O Tribunal do Júri condenou, na noite desta segunda-feira (31), o empresário Leonardo Souza Ceschini a 13 anos e 24 dias de prisão pelo feminicídio de Érica Fernandes Alves Ceschini. O crime aconteceu em janeiro de 2021 e, segundo a acusação, ocorreu na presença dos filhos do casal.
Os jurados reconheceram a autoria e a materialidade do homicídio, além das qualificadoras de feminicídio e emprego de meio cruel. O Conselho de Sentença também acolheu a causa de aumento de pena porque os filhos da vítima presenciaram o crime.
Érica morreu depois de receber golpes de faca no tórax, nas costas e em uma das pernas.
Crime aconteceu após discussão dentro de casa
O feminicídio ocorreu após uma discussão entre o casal no dia da final da Copa Libertadores da América de 2020, disputada em janeiro de 2021 entre Palmeiras e Santos.
De acordo com a acusação apresentada ao júri, a discussão envolveu o resultado da partida. No entanto, o contexto da briga não altera a responsabilização pelo assassinato.
Durante o ataque, Leonardo atingiu Érica várias vezes com uma faca. Os filhos do casal estavam presentes, circunstância que posteriormente aumentou a pena aplicada pelo tribunal.
Júri reconheceu feminicídio e meio cruel
Ao analisar o caso, os jurados reconheceram duas qualificadoras.
A primeira foi o feminicídio, que caracteriza o homicídio praticado contra uma mulher em contexto relacionado à violência de gênero.
A segunda foi o meio cruel, diante da forma como o crime ocorreu.
Além disso, o Conselho de Sentença considerou a presença dos filhos durante o assassinato como causa para elevar a punição.
Confissão e privilégio influenciaram cálculo da pena
O juiz Antonio Carlos Pontes de Souza, responsável por presidir o julgamento, fixou a pena em 13 anos e 24 dias de reclusão.
No cálculo, o magistrado considerou as qualificadoras e a causa de aumento reconhecidas pelos jurados.
Por outro lado, a sentença também levou em conta a confissão espontânea do réu e a causa de diminuição relacionada ao privilégio reconhecido no julgamento.
Assim, o tribunal chegou à pena definitiva depois de ponderar as circunstâncias agravantes e atenuantes aplicáveis ao caso.
Defesa ainda pode se manifestar
Até a última atualização, não havia manifestação apresentada.
O espaço permanece aberto para posicionamento da defesa.











