
Empregados da Caixa mantêm greve após rejeitarem proposta final do banco | Pillar Pedreira/Agência Senado
Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve nacional após rejeitarem a proposta final apresentada pelo banco para o novo Acordo Coletivo de Trabalho. A paralisação, iniciada na quinta-feira (10), segue por tempo indeterminado enquanto as entidades sindicais tentam reabrir as negociações.
O principal ponto de conflito continua sendo o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. A proposta da instituição altera o modelo de custeio e as regras de contribuição dos beneficiários, tema que já vinha provocando resistência da representação dos empregados.
Segundo a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), a rejeição da proposta levou o banco a anunciar o encerramento de determinadas cláusulas e benefícios vinculados aos acordos coletivos, enquanto a representação dos trabalhadores cobra retomada da negociação.
Saúde Caixa concentra o impasse
A discussão sobre o plano de saúde ocupa o centro da negociação entre Caixa e empregados.
Em rodadas anteriores, o banco propôs mudanças que incluem cobrança por beneficiário conforme a faixa etária, 13 contribuições anuais, piso de R$ 400 por grupo familiar e limite de comprometimento de até 12% da remuneração-base do titular. Atualmente, o teto familiar previsto no acordo vigente é de 7%.
As entidades sindicais contestam o modelo e defendem uma participação maior da Caixa no financiamento do plano.
Além disso, a representação dos empregados sustenta que o aumento das contribuições pode comprometer parte do reajuste salarial e elevar o custo do Saúde Caixa para trabalhadores, aposentados e pensionistas.
Caixa pode recorrer à Justiça do Trabalho
Antes da votação da proposta, a Caixa indicou que considerava o texto final e sinalizou a possibilidade de buscar a Justiça do Trabalho caso os empregados rejeitassem o acordo.
Nesse cenário, o banco poderá avaliar a abertura de um dissídio coletivo, instrumento usado quando as partes não chegam a um entendimento pela via direta e submetem o impasse à Justiça trabalhista.
Apesar da rejeição, a Caixa afirma que mantém os canais de diálogo com as entidades representativas e que continua buscando uma solução para o conflito.
Greve começou após rejeição de proposta anterior
A paralisação começou na quinta-feira (10), depois que os empregados rejeitaram uma proposta anterior de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho.

Faixa na entrada de uma agência informa a paralisação dos empregados da Caixa, que decidiram manter a greve após rejeitarem a proposta final do banco. | Divulgação/Sindicato dos Bancários
Segundo a Fenae, a decisão pela greve recebeu apoio da maioria das bases sindicais consultadas.
As negociações específicas da Caixa ocorrem em paralelo à Convenção Coletiva de Trabalho da categoria bancária, que já foi assinada para o período 2026–2028.
Clientes devem priorizar canais digitais
Enquanto a greve continua, a Caixa orienta os clientes a utilizar, sempre que possível, os canais digitais e remotos.
Entre as alternativas estão:
- aplicativo Caixa;
- Internet Banking;
- WhatsApp Caixa;
- Caixa Tem;
- aplicativos Cartões Caixa, Habitação Caixa, DPVAT e FGTS;
- caixas eletrônicos;
- rede Banco24Horas;
- casas lotéricas;
- correspondentes Caixa Aqui.
O atendimento telefônico também permanece disponível pelo Alô Caixa.
Para capitais e regiões metropolitanas, o número é 4004-0104. Nas demais localidades, o atendimento ocorre pelo 0800-104-0104.
Greve segue sem prazo para terminar
Até agora, trabalhadores e Caixa ainda não anunciaram um novo acordo.
Por isso, a greve permanece por tempo indeterminado e pode continuar afetando o atendimento presencial nas agências.
Uma nova rodada de negociação ou eventual decisão da Justiça do Trabalho pode alterar o cenário nos próximos dias.








