município ainda não divulgou, no anúncio desta nova etapa, as datas de abertura e encerramento das inscrições.

As orientações serão publicadas na página oficial do Aluguel Universitário quando o edital estiver disponível.

Auxílio mensal é de R$ 700

Cada estudante contemplado recebe R$ 700 por mês para ajudar a custear o aluguel.

Para manter o benefício, o universitário precisa morar dentro da área de abrangência estabelecida pelo programa.

Assim, a política combina permanência estudantil com a estratégia municipal de ampliar a ocupação residencial da região central.

Maioria dos beneficiários veio de fora de Niterói

Um levantamento feito com participantes dos dois primeiros editais mostrou que 87,8% dos beneficiários vieram de outros municípios, estados ou países.

Já 12,2% moravam anteriormente em Niterói.

Entre os estudantes atendidos estão universitários das cinco regiões brasileiras e de pelo menos 11 países, entre eles Angola, Argentina, Cabo Verde, Colômbia, Moçambique, Peru e Venezuela.

Programa já passou por três seleções

O Folha do Leste acompanha a expansão do Aluguel Universitário desde a criação do programa.

Em agosto, o portal mostrou que a iniciativa havia chegado a 1.670 beneficiários e caminhava para ampliar novamente o número de estudantes atendidos.

Agora, o quarto edital acrescentará mais mil vagas e abrirá uma nova oportunidade para estudantes que precisam de apoio para permanecer na universidade.

Moradia também integra revitalização do Centro

Além da permanência acadêmica, a Prefeitura usa o programa como parte da estratégia de ampliar o número de moradores na região central.

A concentração de universidades, transporte, comércio e serviços torna o Centro e seu entorno uma área importante para a moradia estudantil.

Com isso, o município busca aumentar a circulação de pessoas e estimular a ocupação residencial de imóveis próximos às instituições de ensino.

O que já se sabe sobre o quarto edital

  • Novas vagas: 1.000;
  • Valor mensal: R$ 700;
  • Previsão de abertura: novembro de 2026;
  • Público: estudantes de graduação e pós-graduação presencial em Niterói;
  • Renda familiar: até três salários mínimos;
  • CadÚnico: obrigatório e atualizado;
  • Inscrição: pela plataforma Colab;
  • Área de moradia: Centro e trechos de São Domingos e São Lourenço.
Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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