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Jornalista Diego Machado completa 37 anos neste domingo

Imagem mostra Radialista e Jornalista Diego Machado com a cidade de Campos dos Goytacazes ao fundo, onde ele tem destacada atuação jornalística, assim como e nas regiões Norte e Noroeste do estado do Rio de Janeiro

Radialista e Jornalista Diego Machado tem destacada atuação na cidade de Campos dos Goytacazes e nas regiões Norte e Noroeste do estado do Rio de Janeiro 

Este editorial celebra a vida e festeja a existência de uma pessoa muito especial: o radialista e jornalista Diego Machado da Silva Leandro, que completa 37 anos neste domingo, 23 de agosto de 2026. Um filho por afinidade, desde dezembro de 2008, quando nos conhecemos em um evento público que resultou em sua contratação para a Rádio Absoluta AM, em Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense.

Diego Machado chegou à minha vida ainda menino, aos 19 anos, sonhando ser um comunicador de rádio. Como pra mim objetivo sempre nasce de sonho, a identificação com ele surgiu de forma imediata. Assim como eu, ele sonhava acordado. De igual forma, também acreditava que bastava ter perseverança e persistência para transformar o abstrato em realidade.

Eu estava há menos de dois meses à frente da emissora buscando definir seu melhor caminho. Tratava-se de uma emissora recém fundada numa época em que ainda se discutia a possibilidade de implantar o modelo de rádio digital em ondas médias (ou amplitude modulada — AM) no Brasil. Buscando se antecipar a isso, seus donos acrescentaram o sobrenome “Digital” à Absoluta.

Toda identidade sonora da emissora tinha sido produzida para um público jovem. Eu ainda não tinha chegado à conclusão de que aquele material tinha que ir para o lixo. Afinal, produzir vinhetas cantadas naquele tempo custava caro. E reconheço, com a mesma humildade que eu reconhecia na época, que eu tinha um cargo que eu precisava merecer ocupar. O merecimento dependia de duas coisas: dedicação e aprendizado.

Então, enquanto eu aprendia a me tornar diretor de rádio, Diego aprendia a ser radialista. Ele cursava o segundo ano de Jornalismo. Lembro-me de ter dito a ele:

“Guarde tudo o que você aprender na faculdade para usar fora daqui. Comunicação é dom: se tivermos, estamos feitos. Caso contrário, estamos fora. Aí, quando você tiver o diploma, pendura ele na parede e fica lá admirando.”

Dois sonhadores nas ondas do rádio

Essa talvez tenha sido uma das muitas besteiras que eu disse a ele há quase duas décadas atrás. Mas sigo com a mesma convicção. Acho que ele me ouviu (só sendo surdo também para não ouvir). Mas ninguém acreditou mais em mim do que ele. Nem eu mesmo.

O tamanho dessa confiança veio através de um título nobre, de nome pequeno mas gigante em significado: pai. Confesso que me sinto muito honrado, pois isso representa muito mais do que mentor, paraninfo, patrono… Sobretudo, pelas circunstâncias da morte de seu genitor. Filhos não escolhem os pais, mas este caso merece tratamento à parte. Poderia enumerar suas qualidades profissionais, mas ainda falta tamanha riqueza ao meu vocabulário para fazer jus a esse meu filho por afinidade.

Enfim, como todo bom pai, o que não me faltam são motivos para ter orgulho dele. Poderia falar, por exemplo, das grandes entrevistas já feitas. Ou então das coberturas, dos furos, da política, do esporte, das celebridades, das viagens, do rádio, da televisão, da internet e de tudo aquilo que Diego sabe fazer. Mas tudo seria insuficiente e raso, dada a profundidade que este relato merece.

O que vi e sigo vendo

Quando olhei para aquele garoto pela primeira vez, enxerguei uma pedra bruta extraordinariamente preciosa, que com o necessário polimento resultaria em uma extraordinária joia. Talvez quem trabalhe durante muitos anos com comunicação desenvolva algum instinto — ou faro — no sentido de reconhecer determinadas coisas antes mesmo de conseguir dar nome a elas.

Diego não tinha, apenas, alguma coisa. Na verdade, não só tinha como ainda têm muitas qualidades. Dentre elas, muita coragem, vontade, voz, linguagem, improviso, iniciativa e atrevimento. Principalmente, sensibilidade, humildade e humanismo em seu interior. Como resultado, conquistou o respeito de todas as correntes políticas fluminenses e ainda coleciona enorme carisma entre ouvintes.

