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Operação fecha ferro-velho clandestino e apreende materiais na Grota

Agentes apreendem materiais durante operação em ferro-velho clandestino na Comunidade da Grota, em Niterói

Operação fecha ferro-velho clandestino e apreende materiais na Grota | Divulgação

Uma operação integrada fechou um ferro-velho clandestino na Grota, em São Francisco, nesta quinta-feira (23). Durante a fiscalização, agentes apreenderam bicicletas, estruturas metálicas, escadas de alumínio e outros materiais sem comprovação de origem.

Batizada de Operação Espoliador, a ação reuniu o Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), a 79ª DP (Jurujuba) e o 12º Batalhão da Polícia Militar. A Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) prestou apoio logístico.

Operação mira mercado de materiais furtados

A força-tarefa busca enfraquecer estabelecimentos usados para receber, armazenar ou comercializar produtos provenientes de crimes.

Segundo a Prefeitura, a estratégia concentra esforços na cadeia de receptação relacionada a furtos cometidos contra residências, estabelecimentos comerciais e o patrimônio público.

Dessa forma, as autoridades pretendem reduzir os pontos de escoamento dos materiais e desestimular novos crimes.

Bicicletas e estruturas metálicas foram apreendidas

Durante a fiscalização, as equipes encontraram diferentes objetos sem documentos que comprovassem sua procedência.

Entre os materiais encaminhados à delegacia estavam:

  • bicicletas;
  • esquadrias;
  • perfis metálicos;
  • escadas de alumínio;
  • outros itens de origem ainda não esclarecida.

A apreensão não significa, por si só, que todos os objetos sejam furtados. Agora, a Polícia Civil deverá verificar a origem de cada item e identificar possíveis proprietários.

Material foi levado para a 79ª DP

Após a retirada do ferro-velho, os objetos seguiram para a 79ª DP, responsável pela continuidade das investigações.

A delegacia deverá analisar registros de ocorrência, números de identificação, características dos produtos e eventuais denúncias de furtos.

Além disso, os agentes poderão ouvir responsáveis pelo estabelecimento e pessoas ligadas à comercialização dos materiais.

Polícia investiga cadeia de receptação

O delegado titular da 79ª DP, Aglausio Batista Novais Filho, afirmou que a Polícia Civil acompanha a cadeia local de receptação.

“A Polícia Civil vem investigando a cadeia de receptação local e atuou de forma cirúrgica em conjunto com o município e a Polícia Militar”, declarou.

Uma reportagem publicada após a operação relacionou a investigação a furtos recentes de placas metálicas no Cemitério Público São Francisco Xavier. Entretanto, a Prefeitura não informou se algum objeto encontrado no ferro-velho pertence ao cemitério.

GGIM destaca integração das forças

O secretário do GGIM, Felipe Ordacgy, destacou a participação conjunta dos órgãos municipais e estaduais.

“Somente com inteligência, fiscalização e atuação coordenada conseguimos enfraquecer as estruturas que sustentam a atividade criminosa”, afirmou.

Segundo ele, a integração permite cruzar informações, organizar fiscalizações e ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança.

Clin apoiou retirada dos materiais

A Clin disponibilizou estrutura operacional para recolher e transportar os objetos encontrados no local.

Esse apoio permitiu que os agentes desocupassem a área e encaminhassem os materiais para a delegacia.

Contudo, a Prefeitura não divulgou o peso ou a quantidade total recolhida durante a ação.

Estabelecimento funcionava de forma clandestina

O ferro-velho foi fechado porque funcionava clandestinamente, segundo a administração municipal.

Até a publicação, não havia informação sobre prisões, autuações ambientais ou identificação pública do responsável pelo estabelecimento.

Também não foram divulgados detalhes sobre alvarás, licenças ou outras irregularidades administrativas encontradas no imóvel.

Operação tenta interromper ciclo de furtos

A venda de metais, fios, bicicletas e equipamentos furtados sustenta financeiramente diferentes modalidades de crime.

Por isso, fiscalizações em ferros-velhos procuram atingir não apenas quem pratica o furto, mas também os locais que compram ou revendem materiais sem comprovação de origem.

Ao reduzir essa demanda, as autoridades esperam dificultar a comercialização dos produtos e diminuir a incidência de novos furtos.

Investigações continuam

A 79ª DP dará prosseguimento às diligências para esclarecer a procedência dos objetos apreendidos.

Moradores que reconheçam algum material ou tenham registros de furtos semelhantes poderão procurar a Polícia Civil com notas fiscais, fotografias, números de série ou outras provas de propriedade.

A Prefeitura informou que continuará promovendo operações integradas por meio do GGIM em diferentes regiões de Niterói.

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Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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