
Botafogo segura Arthur Cabral após tentativa frustrada de encontrar reposição | Vitor Silva/Botafogo
O Botafogo decidiu, neste momento, manter Arthur Cabral no elenco. O clube recebeu uma proposta do Tigres, do México, pelo atacante de 28 anos, mas a dificuldade para encontrar uma reposição na reta final da janela pesou contra a saída, segundo o “GE”.
Os mexicanos ofereceram cerca de US$ 8 milhões, aproximadamente R$ 41 milhões, pelo centroavante. Entretanto, o Alvinegro não pretende liberar o jogador sem conseguir substituir a referência ofensiva do elenco.
A diretoria chegou a avançar na busca por uma alternativa e procurou Alex Arce, do Independiente Rivadavia, mas recebeu uma resposta negativa do clube argentino.
Assim, uma negociação que poderia resultar na saída de Arthur Cabral acabou esbarrando diretamente no planejamento esportivo do Botafogo.
Tentativa por Alex Arce altera cenário de Arthur Cabral
O Botafogo identificou Alex Arce, de 31 anos, como uma possibilidade para ocupar a posição caso Arthur Cabral deixasse o clube.
O atacante paraguaio defende o Independiente Rivadavia e também havia despertado interesse do Internacional.
No entanto, o clube argentino informou que não pretende negociá-lo.
A negativa reduziu significativamente as alternativas disponíveis ao Botafogo, sobretudo porque a janela brasileira entra em seus últimos dias.
Sem uma reposição encaminhada, a tendência passou a ser manter Arthur Cabral.
Tigres ofereceu cerca de R$ 41 milhões
O interesse mexicano havia se transformado em proposta concreta.
O Tigres colocou aproximadamente US$ 8 milhões na mesa, valor equivalente a cerca de R$ 41 milhões pelas conversões apresentadas.
O Botafogo, porém, não trata apenas o aspecto financeiro ao avaliar a operação.
A diretoria precisa considerar o impacto esportivo de perder um centroavante no fim da janela sem tempo suficiente para contratar outro jogador para a função.
Por isso, mesmo com uma oferta formal, a transferência não avançou para um acordo.
Botafogo investiu alto para contratar atacante
Arthur Cabral chegou ao clube no meio do ano passado depois de uma operação importante.
O Botafogo pagou 15 milhões de euros, aproximadamente R$ 95 milhões à época, para contratá-lo junto ao Benfica.
Desde então, o atacante disputou 66 partidas, marcou 14 gols e distribuiu quatro assistências.
Os números ainda não produziram o protagonismo esperado para um investimento desse porte, mas sua permanência agora está ligada também à composição do elenco.
Suspensão já aumenta necessidade de opções para o ataque
O momento torna a discussão ainda mais sensível.
Arthur Cabral recebeu o terceiro cartão amarelo no empate por 0 a 0 com o Palmeiras e não poderá enfrentar o Red Bull Bragantino pelo Campeonato Brasileiro.
A ausência abre espaço para a possível reestreia de Tiquinho Soares, que voltou ao clube nesta janela e já participa dos treinamentos com o grupo.
No entanto, Tiquinho passou meses sem disputar uma partida oficial e ainda precisa recuperar ritmo competitivo.
Dessa forma, negociar Arthur Cabral sem outra contratação aumentaria a dependência de um atacante que acaba de retornar.
Pressão da torcida marcou última semana
A permanência acontece também em um momento de cobrança externa.
Na semana passada, Arthur Cabral esteve entre os jogadores abordados durante um protesto de torcedores no CT Lonier.
Um torcedor dirigiu ofensas diretamente ao atacante durante a cobrança registrada pela “BTB Sports”:
“Tu é ruim pra c…! Tu é horrível! Tu é um m…! Ganha muito dinheiro e não joga p… nenhuma”.
O episódio evidenciou a insatisfação de parte da torcida com o rendimento do jogador e com o momento esportivo da equipe.
Ainda assim, a reação nas arquibancadas não determina sozinha as decisões do departamento de futebol.
Permanência não significa valorização esportiva automática
O cenário atual não indica necessariamente que Arthur Cabral tenha se tornado inegociável.
A situação é mais específica: o Botafogo não encontrou uma reposição que considere adequada dentro do prazo disponível.
Se houvesse outro centroavante encaminhado, a avaliação sobre a proposta mexicana poderia ser diferente.
Portanto, a permanência está ligada diretamente às circunstâncias da janela e à necessidade de preservar alternativas para o ataque.
Janela curta praticamente trava saída
O calendário joga a favor da continuidade do atacante.
Com poucos dias restantes para registrar reforços no Brasil, encontrar um centroavante, negociar valores, acertar contrato e concluir toda a documentação se torna cada vez mais difícil.
A tentativa por Alex Arce mostrou que o Botafogo chegou a trabalhar ativamente para criar esse caminho.
A negativa do Independiente Rivadavia, porém, fechou uma das principais opções disponíveis.
Assim, Arthur Cabral deve permanecer no Botafogo ao menos nesta janela, apesar da oferta apresentada pelo Tigres.
O desfecho não nasce apenas de uma decisão financeira. Neste momento, o principal obstáculo para a venda é simples: o Botafogo não quer abrir mão de um centroavante sem saber quem ocupará seu lugar.