Essa talvez corresponda à uma das qualidades mais difíceis de explicar em um comunicador. Diego sempre soube falar com pessoas porque sempre soube enxergá-las. O ouvinte nunca foi apenas um número ou um índice de audiência. O mesmo pode-se dizer sobre suas fontes, que jamais se resumiram, simplesmente, a uma declaração. Sempre valorizou seus entrevistados, por mais terríveis que fossem, tratando-os sempre com dignidade e respeito ao microfone que portava.

Em síntese, Diego se interessa por gente, pessoas, histórias. Em contrapartida, gente percebe quando o interesse é verdadeiro.

Diego Machado já era a nova comunicação

Tornou-se um costume modal atual dizer que os profissionais precisaram mudar porque a comunicação mudou. Com Diego, isso aconteceu de forma diferente porque ele não mudou com a comunicação. Simplesmente, desde o início, ele já exercia essa comunicação agora apelidada de “nova”.

Quando ainda não se falava tanto em convergência, produção multimídia ou profissional multiplataforma, ele já fazia tudo isso naturalmente. Isso porque Diego sempre foi, ao mesmo tempo, locutor, operador, produtor, apresentador, escuta, telefonista, checador, redator, vendedor, anunciador, animador, noticiarista, jornalista, radialista, câmera, programador e OPEC.

Para o que muitas empresas precisariam de uma equipe inteira, Diego dava um jeito. Não porque alguém o obrigasse, mas porque ele queria fazer. Portanto, esse diferencial é fundamental para entender quem ele é. Se ele entendesse que alguma coisa precisava ser feita, ele não perguntava de quem era a obrigação. Ele fazia. Até mesmo quando achou necessário ligar para a Casa Branca para entrevistar Barack Obama em sua posse. Quantos ousariam?

Desse modo, se ele precisava aprender, aprendia e caso não desse tempo, ele improvisava. Mas resolvia. Quando aparecia uma oportunidade, ocupava. Se a notícia não chegava, ia atrás dela.

Aliás, Diego Machado sempre chegou na frente justamente porque nunca teve o hábito de esperar a notícia. Ele compreendeu muito cedo algo que muitos jornalistas passam uma vida sem compreender ou avaliar: não é o veículo que precisa fazer o profissional; é o profissional que faz o veículo.

Nunca fomos pequenos

Talvez por isso Diego jamais tenha aceitado a ideia de que trabalhar numa rádio de Campos dos Goytacazes significava praticar um jornalismo menor.

Eu também nunca aceitei e talvez essa tenha sido uma das coisas que nos aproximaram tanto. Nunca tivemos complexo de interior. Se a notícia estava em Brasília, procurávamos. Quando estava no Rio, íamos atrás. Se estava do outro lado do mundo, atravessávamos o oceano.

Foi assim que aquele menino de 19 anos começou a ocupar espaços que muita gente talvez julgasse grandes demais para ele. Não eram. Do mesmo modo que eu ocupei espaços nacionais e internacionais, em eventos internacionais, com ele sempre na minha retaguarda.

Respeito e Grandeza

No auge do processo de impeachment de Dilma Rousseff, passamos cerca de duas horas entrevistando Janaína Paschoal, personagem central daquele momento histórico do país.

Na discussão da redução da maioridade penal, entrevistamos o deputado André Moura, na qualidade de relator da comissão especial do tema na Câmara dos Deputados.

Durante a batalha para impedir a redistribuição dos royalties do petróleo, nos posicionamos de acordo com os interesses da população fluminense e dos governos envolvidos. Através de nosso jornalismo, ouvimos a maioria dos parlamentares do Rio de Janeiro sobre uma questão decisiva para o estado do Rio. Particularmente, os chamados municípios produtores, com a maioria no litoral de Niterói ao Norte Fluminense.

A cada eleição, formamos bancadas e realizamos coberturas especiais que tinham início às 6h da manhã e que somente terminavam após a contagem do último voto.

Em 2018, no segundo turno da eleição para o Governo do Estado, realizamos rodadas de entrevistas com Eduardo Paes e Cláudio Castro.

Ao lado de Nilson Maria, Diego esteve também entre os primeiros jornalistas brasileiros a entrevistar Cláudio Guerra, ex-delegado do DOPS, que se tornaria conhecido nacionalmente pelos relatos sobre sua atuação durante a ditadura.

