
Maricá retira vegetação da Lagoa de Araçatiba para reduzir mau cheiro | Divulgação/Gabriel Ferreira/Prefeitura de Maricá
A limpeza da Lagoa de Araçatiba foi reforçada pela Prefeitura de Maricá após moradores perceberem um forte odor em trechos do sistema lagunar. Equipes retiram a vegetação acumulada nas margens para acelerar sua decomposição e reduzir o desconforto na região.
A operação reúne a Autarquia de Serviços de Obras de Maricá (Somar) e a Secretaria Municipal de Pesca. Enquanto a autarquia fornece equipes e máquinas, técnicos da pasta acompanham o serviço para evitar danos à fauna e ao equilíbrio da lagoa.
Vegetação acumulada provoca mau cheiro
O odor ocorre durante a decomposição do capim Peteque e do capim Roseta, espécies vegetais nativas da Lagoa de Araçatiba.
Nesta época do ano, a redução do nível da água favorece o desprendimento da vegetação. O fenômeno sofre influência do período de mar calmo e das condições do sistema lagunar.
Além disso, os ventos empurram o material orgânico até as margens. Ao se concentrar na orla, a vegetação entra em decomposição e libera o cheiro percebido pela população.
Fenômeno natural se repete nesta época do ano
Segundo a Prefeitura, o episódio faz parte de um fenômeno natural recorrente.
A combinação entre nível mais baixo da água, mar calmo, ventos e matéria vegetal cria condições para o acúmulo de capim em determinados pontos da lagoa.
Apesar do incômodo temporário, o processo não significa que essas espécies sejam prejudiciais ao ambiente. Pelo contrário, elas exercem uma função importante no ecossistema local.
Capim protege peixes durante a reprodução
O secretário municipal de Pesca, Xandi de Bambuí, explicou que a vegetação funciona como uma proteção natural para os peixes.
“O capim funciona como um defeso natural da lagoa, protegendo principalmente as tilápias durante o período de desova, que se estende por aproximadamente três meses”, afirmou.
Nesse período, a vegetação cria áreas de abrigo e reduz a exposição dos peixes. Portanto, a retirada precisa ocorrer de forma controlada, principalmente nos locais onde o material se acumulou após se desprender.
Operação busca preservar fauna da lagoa
As equipes não realizam uma remoção indiscriminada da vegetação existente no sistema lagunar.
O serviço concentra-se no material orgânico acumulado nas margens e em pontos onde a decomposição intensifica o mau cheiro.
Dessa forma, a operação busca conciliar a limpeza dos espaços públicos com a conservação das espécies vegetais que permanecem integradas ao ecossistema.
Material fica nas margens antes do transporte
Depois da retirada, a vegetação permanece temporariamente nas margens da lagoa.
Esse procedimento permite a desidratação do material, reduzindo seu peso e facilitando o transporte posterior.
O presidente da Somar, Arlen Pereira, explicou que a medida torna a operação mais segura e eficiente.
“O material retirado permanece temporariamente às margens da lagoa para desidratação, permitindo um transporte seguro e eficiente”, afirmou.
Somar fornece máquinas e equipes
A Somar responde pelo apoio operacional da ação. A autarquia disponibiliza trabalhadores, veículos e máquinas para recolher a matéria orgânica nos locais mais afetados.
Enquanto isso, a Secretaria de Pesca acompanha as etapas e orienta os procedimentos necessários para preservar a fauna local.
A parceria também permite adaptar o trabalho às condições ambientais encontradas durante a operação.
Limpeza acelera decomposição natural
Segundo Arlen Pereira, a retirada do material concentrado contribui para acelerar a decomposição da vegetação.
Além disso, o processo reduz o tempo de permanência da matéria orgânica nas áreas utilizadas por moradores e visitantes.
A Prefeitura também espera melhorar o aspecto da orla e tornar os espaços próximos à lagoa mais agradáveis.
Ação pretende reduzir impactos para moradores
O forte odor pode causar desconforto principalmente em residências, estabelecimentos e áreas de convivência próximas à lagoa.
Por isso, a operação prioriza os pontos onde o acúmulo se tornou mais intenso.
Entretanto, o cheiro poderá permanecer durante parte do processo de decomposição e secagem da vegetação retirada.
Lagoa exige equilíbrio entre limpeza e preservação
A ação demonstra a necessidade de conciliar manutenção urbana e preservação ambiental.
Embora o capim acumulado provoque mau cheiro, sua presença dentro da lagoa ajuda na proteção de peixes e na manutenção do ecossistema.
Assim, a Prefeitura afirma que continuará acompanhando o fenômeno para realizar novas intervenções quando houver necessidade, sem eliminar a vegetação essencial ao ambiente lagunar.







