
Duas práticas de Itaboraí entram em seleção nacional de educação ambiental | Divulgação/Prefeitura de Itaboraí
Duas práticas de Itaboraí foram escolhidas entre 25 experiências pedagógicas selecionadas no país pelo Programa Literatura Atlântica, do Projeto Coral Vivo. As propostas têm ligação com a Rede Municipal de Ensino e usam literatura como caminho para discutir educação ambiental, território, oceanos e diversidade.
As práticas selecionadas são de Ana Luísa de Oliveira Almeida Magalhães, professora articuladora da E.Mz. TI. Joaquim Pedro de Andrade – CIEP 452, e de Heloísa de Souza, da Coordenação de Sala de Leitura e Espaço de Leitura e Pesquisa da Secretaria Municipal de Educação.
A escolha coloca Itaboraí em uma seleção nacional voltada a experiências da Educação Básica que trabalham obras do Literatura Atlântica, programa ligado à Cultura Oceânica e à preservação ambiental.
Duas práticas de Itaboraí entram na seleção nacional
O edital do Programa Literatura Atlântica selecionou 25 práticas pedagógicas desenvolvidas em diferentes regiões do Brasil. Portanto, o resultado não representa um ranking, mas uma seleção nacional de experiências escolhidas pelo programa.
Em Itaboraí, as duas propostas selecionadas nasceram de trabalhos ligados à leitura, à escola e à educação ambiental. A prática de Ana Luísa foi desenvolvida no CIEP 452. Já Heloísa de Souza teve uma prática selecionada a partir de sua atuação na Coordenação de Sala de Leitura e Espaço de Leitura e Pesquisa.
O material divulgado não informa o título nem os detalhes da prática de Heloísa. Ainda assim, sua seleção é parte central da notícia, porque amplia a presença de Itaboraí no edital nacional.
Literatura vira ponto de partida para educação ambiental
O Programa Literatura Atlântica aproxima livros, práticas de leitura e discussões sobre meio ambiente. A proposta utiliza obras relacionadas a autoras como Roseana Murray e Bia Hetzel para estimular reflexões sobre preservação ambiental.
Na prática, a literatura funciona como porta de entrada. A partir dos textos, professores podem discutir território, mar, florestas, vida marinha e a relação dos estudantes com o lugar onde vivem.
A chamada Cultura Oceânica trata da compreensão da importância dos oceanos para a vida no planeta. No contexto escolar, o tema ajuda a ligar ciência, leitura, arte, ambiente e cidadania sem transformar a aula em discurso distante da realidade dos alunos.
Projeto já alcançava escolas da rede em 2025
A parceria entre o Projeto Coral Vivo e a Secretaria Municipal de Educação de Itaboraí existe desde 2023. Ela permitiu a chegada de livros da coleção Literatura Atlântica à rede municipal.
Em 2025, o Folha do Leste mostrou que o trabalho já envolvia 14 escolas municipais, com estudantes em atividades de literatura e educação ambiental. A reportagem também registrou a presença de Heloísa Souza na Coordenação das Salas de Leitura e a utilização de obras de Roseana Murray e Bia Hetzel.
Agora, a seleção nacional de 2026 aparece como desdobramento desse percurso. A trajetória ajuda a entender que as práticas escolhidas não surgiram como ação isolada, mas a partir de um trabalho que já vinha conectando leitura, arte, ciência e preservação ambiental na rede.
Professora destaca inclusão e educação antirracista
Na E.Mz. TI. Joaquim Pedro de Andrade – CIEP 452, a prática de Ana Luísa de Oliveira Almeida Magalhães articulou educação ambiental, território e formação humana.
A professora afirma que o projeto marcou a comunidade escolar porque levou crianças e adolescentes a refletirem sobre o entorno da escola, a vida marinha, as florestas e o papel de cada pessoa no cuidado com a Terra.
Ana Luísa também relaciona o trabalho a acolhimento, empatia, inclusão e educação antirracista. Segundo ela, os estudantes passaram a atuar como multiplicadores desse conhecimento.
“Participar deste projeto tem sido um marco para a nossa escola. Ao longo desses anos, desenvolvemos atividades voltadas para o meio ambiente, refletindo sobre o nosso entorno, as vidas marinhas, as florestas e sobre o nosso papel como parte da Terra. Poder compartilhar essas experiências com crianças e adolescentes e vê-los se tornando multiplicadores desse conhecimento tem sido muito significativo. Além da educação ambiental, o projeto promove acolhimento, empatia, inclusão e uma educação antirracista. Tudo isso nos motiva a continuar cuidando do nosso entorno, da nossa cidade e do nosso planeta”, disse a professora.
Selecionados vão trocar experiências no Rio
Como parte da seleção, Ana Luísa participará de um encontro promovido pelo Projeto Coral Vivo nos dias 6 e 7 de novembro, no Rio de Janeiro.
O evento reunirá educadores selecionados de diferentes regiões do país para troca de experiências pedagógicas. O material divulgado não informa endereço, programação detalhada, palestrantes ou premiação em dinheiro.
O secretário municipal de Educação, Mauricílio Rodrigues, afirmou que a seleção reconhece práticas desenvolvidas por profissionais da rede e destacou a parceria com o Projeto Coral Vivo. Segundo ele, a iniciativa aproxima literatura, educação ambiental e Cultura Oceânica no processo de aprendizagem.