Há tantas outras entrevistas. Peço licença para não mais recuperar algumas de memória. E isso talvez corresponda à uma boa medida ao tamanho da trajetória. A carreira ficou maior do que a nossa capacidade de fazer uma lista, mesmo com esse menino ainda tendo tanto espaço para brilhar.

Ele vai onde a notícia está

Também houve dias em que a profissão cobrou muito mais do que capacidade de formular uma pergunta.

Em dezembro de 2012, Diego cobria o incêndio de um ônibus lotado de passageiros na Avenida 28 de Março, em Campos. Estava trabalhando, fazendo um relato ao vivo para a Rádio Absoluta. De forma surpreendente, foi agredido. Quebraram seu telefone, arrancaram seu crachá. Fui ao local para desafiar seu detrator, que covardemente fugiu.

Diego terminou aquela cobertura numa delegacia.

Na ocasião, manifestei publicamente minha indignação e pedi a solidariedade dos jornalistas e radialistas. Aquilo não representava apenas uma agressão contra um profissional da nossa emissora, mas uma tentativa de impedir um jornalista de informar.

O telefone quebraram, o crachá arrancaram, mas a vocação, não. Ela continua intacta, aos olhos de todos porque Diego é isso: ele vai. Um episódio dessa natureza, faz muitos colegas repensarem a profissão. Com Diego, isso não acontece porque jornalista de verdade sabe que precisa estar onde a história acontece.

Das estrelas famosas às constelações de pessoas comuns

Com o passar dos anos, centenas de pessoas passaram diante dos microfones e das câmeras de Diego. Certamente, mais de duas centenas de personalidades conhecidas nacionalmente: Alexandre Pires, Xande de Pilares, Jorge Aragão, Buchecha, Ferrugem, Simone Mendes, Pedro Sampaio, Tony Garrido, Thaeme e Thiago, Cynthia Diecker, Giovanna Lancellotti, Gabriel David e tantos outros.

Todavia, há algo que talvez pareça contraditório nesta justa homenagem ao Diego como profissional. Mas ele possui qualidades que capazes de despertar ainda mais orgulho. Primordialmente, o diferencial dele não se limitar ou se resumir à celebridade ou à representatividade de quem está diante dele.

Afinal, ele tem uma impressionante capacidade de tratar com igualdade a celebridade nacional e o cidadão que telefona para reclamar de um problema na rua. Trata-se de qualidade rara para um alguém que tanto sonhou estar nessa posição, mas que não se desfaz sua essência de comunicador pelo glamour que a profissão proporciona.

Então chegou 2022

Existem momentos em que a vida reorganiza todas as nossas certezas.

Para mim, esse momento chegou em 2022, quando eu adoeci severamente. O que inicialmente parecia um problema isolado de saúde transformou-se numa sucessão de internações, cirurgias, exames, terapia intensiva, dores e diagnósticos que mudariam definitivamente minha rotina. Aliás, mudaram minha carreira.

Houve cirurgia de urgência, UTI, CTI, dificuldades e complicações neurológicas. Descobri doenças autoimunes. Dentre elas, uma raríssima chamada aracnoidite, que afeta a membrana espinhal. Outro achado, na região do intestino, a paniculite mesentérica.

Com elas vieram diabetes, hipertensão, problemas cardíacos, dores muito intensas e limitações físicas, que passaram a fazer parte da minha rotina.

Houve dias em que caminhar poucos metros representava uma vitória. Também vivemos dias de incerteza sobre o próximo capítulo daquela trama insana. Minha vida profissional também desmoronava enquanto eu estava num leito. Eu havia dedicado muitos anos à Rádio Absoluta, fazendo de seu microfone meu instrumento de trabalho, realizações, conquistas, viagens pelo mundo.

O poder não estava no microfone, mas em quem falava nele. Microfone sem voz não passa de um objeto. Narrei gols, ri, chorei, briguei, e vivi algumas das experiências mais extraordinárias da minha carreira. Tudo com Diego.

Ele estava na retaguarda de cada jogo de futebol ou programa jornalístico apresentado por mim. Ele modulava minha voz no campeonato brasileiro, Libertadores, Eliminatórias, Copa do Mundo, Jogos Olímpicos e em todos os períodos que acompanhei a Seleção Brasileira de futebol

Cartão vermelho

Eu me preparava para outra Copa do Mundo, no Catar. Não fui porque o combo de doenças me apresentou o cartão vermelho. E, enquanto ainda estava internado, recebi a informação de que não continuaria na direção da rádio. Aliás, não continuaria sequer na emissora. D-E-M-I-T-I-D-O!

