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Exoshock junta jogadores de VR e PC no mesmo esquadrão

Combate em primeira pessoa em Exoshock

Exoshock junta jogadores de VR e PC no mesmo esquadrão | Divulgação/Steam

Um jogador pode estar dentro da nave usando um headset de realidade virtual.

O colega de equipe, no entanto, pode estar diante de um monitor com teclado e mouse.

Essa é uma das principais ideias de Exoshock, shooter cooperativo de ficção científica desenvolvido pela POLARITYONE e publicado pela VRAL Games.

O jogo foi construído desde o início como uma experiência híbrida entre VR e tela comum, permitindo que os dois públicos participem das mesmas missões.

VR e tela comum compartilham o mesmo jogo

A proposta de Exoshock não é criar uma versão para realidade virtual e outra separada para PC tradicional.

O estúdio afirma que ambos usam os mesmos sistemas, mapas, inimigos e objetivos.

A diferença está principalmente na forma de interação.

Em VR, o jogador manipula armas e equipamentos com os próprios movimentos.

Já no modo tradicional, a experiência segue a lógica de um FPS convencional em monitor.

Mesmo assim, os dois podem entrar na mesma equipe.

Esquadrões aceitam até quatro jogadores

Exoshock foi projetado para grupos de um a quatro jogadores.

As missões colocam o esquadrão dentro de naves e instalações hostis, com objetivos que podem mudar durante a operação.

O grupo pode precisar:

  • invadir naves em movimento;
  • sabotar sistemas;
  • roubar dados;
  • eliminar alvos;
  • defender posições;
  • adaptar a estratégia durante a missão.

A ideia é forçar cooperação em vez de transformar cada jogador em uma unidade independente.

Inimigos tentam flanquear o grupo

A POLARITYONE apresenta os adversários como forças capazes de reagir à posição e às decisões do esquadrão.

Eles podem se mover, pressionar jogadores isolados e explorar erros de coordenação.

Além disso, as missões contam com eventos variáveis e estruturas modulares.

Isso busca impedir que uma mesma operação aconteça exatamente da mesma forma em todas as tentativas.

Cada jogador pode assumir uma função

O jogo também oferece diferentes formas de atuar dentro da equipe.

Um integrante pode levar armas pesadas e segurar uma área.

Outro pode avançar com equipamentos mais móveis.

Há ainda drones, sentinelas e modificações de traje que alteram o estilo de jogo.

Esse sistema ajuda a justificar a cooperação entre jogadores de VR e monitor, já que cada plataforma não precisa reproduzir exatamente a mesma forma de interação física.

Multiplayer entre SteamVR e Quest já foi testado

O multiplayer híbrido não existe apenas no papel.

Em julho, a equipe liberou uma atualização para proprietários da Founder Edition com suporte a partidas entre SteamVR, Meta Quest 3 e Quest 3S.

Os jogadores puderam criar grupos de até quatro pessoas em plataformas diferentes.

A atualização também adicionou chat de voz com áudio direcional, novos tipos de dano e mudanças no sistema de recompensas.

Beta aberto terminou nesta semana

Mais recentemente, Exoshock realizou seu maior teste público até agora.

O Open Beta começou em 17 de setembro e terminou em 28 de setembro.

Esse teste adicionou multiplayer, progressão, um novo mapa chamado INS Ballista, armas e itens cosméticos.

Também permitiu partidas solo ou cooperativas entre jogadores de VR e tela comum.

Foi o último grande teste gratuito antes do lançamento em acesso antecipado.

Jogo ainda não foi lançado

Esse ponto precisa ficar claro.

Apesar dos testes recentes, Exoshock ainda não está disponível comercialmente na Steam.

A loja continua classificando o jogo como “Coming soon”.

A equipe informa que o próximo passo será o Early Access, mas não exibe uma data exata de lançamento na página atual.

Portanto, não há base para tratar 30 de setembro como estreia oficial.

Experiência foi pensada primeiro para VR

Embora funcione em monitor, Exoshock nasceu como um jogo orientado à realidade virtual.

O próprio estúdio define o projeto como VR-first, flat-support.

Isso significa que ações como pegar armas, recarregar e manipular objetos foram pensadas inicialmente para interação física.

Depois, esses sistemas foram adaptados para jogadores que preferem a experiência tradicional em tela.

Essa diferença é importante porque vários jogos fazem o caminho inverso: nascem como FPS convencionais e recebem suporte a VR depois.

Cross-play pode resolver um velho problema do VR

Jogos multiplayer em realidade virtual enfrentam uma dificuldade recorrente: base de jogadores menor.

Quando um título exige exclusivamente headset, encontrar partidas pode ser mais difícil depois do período inicial de lançamento.

Exoshock tenta contornar esse problema permitindo que jogadores sem VR participem das mesmas equipes.

Isso amplia o número potencial de pessoas disponíveis para formar grupos.

Ao mesmo tempo, evita obrigar quem prefere VR a abandonar a interação física que define esse tipo de experiência.

O teste real virá no Early Access

A proposta é interessante, mas ainda falta a etapa mais importante.

Quando o acesso antecipado começar, será possível observar se jogadores de VR e monitor realmente conseguem competir e cooperar sem que um método de entrada ofereça vantagens excessivas.

Também será necessário avaliar desempenho, equilíbrio, conforto e estabilidade.

Por enquanto, Exoshock mostra uma ideia que pode ganhar espaço no VR: em vez de separar jogadores pelo equipamento, colocar todos dentro da mesma missão.

Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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