
São Paulo mantém multivacinação com 20 vacinas após 23 casos de sarampo | Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Crianças e adolescentes menores de 15 anos podem atualizar a caderneta de vacinação em todo o estado de São Paulo até 1º de setembro. A campanha oferece 20 imunizantes conforme a idade e o histórico de cada paciente. Além disso, São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo adotaram uma estratégia ampliada contra o sarampo após o estado confirmar 23 casos da doença em 2026.
A mobilização começou em 3 de agosto e alcança os 645 municípios paulistas. Entretanto, a vacinação é seletiva: os profissionais conferem a caderneta e aplicam apenas as doses indicadas para iniciar ou completar cada esquema.
Por isso, pais e responsáveis devem levar a caderneta de vacinação. Quem não tiver o documento também pode procurar uma unidade para receber orientação da equipe de saúde.
Campanha oferece 20 imunizantes
A multivacinação reúne vacinas previstas no Calendário Nacional para diferentes idades e situações clínicas.
Entre elas estão BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite inativada, rotavírus, pneumocócicas, meningocócicas, influenza, covid-19, febre amarela, tríplice viral, varicela, DTP, hepatite A, dT, HPV e dengue.
A campanha de 2026 também incorpora mudanças recentes.
Pela primeira vez, a multivacinação inclui a pneumocócica 20-valente, incorporada ao calendário neste ano. O imunizante amplia a proteção infantil contra doenças provocadas pelo pneumococo, como pneumonia e meningite.
Além disso, a estratégia contempla a vacina contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, conforme as indicações previstas pelo Programa Nacional de Imunizações.
Sarampo muda estratégia em três cidades
A situação é diferente para quem mora em São Paulo, Guarulhos ou São Bernardo do Campo.
Nesses três municípios, todas as pessoas entre 6 meses e 59 anos integram temporariamente a estratégia ampliada contra o sarampo. A orientação vale independentemente da situação vacinal anterior.
Isso significa que até moradores que já completaram o esquema de rotina devem procurar uma Unidade Básica de Saúde para receber orientação e, quando indicado, a dose desta estratégia.
Entretanto, a recomendação não elimina as contraindicações da vacina.
Gestantes, bebês com menos de 6 meses e pessoas com algumas imunodeficiências não devem receber a tríplice viral. Também há restrições para quem apresentou reação alérgica grave aos componentes do imunizante.
Bebês recebem a chamada dose zero
Para crianças entre 6 e 11 meses e 29 dias, a aplicação contra o sarampo recebe o nome de dose zero.
Essa dose oferece proteção adicional diante do atual cenário epidemiológico. Porém, ela não substitui o esquema infantil de rotina.
Portanto, mesmo depois da dose zero, a criança deverá receber novamente a vacina aos 12 meses e completar o esquema previsto aos 15 meses.
Esse ponto merece atenção dos responsáveis, porque a aplicação antecipada não significa que a criança terminou o esquema contra a doença.
São Paulo registra 23 casos de sarampo em 2026
A Secretaria Estadual da Saúde confirmou 23 casos de sarampo no estado neste ano. A situação levou autoridades sanitárias a ampliar temporariamente a vacinação nas três cidades da Região Metropolitana.
Segundo o balanço estadual, dois casos são importados. Os demais têm relação com importação do vírus, embora as investigações não tenham identificado a fonte da infecção em todos eles. Além disso, 16 pacientes não estavam vacinados ou apresentavam esquema incompleto.
O sarampo possui alta capacidade de transmissão. O vírus se espalha por secreções respiratórias liberadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar.
Entre os sintomas estão febre alta, tosse, coriza, irritação nos olhos e manchas vermelhas que geralmente começam no rosto antes de avançar pelo corpo.
Além disso, a doença pode causar complicações como pneumonia, infecção de ouvido e inflamação cerebral.
Quem já tomou vacina também deve voltar ao posto?
Nos três municípios da estratégia ampliada, sim.
Moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo entre 6 meses e 59 anos devem procurar a vacinação mesmo quando já completaram o esquema normal.
A regra, entretanto, vale para moradores.
Quem apenas viajar ou se deslocar temporariamente para uma dessas cidades deve manter o esquema normal atualizado. O simples deslocamento não cria indicação automática para a dose adicional.
Além disso, a equipe da unidade precisa verificar intervalos entre vacinas de vírus vivos e eventuais contraindicações antes da aplicação.
E nos outros municípios de São Paulo?
Nos demais municípios paulistas, não existe a mesma indicação indiscriminada contra o sarampo.
Nessas cidades, as equipes verificam a caderneta e atualizam as doses conforme idade, histórico e regras do Calendário Nacional de Vacinação.
A lógica também vale para os demais imunizantes oferecidos pela multivacinação.
Portanto, uma criança não receberá automaticamente as 20 vacinas. A equipe identifica quais doses estão atrasadas ou previstas para aquela idade e realiza apenas as aplicações necessárias.
Quando termina a multivacinação?
A Campanha de Multivacinação segue até 1º de setembro.
Além disso, o Ministério da Saúde marcou um Dia D nacional para 22 de agosto, com objetivo de ampliar o acesso à vacinação de crianças e adolescentes.
Os locais e horários de atendimento dependem de cada município. Por isso, a orientação é consultar a rede municipal antes de sair de casa.
Na capital paulista, a vacinação permanece disponível nas UBSs e também recebeu pontos adicionais em locais de grande circulação durante a estratégia contra o sarampo.







