
Chuvas intensas provocaram alagamentos e transtornos em várias cidades do Rio Grande do Sul nesta sexta-feira (28). A previsão indica novos temporais até segunda-feira | Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
As fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul nesta sexta-feira (28) provocaram morte, destelhamentos e deixaram moradores fora de casa. Em Porto Alegre, um menino de oito anos morreu depois que uma árvore caiu sobre uma residência. Outra pessoa ficou ferida.
A situação deve continuar preocupante ao longo do fim de semana. A previsão indica novas tempestades até segunda-feira (31), com possibilidade de acumulados superiores a 250 milímetros em quatro dias em algumas áreas do estado.
Além da chuva intensa, o cenário inclui rajadas fortes de vento, granizo e risco de inundações nas bacias dos rios Jacuí, Taquari, Caí e Uruguai.
Chuva pode superar 250 mm em quatro dias
As regiões Central, Oeste, Vales, Serra e Nordeste permanecem sob risco de temporais, com possibilidade de vento forte e queda de granizo.
Já a Costa Doce, o Litoral Médio e a Região Metropolitana de Porto Alegre podem registrar volumes superiores a 110 mm em apenas 24 horas.
Considerando o período até segunda-feira, os acumulados podem ultrapassar 250 mm em alguns pontos.
Por isso, o risco não se limita aos alagamentos urbanos. O aumento rápido do nível de rios e arroios também pode provocar inundações e transtornos em áreas próximas às margens.
Menino de oito anos morreu em Porto Alegre
A ocorrência mais grave desta sexta aconteceu em Porto Alegre.
Uma árvore atingiu uma residência durante o temporal e matou um menino de oito anos. Outra pessoa ficou ferida.
O episódio ocorreu em meio às fortes rajadas que acompanharam as tempestades em diferentes municípios gaúchos.
Pelotas, Santa Cruz do Sul e Quaraí têm moradores fora de casa
O mau tempo também provocou danos materiais e obrigou famílias a deixarem suas residências.
Em Pelotas, 13 moradores ficaram desabrigados.
Santa Cruz do Sul registrou quatro pessoas desalojadas, enquanto sete moradores precisaram deixar suas casas em Quaraí.
No caso de Quaraí, os ventos alcançaram 95,5 km/h e provocaram danos nos telhados de 287 residências.
Rajadas se aproximam de 100 km/h
Os ventos fortes atingiram diferentes partes do estado desde as primeiras horas do dia.
Além dos 95,5 km/h em Quaraí, houve registros de:
- 78,4 km/h em Panambi;
- 77 km/h em Viamão;
- 77 km/h em São José dos Ausentes;
- 75,6 km/h em Machadinho;
- 72,4 km/h em Rosário do Sul.
As rajadas permaneceram intensas durante a tarde, ampliando o risco de queda de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia.
Caçapava do Sul recebeu quase 100 mm em um dia
A chuva também acumulou volumes elevados em poucas horas.
Caçapava do Sul registrou 97 mm nesta sexta-feira.
Arambaré, Dom Feliciano, Cristal e São Gabriel ultrapassaram 85 mm desde as primeiras horas da manhã.
Pelotas, que já havia recebido mais de 100 mm no dia anterior, acumulou outros 56 mm nesta sexta.
Outras cidades também tiveram volumes expressivos:
- Porto Alegre: 53,8 mm
- Canoas: 52 mm
- Bagé: 50,8 mm
A sequência de dias chuvosos aumenta a saturação do solo e, consequentemente, eleva o risco de deslizamentos, quedas de árvores e transbordamentos.
Rios Jacuí, Taquari, Caí e Uruguai preocupam
A previsão para os próximos dias coloca atenção especial sobre as bacias dos rios Jacuí, Taquari, Caí e Uruguai.
Com novos temporais previstos e acumulados elevados, esses cursos d’água podem reagir rapidamente.
Por isso, moradores de áreas historicamente atingidas por cheias devem acompanhar os avisos dos órgãos de Defesa Civil e evitar permanecer em locais sujeitos a alagamentos ou inundações.
Temporal deve continuar durante o fim de semana
O cenário meteorológico indica que a instabilidade não termina nesta sexta-feira.
As tempestades podem continuar durante sábado, domingo e segunda-feira, com períodos de chuva forte, rajadas de vento e possibilidade de granizo.
O principal risco vem da combinação entre solo já encharcado, novos volumes elevados de chuva e ventos intensos.
Dessa forma, mesmo cidades que não registraram grandes ocorrências nesta sexta podem enfrentar problemas nos próximos dias.