Não vou transformar este texto numa discussão sobre aquilo, até porque hoje isso importa pouco graças ao Folha do Leste, seus leitores e ao nosso público.

O que importa é outra coisa.

Quando uma pessoa perde saúde, rotina, trabalho e parte da vida que conhecia, ela começa a descobrir quem estava próximo porque ocupava determinado cargo — e quem estava próximo porque realmente a amava.

A Verdade Absoluta

Diego ficou. Essa frase, de pequena não, tem nada, quando se vê ou se lê o seu sentido. Enquanto minha família atravessava aquele período, ele esteve ao lado dela. Deu apoio, atenção, carinho. Não desapareceu quando eu deixei de ser o diretor da Rádio Absoluta e sequer precisou de cargo para continuar próximo.

Não precisou de microfone, salário ou qualquer vínculo profissional para permanecer. Ficou porque o vínculo verdadeiro nunca esteve num contrato, mas entre nós. Muito antes disso, eu já o enxergava como filho. Contudo, isso reforçou minha compreensão do porquê ele me chamar, verdadeiramente, de pai.

A doença retirou muitas coisas da minha vida: capacidade física, projetos, mudou minha carreira, meu corpo, minha rotina e até mesmo minha relação com o tempo.

Mas também teve uma estranha capacidade de revelar coisas: quem me amava de verdade. Quem me compreendia ou perdoava meus defeitos, erros ou imperfeições. Mas a principal delas: a quem aquele homem aparentemente vencido pela doença poderia servir? Fui sepultado vivo porque alguns ingratos precocemente me jogaram numa cova rasa. Felizmente, muitos apareceram para me resgatar, como Diego Machado.

Como muitos amigos leais, Diego permaneceu ao lado da minha família e ao meu lado para tudo. Inclusive, dispondo-se a realizar ajudas materiais, ao contrário de outras pessoas milionárias e com dívidas morais impagáveis comigo e com minha família. Isso não tem preço senão a gratidão eterna.

Mais verdades

É por isso que tenho dificuldade quando tento definir nossa relação apenas profissionalmente. Eu o lancei na comunicação, e ele chegou muito jovem à Rádio Absoluta quando eu estava à frente da emissora. Tratam-se de verdades.

Talvez eu tenha ensinado algumas coisas, assim espero. Mas a relação entre nós já ultrapassou tudo isso há muitos anos. Hoje não só aprendo com Diego como o admiro e torço por ele. A preocupação de pai segue, assim como o orgulho de quem vibra com as suas conquistas.

E tenho aquele sentimento difícil de esconder quando vejo seu trabalho reconhecido: orgulho de pai mesmo. Obviamente, não o de pai biológico porque nunca pretendi ocupar lugar que pertence à família que lhe deu a vida.

Falo de outra paternidade, da que nasceu da escolha dele, e da minha aceitação por afinidade, confiança, convivência, respeito e afeto.

Em meio a tantos anos compartilhando tudo, bem sabemos das dificuldades atravessadas, e das vezes em que um esteve ao lado do outro.

A vida também constrói famílias e Diego é parte da minha.

A pedra nunca precisou ganhar valor

Quando olho para trás, continuo vendo o garoto de 19 anos que chegou à Rádio Absoluta em dezembro de 2008. Ainda vejo aquela pedra bruta. Mas hoje entendo melhor o que aconteceu.

Eu não lapidei Diego para transformá-lo em alguma coisa. Ninguém transformou. O valor já estava nele. A pedra já era preciosa. O tempo apenas revelou suas faces. A experiência deu acabamento. As coberturas trouxeram marcas. Os erros ensinaram. Os acertos abriram portas. Os microfones multiplicaram sua voz. As câmeras mostraram seu rosto. As ruas lhe deram histórias.

Mas aquilo que realmente importa estava naquele menino desde o começo.

Humildade, coragem, atrevimento, sensibilidade, iniciativa, empatia, humanismo, lealdade.

O jornalista que ele é

Jornalismo: uma missão de informar e de compromisso com a sociedade — Diego Machado

Reconheço Diego nessa frase, escrita por ele recentemente.

Ele é repórter, radialista, comunicador, multimídia e moderno sem precisar fazer força para parecer moderno.

Transita entre rádio, vídeo, texto, redes sociais, política, esporte, cultura, entretenimento e reportagem de rua com a naturalidade de quem nunca estabeleceu fronteiras dentro da própria profissão.

