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Celular, smartwatch e óculos inteligentes ficam fora da cabine de votação

Eleitor diante de urna eletrônica durante votação

Celular, smartwatch e óculos inteligentes ficam fora da cabine de votação | Paulo Pinto/Agência Brasil

Eleitores não poderão entrar na cabine de votação com celular, smartwatch, óculos inteligentes ou qualquer equipamento capaz de registrar, transmitir ou divulgar a escolha feita na urna. A regra vale para as Eleições Gerais de 2026 e busca preservar o sigilo do voto.

A proibição do celular na cabine não é nova. No entanto, a evolução de dispositivos cada vez menores e conectados levou a Justiça Eleitoral a detalhar quais equipamentos também devem permanecer fora da cabine.

O primeiro turno das eleições acontece no domingo, 4 de outubro.

Regra vale até para aparelho desligado

O Tribunal Superior Eleitoral determina que o eleitor não pode portar, na cabine, celular, máquina fotográfica, filmadora, equipamento de radiocomunicação ou qualquer outro instrumento que possa comprometer o sigilo do voto.

Além disso, a vedação vale mesmo que o aparelho esteja desligado.

Antes de seguir até a urna, o eleitor deve desligar o equipamento e deixá-lo no local indicado pela mesa receptora.

Depois da votação, os pertences são devolvidos.

Smartwatch e óculos inteligentes também entram na regra

A Justiça Eleitoral também passou a detalhar equipamentos mais recentes.

Entre os dispositivos que não podem entrar na cabine estão:

  • relógios inteligentes;
  • pulseiras conectadas;
  • óculos inteligentes;
  • fones de ouvido com recursos de comunicação;
  • câmeras corporais;
  • microcâmeras;
  • acessórios com câmera, microfone ou conexão.

A regra também pode alcançar objetos como canetas, chaveiros, bonés, chapéus e broches, caso tenham tecnologia capaz de registrar ou transmitir informações.

TRE-DF detalhou procedimentos

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal publicou uma resolução específica para adaptar os procedimentos às novas tecnologias.

A norma não cria uma nova proibição.

Na prática, ela detalha como mesários devem lidar com dispositivos que, há poucos anos, praticamente não faziam parte da rotina dos eleitores.

O TSE, por sua vez, adota uma regra mais ampla: qualquer equipamento que possa comprometer o sigilo do voto deve ficar fora da cabine.

Celular pode ser usado para apresentar o e-Título

O eleitor pode usar o celular antes da votação para apresentar o e-Título ou outro documento digital aceito pela Justiça Eleitoral.

Depois da identificação, porém, o aparelho deve ser desligado e entregue à mesa.

Assim, o uso do celular continua permitido dentro da seção eleitoral, mas não dentro da cabine onde fica a urna.

Quem se recusar não poderá votar naquele momento

Caso o eleitor se recuse a deixar o aparelho no local indicado, não poderá seguir até a urna enquanto mantiver a recusa.

O presidente da mesa poderá registrar o caso em ata.

Se houver necessidade, a força policial também poderá ser acionada.

Medida tenta evitar compra de votos

A Justiça Eleitoral afirma que a restrição protege o caráter secreto da votação.

Além disso, a regra dificulta práticas como compra de votos ou coação de eleitores.

Sem celular ou câmera na cabine, o eleitor não consegue produzir uma imagem para comprovar em quem votou.

Tecnologias assistivas continuam permitidas

A proibição não impede o uso de recursos de acessibilidade.

Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida podem utilizar tecnologias assistivas normalmente, desde que esses equipamentos não sejam usados para registrar ou divulgar o voto.

Em caso de dúvida, a mesa receptora poderá verificar as características externas do equipamento.

Como se preparar para votar

A orientação é levar apenas o necessário para a seção eleitoral.

Quem quiser pode usar uma cola em papel com os números dos candidatos.

Já celulares e outros dispositivos eletrônicos devem ficar fora da cabine.

Depois de concluir a votação, o eleitor recupera os pertences deixados sob a guarda da mesa.

Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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