
Centro de Niterói soma 7,7 mil unidades residenciais licenciadas | Divulgação/Leonardo Simplício/Prefeitura de Niterói
A região central de Niterói acumulou 7.730 unidades habitacionais licenciadas desde 2020, segundo dados divulgados pela Prefeitura. O total reúne projetos no Centro, São Domingos e São Lourenço e aparece em meio à estratégia do Reviver Centro para ampliar a ocupação residencial da área.
O número, porém, não significa que 7.730 apartamentos já estejam construídos, entregues ou ocupados. Licenciamento é a autorização urbanística para o desenvolvimento de um projeto. Entre essa etapa e a entrada de moradores ainda podem existir obra, conclusão, emissão de habite-se e comercialização.
A Prefeitura ainda não apresentou, junto ao dado consolidado, uma divisão pública das 7.730 unidades por bairro e por estágio. Portanto, não é possível saber quantas estão apenas licenciadas, quantas já entraram em obras ou quantas foram concluídas.
Mesmo assim, outros indicadores oficiais apontam maior presença de novos projetos residenciais na área central. Em 2025, 35% dos lançamentos habitacionais registrados no município ficaram no Centro, segundo o painel do Reviver Centro. O dado é diferente de licenciamento e mede unidades lançadas ao mercado naquele período.
O que significam as 7.730 unidades
A estratégia municipal tenta reduzir uma diferença histórica entre emprego e moradia no Centro. O portal oficial do programa informa que a região concentra 41% dos empregos de Niterói, com base na Rais de 2024, mas reúne apenas 5% dos domicílios ocupados do município, segundo o Censo de 2022. Isso não significa que 95% dos imóveis do Centro estejam vazios; os 5% representam a participação da região no total de domicílios ocupados da cidade.
A Prefeitura também informa que as transações imobiliárias no Centro cresceram 37% em 2025 na comparação com 2024. Atualmente, a região responde por 15% das operações registradas na cidade, segundo dados de ITBI usados pelo município. O indicador mede negócios realizados, e não valorização dos imóveis.
Outra meta associada ao Reviver Centro prevê superar 10 mil unidades habitacionais na região. Trata-se, contudo, de uma projeção ligada aos instrumentos de incentivo imobiliário, e não de um estoque já contratado ou entregue.
O programa Aluguel Universitário também integra essa política. Em agosto, a Prefeitura informou 1.670 beneficiários, com auxílio mensal de R$ 700. A iniciativa atende estudantes e busca facilitar a permanência próxima às instituições de ensino.
Retrofit e novos projetos residenciais
Um dos projetos mais concretos dessa nova fase é o primeiro retrofit privado aprovado no âmbito do programa. O edifício da Avenida Amaral Peixoto, 35, em frente à Praça Arariboia, deverá ser transformado em um empreendimento com 168 unidades, entre estúdios e apartamentos de um quarto.
A aprovação ocorreu em julho de 2026. Até agora, o dado oficialmente confirmado é o projeto aprovado. Isso não equivale a obra concluída nem a apartamentos entregues. O Folha do Leste já havia detalhado o empreendimento quando a autorização foi anunciada.
O planejamento municipal inclui ainda 49.492 m² destinados a habitação de interesse social e uma expectativa de 913 unidades vinculadas ao Minha Casa Minha Vida. Esses números permanecem no campo da previsão apresentada pelo município, e não devem ser confundidos com moradias já em construção ou concluídas.