Hoje continua chegando, perguntando, entrevistando, correndo atrás, e exercendo a comunicação como poucos. E segue, ainda, sendo um grande colaborador do Folha do Leste e nosso correspondente no interior fluminense.

Tenho enorme orgulho do profissional que ele é, mas repito: não é isso que mais me orgulha.

Qualidades

Não tenho palavras para expressar nossa gratidão por você ter estado ao lado de nossa família quando ela mais precisou. Sei que o sucesso não lhe retirou a humildade do mesmo modo que o acesso ao mundo das celebridades não lhe tirou o interesse pelas pessoas comuns.

Ainda bem que tantos anos de profissão não mataram sua curiosidade. Pelo contrário, eles te fazem querer saber e fazer cada vez mais. Sua generosidade segue inabalável diante da competitividade do jornalismo por razões fraternais.

Personalidade

Quando nos falamos, pedi muito que cuidasse de seu bem mais precioso: sua saúde. Porque a gente, para trabalhar e sobreviver, depende muito do corpo são e da mente sã.

Continue conjugando os mesmos verbos que moldaram sua personalidade e pavimentaram seu sucesso: ouvir e acolher. Desejo que Deus te abençoe para que você esteja sempre no lugar certo, na hora certa.

Por último, espero que a vida seja generosa com você pelo menos na mesma proporção com as pessoas que ama. Continue preservando aquilo que nenhuma profissão ensina: seu caráter, humanidade, lealdade e seu coração.

Também, quero agradecer, em nome daqueles nossos grandes colegas que não estão mais entre nós, mas que engrandeceram nossas vidas e carreiras:

Obrigado, Diego, pelo profissional que você sempre foi, assim como pelo colega que continua sendo. Agradeço também por sua amizade e por cada vez que esteve perto da minha família. Obrigado por ter ficado quando minha vida mudou.

Acima de tudo, expresso minha gratidão pelo significado, força e carinho dessa palavra que você escolheu para me chamar: PAI. Talvez você não saiba o tamanho dela para mim. Portanto, saiba que tanto hoje como sempre, eu a recebo com amor, devolvendo-lhe da única forma possível: chamando você de FILHO.

Pai e filho

Eu poderia te desejar ainda mais sucesso, mas não preciso, pois tudo que você faz só te deixa maior. Em pouco tempo, você terá que comprar galpões para guardar tamanha coletânea. A carreira extraordinária você também já possui.

Poderia desejar que continue chegando na frente, mas te conhecendo sei que isso acontecerá

Então, desejo outra coisa: que aquele menino de 19 anos que entrou na Rádio Absoluta continua diante dos meus olhos.

Eu não me enganei com a gema preciosa escondida na pedra bruta que atraiu, por instinto, o meu olhar para uma pedra preciosa. Eu só não sabia, naquele instante, quantas faces ela tinha, mas hoje sei e muitos fluminenses também sabem.

Você é uma preciosidade do jornalismo, da comunicação, do rádio e dos novos meios. Mas, para mim, isso vem depois. Porque antes do jornalista, do radialista, do repórter, do comunicador e do colega, existe a pessoa singular que Deus colocou no meu caminho.

Meu amigo e meu filho por afinidade. E um dos grandes presentes que esta profissão me deu. O brilho, meu filho, sempre esteve lá, e meu maior orgulho nunca foi tê-lo descoberto. É poder dizer, tantos anos depois, que continuo aqui para vê-lo brilhar.

André Freitas
Diretor do Folha do Leste

André Freitas
André Freitas é diretor-executivo e repórter do Folha do Leste e da Brasil 21 Comunicação. Jornalista e radialista desde a década de 1990, é narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, com 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Possui ampla experiência na cobertura da editoria de política, em razão de funções exercidas nos poderes Legislativo e Executivo, com atuação nas Câmaras Municipais de Niterói, São Gonçalo e Campos dos Goytacazes, além da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e da Prefeitura de Niterói. Dirigiu por 15 anos a Rádio Absoluta, onde apresentou programas noticiosos diários e conduziu coberturas esportivas, incluindo mais de uma década acompanhando a seleção brasileira de futebol. Nesse período, esteve presente em duas Copas do Mundo e em uma edição dos Jogos Olímpicos. Trabalhou também nas rádios Campos Difusora (Campos/RJ) e Litorânea (ES). Exerceu o cargo de editor-chefe nos jornais Olho Vivo (Niterói/RJ) e A Tribuna (Niterói/RJ), além de atuar como colunista do jornal O Diário (Campos dos Goytacazes/RJ).

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