As plataformas digitais em Maricá deverão ampliar o acesso da população aos serviços municipais e reduzir etapas burocráticas dentro da administração pública. A Prefeitura desenvolve quatro soluções voltadas à análise de dados, gestão de cursos, criação de sites e divulgação de tecnologias assistivas.
Os projetos são conduzidos pela Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia. Embora algumas ferramentas já sejam utilizadas em ações públicas, outras ainda passam pelas etapas finais de desenvolvimento.
Dados coletados serão transformados em políticas públicas
O TecDados Maricá reúne informações obtidas pelas secretarias em atendimentos, levantamentos e atividades realizadas com a população.
Em vez de manter os dados dispersos, a plataforma os organiza em indicadores. Dessa forma, gestores poderão identificar demandas, comparar informações e direcionar ações para os grupos que mais precisam.
A ferramenta já apoia o Mapeamento Municipal de Pessoas com Deficiência, desenvolvido em parceria com a Secretaria da Pessoa com Deficiência e Inclusão.
Mapeamento busca identificar necessidades das pessoas com deficiência
O levantamento reúne informações sobre a realidade das pessoas com deficiência que vivem no município.
Com os dados, a Prefeitura pretende conhecer necessidades relacionadas à saúde, mobilidade, acessibilidade, educação, assistência e autonomia.
Assim, o município poderá planejar serviços e distribuir recursos com base em informações mais próximas da realidade das famílias.
A participação ocorre por formulário eletrônico e também por ações presenciais de cadastramento. Em julho, por exemplo, equipes realizaram atendimento na Rodoviária de Maricá.
TecDados aproxima população do planejamento municipal
A secretária de Ciência e Tecnologia, Sabrina Alves, afirmou que o uso qualificado das informações pode melhorar a elaboração das políticas públicas.
Segundo ela, plataformas desse tipo reduzem burocracias e ajudam a tornar os serviços mais rápidos e acessíveis.
Além disso, a leitura dos indicadores permite que o município reconheça problemas antes de definir programas, investimentos ou atendimentos.
Gov.Viva vai organizar cursos e eventos
Outra ferramenta em desenvolvimento é o Gov.Viva, criado para gerenciar cursos, encontros e eventos institucionais.
Dessa forma, o sistema permitirá que moradores façam inscrições pela internet, acompanhem atividades e recebam certificados digitais.
Além disso, para as secretarias, a plataforma deverá facilitar o controle de vagas, participantes, frequência e documentos emitidos.
Assim, a automatização também poderá reduzir erros em listas e diminuir o tempo necessário para preparar certificados.
Certificados serão emitidos de forma automatizada
Atualmente, a organização de cursos públicos pode exigir formulários diferentes, planilhas e processos manuais.
Com o Gov.Viva, essas etapas deverão ser concentradas em um único ambiente.
A proposta é permitir que o cidadão encontre a atividade, faça a inscrição e receba a documentação sem precisar passar por vários canais.
O município ainda não divulgou quando a plataforma será aberta ao público.
Órbita está em fase final de desenvolvimento
A plataforma Órbita deverá facilitar a criação e a administração de sites e outros ambientes digitais do município.
A ferramenta reunirá conteúdos, usuários e informações em um sistema único, evitando que cada órgão precise desenvolver uma estrutura separada.
Segundo a Prefeitura, o projeto está na fase final de desenvolvimento.
Ferramenta deverá funcionar em celulares e computadores
A Órbita será adaptada a diferentes tamanhos de tela. Isso permitirá que os conteúdos sejam acessados tanto por computadores quanto por celulares e tablets.
A plataforma também deverá incorporar recursos de acessibilidade. No entanto, a Prefeitura ainda não detalhou quais ferramentas estarão disponíveis nem apresentou uma data pública de lançamento.
Tech Visão terá foco em tecnologias assistivas
A quarta iniciativa anunciada é a Tech Visão.
A plataforma reunirá informações sobre equipamentos e soluções desenvolvidas para aumentar a autonomia das pessoas com deficiência.
Esse campo inclui recursos que podem apoiar comunicação, mobilidade, aprendizagem, utilização de computadores e realização de tarefas cotidianas.
A proposta é organizar essas informações em um ambiente acessível, facilitando a consulta por pessoas com deficiência, familiares e profissionais.
Projetos combinam tecnologia e inclusão
As quatro ferramentas possuem funções diferentes, mas integram a mesma estratégia de transformação digital.
O TecDados organiza informações para apoiar decisões.
O Gov.Viva gerenciará cursos, eventos e certificados.
A Órbita permitirá criar e administrar plataformas públicas.
Já a Tech Visão concentrará conteúdos relacionados às tecnologias assistivas.
Dessa forma, a Prefeitura pretende melhorar tanto os processos internos quanto a experiência da população ao buscar informações e serviços.
Transparência depende da divulgação dos dados
A criação das plataformas pode ampliar a transparência caso os indicadores e resultados sejam apresentados de forma clara ao público.
Além de coletar informações, será importante explicar quais dados são reunidos, como serão utilizados e quais políticas foram criadas a partir deles.
Também deverão existir cuidados com privacidade, segurança e acesso às informações pessoais, especialmente nos levantamentos relacionados à saúde e à deficiência.
Confira as plataformas anunciadas
TecDados Maricá
Finalidade: transformar informações coletadas pelas secretarias em indicadores.
Aplicação já divulgada: Mapeamento Municipal de Pessoas com Deficiência.
Gov.Viva
Finalidade: gerenciar cursos e eventos institucionais.
Recursos previstos: inscrições pela internet, organização de atividades e emissão de certificados.
Órbita
Finalidade: criar e administrar sites e plataformas digitais.
Situação: fase final de desenvolvimento.
Tech Visão
Finalidade: reunir informações sobre tecnologias assistivas e recursos de inclusão.
Formulário para pessoas com deficiência
Enfim, o Mapeamento Municipal de Pessoas com Deficiência permanece disponível para participação. Sendo assim, o levantamento busca ampliar o conhecimento sobre esse público e orientar novas ações municipais. Assim, quanto maior a adesão, mais detalhado poderá ser o diagnóstico utilizado pelas secretarias para elaborar serviços e políticas de inclusão.








