
Eclipse solar total marca esta quarta-feira; entenda por que Brasil fica fora do fenômeno | Folha do Leste/Imagem ilustrativa gerada por IA
Um eclipse solar total marca esta quarta-feira (12) e chama a atenção de observadores em diferentes partes do mundo. Entretanto, quem está no Brasil ficará fora do espetáculo: o fenômeno não será visível em nenhuma região do país, nem mesmo de forma parcial, segundo o Observatório Nacional (ON).
A faixa de totalidade atravessa áreas da Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, Oceano Atlântico e Espanha, além de uma pequena área de Portugal. Por outro lado, partes dos Estados Unidos, Canadá, Europa e noroeste da África acompanham o eclipse de forma parcial.
O evento também oferece uma oportunidade para entender por que um eclipse solar pode ser total em uma cidade, parcial em outra e simplesmente inexistente para observadores localizados em outras partes do planeta.
Por que o eclipse solar de hoje não aparece no Brasil?
Um eclipse solar acontece quando a Lua passa entre a Terra e o Sol e projeta sua sombra sobre determinadas regiões do planeta.
No entanto, essa sombra não cobre toda a Terra. Portanto, a possibilidade de observar o fenômeno depende diretamente da localização de quem está olhando para o céu.
No eclipse desta quarta-feira, a sombra lunar se projeta sobre o Hemisfério Norte. Por isso, o Brasil permanece completamente fora tanto da área de totalidade quanto da região alcançada pelo eclipse parcial, segundo o Observatório Nacional.
A área mais escura da sombra da Lua recebe o nome de umbra. Quem está dentro dela durante um eclipse total vê o disco solar completamente encoberto.
Ao redor fica a penumbra, região em que apenas parte da luz solar é bloqueada. Nesses locais, o observador acompanha um eclipse parcial.
Onde o eclipse solar será total?
Segundo a NASA, a trajetória de totalidade desta quarta atravessa Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, Atlântico, Espanha e uma pequena parte de Portugal.
Na maior parte dos locais situados dentro dessa faixa, a totalidade dura menos de dois minutos. Em pontos próximos ao centro da trajetória, incluindo áreas da Groenlândia, Rússia e Atlântico Norte, o período pode superar dois minutos, mas permanece abaixo de dois minutos e meio.
Na Espanha e no extremo noroeste de Portugal, outro fator torna o evento especialmente curioso: a totalidade ocorre pouco antes do pôr do sol.
Já cidades situadas fora da estreita faixa de totalidade enxergam apenas parte do disco solar coberta pela Lua.
Brasil pode acompanhar eclipse pela internet
A programação começou às 12h, pelo horário de Brasília, com participação de astrônomos e instituições parceiras.
A NASA também preparou cobertura própria do fenômeno, reunindo imagens provenientes da trajetória do eclipse e explicações científicas.
O que é um eclipse solar?
O eclipse solar ocorre quando Sol, Lua e Terra ficam alinhados e a Lua passa entre o planeta e o Sol.
Porém, os três corpos não permanecem alinhados dessa maneira em todas as Luas Novas. A órbita da Lua possui inclinação em relação ao plano da órbita terrestre. Assim, na maior parte dos meses, a sombra lunar passa acima ou abaixo da Terra.
Quando o alinhamento adequado acontece durante a chamada temporada de eclipses, a sombra da Lua alcança alguma região do planeta e o eclipse se torna visível.
Quais são os tipos de eclipse solar?
A NASA classifica os eclipses solares em quatro tipos principais: total, anular, parcial e híbrido.
Eclipse solar total
Acontece quando a Lua cobre completamente o disco do Sol para observadores situados dentro da faixa de totalidade.
Durante esses poucos instantes, o céu escurece e a coroa solar, normalmente ofuscada pelo brilho intenso do Sol, pode se tornar visível.
É justamente esse o tipo de eclipse que ocorre em 12 de agosto de 2026.
Eclipse solar anular
O eclipse anular também ocorre com a Lua entre a Terra e o Sol. Entretanto, a Lua está mais distante da Terra e apresenta um diâmetro aparente menor.
Consequentemente, ela não consegue esconder totalmente o Sol e deixa uma região luminosa ao redor do disco lunar. Surge, então, o fenômeno popularmente conhecido como “Anel de Fogo”.
Eclipse solar parcial
Nesse caso, Sol, Lua e Terra não ficam perfeitamente alinhados para determinado observador.
A Lua cobre apenas uma parte do disco solar. Além disso, pessoas localizadas fora da faixa central de um eclipse total ou anular também podem observar o evento dessa maneira.
Eclipse solar híbrido
Mais raro, o eclipse híbrido pode aparecer como total em determinadas regiões e como anular em outras.
Isso acontece devido à curvatura da Terra e à maneira como a sombra lunar percorre a superfície do planeta.
É seguro olhar diretamente para um eclipse solar?
Não durante as fases parciais.
Olhar diretamente para o Sol sem proteção apropriada pode provocar lesões graves nos olhos.
Óculos escuros comuns não oferecem proteção suficiente. Da mesma forma, não devem ser utilizados improvisos como chapas de raio X ou filmes fotográficos.
A NASA recomenda filtros solares adequados e óculos específicos para observação solar que atendam ao padrão internacional ISO 12312-2. Equipamentos ópticos, como telescópios, binóculos e câmeras, também exigem filtros solares apropriados instalados na parte frontal do instrumento.
O Observatório Nacional também recomenda, para observação direta do Sol, vidro de soldador de tonalidade 14 ou superior. Segundo a instituição, mesmo com esse equipamento, a observação deve ocorrer por períodos curtos.
Existe ainda a possibilidade de observação indireta, por meio da projeção da imagem solar, sem olhar diretamente para o Sol.
Quando haverá outro eclipse solar visível no Brasil?
O próximo eclipse solar com ampla visibilidade no país acontece em 6 de fevereiro de 2027.
Segundo o Observatório Nacional, a faixa do eclipse anular ficará sobre o mar e tangenciará o extremo leste do Estado do Rio de Janeiro. Entretanto, o fenômeno poderá ser observado como eclipse parcial em quase todo o Brasil, com exceção do extremo noroeste do território nacional.
Já quem espera ver novamente um eclipse solar total a partir do Brasil terá uma espera bem maior.
O Observatório Nacional informa que o próximo ocorrerá em 12 de agosto de 2045. A faixa de totalidade atravessará estados das regiões Norte e Nordeste, enquanto outras partes do país poderão acompanhar o fenômeno parcialmente.
Assim, embora o Brasil fique completamente fora do eclipse desta quarta-feira, o fenômeno ajuda a mostrar por que eclipses solares são acontecimentos globais, mas sua observação depende de uma faixa geográfica bastante específica.







