
Galvão Bueno admite narrar Copa de 2030 aos 80 anos: “Se eu estiver inteiro, eu faço” | Lourival Ribeiro/SBT
A Copa do Mundo de 2026 pode não ter marcado a despedida de Galvão Bueno dos Mundiais. Aos 76 anos, o narrador deixou aberta a possibilidade de participar também da Copa de 2030, quando terá 80, caso mantenha boas condições para trabalhar.
Durante participação no programa The Noite, do SBT, Galvão respondeu diretamente às especulações sobre uma nova cobertura.
“É o seguinte: está todo mundo falando tanto disso que, se eu estiver inteiro, eu faço”, afirmou ao apresentador Danilo Gentili.
A declaração chama atenção porque o jornalista já acumula 14 Copas do Mundo no currículo. Em 2026, além disso, viveu uma mudança importante na trajetória ao cobrir o torneio pelo SBT.
Copa de 2030 pode ampliar marca histórica
Galvão construiu boa parte da carreira ligado às maiores competições do esporte mundial e, mesmo depois de 14 Copas, ainda evita colocar um ponto final nessa história.
Caso confirme presença em 2030, o narrador alcançará sua 15ª cobertura de Copa do Mundo.
Por enquanto, entretanto, Galvão não anunciou compromisso nem definiu onde trabalharia. A fala indica apenas que considera voltar ao Mundial, desde que esteja em condições de encarar novamente a rotina de uma grande cobertura.
Assim, a decisão dependerá principalmente de como estará o jornalista daqui a quatro anos.
Galvão também acumula 11 Jogos Olímpicos
As Copas representam apenas parte da trajetória internacional do narrador.
Galvão também participou da cobertura de 11 edições dos Jogos Olímpicos, acompanhando momentos históricos de diferentes modalidades.
Ao revisitar a própria carreira no programa, ele apontou três acontecimentos que considera especialmente marcantes.
O primeiro apareceu sem hesitação: o tetracampeonato mundial da Seleção Brasileira.
“O Tetra, sem dúvida nenhuma”, respondeu.
Senna e primeiro ouro feminino olímpico completam lista
Galvão também colocou entre suas principais lembranças o primeiro título mundial de Ayrton Senna na Fórmula 1, em 1988.
Além disso, destacou um marco do esporte feminino brasileiro.
“O primeiro campeonato do Ayrton em 1988 e um momento especial foi a primeira medalha de ouro feminina do Brasil na história olímpica”, afirmou.
Dessa forma, futebol, automobilismo e Jogos Olímpicos aparecem como os três grandes eixos emocionais de uma carreira que atravessou décadas.
Galvão ainda evita tratar 2026 como despedida
Depois de 14 Mundiais, seria natural transformar a Copa de 2026 em encerramento de ciclo. O próprio Galvão, porém, não parece disposto a antecipar essa decisão.
Sua condição física será determinante, mas a disposição continua presente.
Por isso, a frase dita no SBT abre uma possibilidade que parecia improvável: Galvão Bueno pode chegar aos 80 anos ainda participando de uma cobertura de Copa do Mundo.
Se acontecer, 2030 não representará apenas mais um Mundial na carreira do narrador. Será sua 15ª Copa.










