A Polícia Militar reforçou o policiamento em Cordovil, na Zona Norte do Rio, na manhã deste domingo (12), após um confronto entre criminosos rivais deixar cinco mortos durante a madrugada de sábado (11).
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o caso. Além disso, equipes buscam esclarecer a dinâmica do tiroteio, identificar todos os envolvidos e apurar se moradores sem ligação com o crime estão entre as vítimas.
A região vive disputa entre facções. Relatos de moradores apontam confronto entre integrantes do Comando Vermelho (CV) e do Terceiro Comando Puro (TCP), grupo ligado a Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão.
Ônibus foram usados como barricadas
A violência também afetou a circulação no bairro. Ainda na manhã de sábado, criminosos usaram ônibus como barricadas na Rua Cordovil. Além disso, objetos foram incendiados na pista, o que aumentou a tensão entre moradores e motoristas.
Com isso, a Polícia Militar manteve equipes na região para tentar evitar novos confrontos e garantir a circulação nas principais vias.
Testemunhas relatam invasão e troca de tiros
Segundo testemunhas, criminosos armados circularam pela região durante a madrugada e trocaram tiros em meio à disputa territorial.
Moradores também relataram que uma mulher autista estaria entre as vítimas. De acordo com esses relatos, o corpo dela teria sido jogado em um valão.
A informação, no entanto, ainda exige confirmação oficial da Polícia Civil. Por isso, a reportagem trata o caso como relato de moradores até manifestação formal das autoridades.
Polícia Civil identifica mortos, segundo atualização
Inicialmente, a Polícia Civil informou que as vítimas ainda não tinham sido identificadas.
Depois, segundo atualização publicada por O Dia, a corporação identificou cinco mortos como Lukas Taylan de Mendonça Monteiro, Jonathan Andrade Ferreira, Vinicius Neves Dantas, Felipe Barbosa da Silva e Alanderson de Almeida Guimarães.
Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passam por exames de necropsia.
DHC apura o caso
A Delegacia de Homicídios da Capital conduz a investigação. Os agentes apuram quem participou do confronto, qual grupo iniciou a ação criminosa e se as mortes ocorreram durante a troca de tiros entre facções.
Além disso, os investigadores analisam relatos de moradores, imagens que possam ajudar na apuração e informações sobre a movimentação de criminosos na região.
Disputa aumenta medo entre moradores
Sendo assim, o confronto voltou a expor a rotina de medo em áreas da Zona Norte dominadas por grupos armados.
Em Cordovil, moradores relataram madrugada de tiros, interrupção da circulação e dificuldade para sair de casa durante os momentos de maior tensão.
Além disso, o uso de ônibus como barricadas ampliou o impacto da violência sobre quem depende do transporte público e precisa circular pela região.
Mortos identificados em atualização
| Vítima | Situação |
| Lukas Taylan de Mendonça Monteiro | Identificado, segundo atualização publicada por O Dia |
| Jonathan Andrade Ferreira | Identificado, segundo atualização publicada por O Dia |
| Vinicius Neves Dantas | Identificado, segundo atualização publicada por O Dia |
| Felipe Barbosa da Silva | Identificado, segundo atualização publicada por O Dia |
| Alanderson de Almeida Guimarães | Identificado, segundo atualização publicada por O Dia |
Caso segue em apuração
A Polícia Civil ainda investiga as circunstâncias das mortes.
Enfim, até o momento, a DHC não informou oficialmente se todos os mortos tinham envolvimento com grupos criminosos. Além disso, também não confirmou, de forma definitiva, a versão de moradores sobre a mulher autista citada entre as vítimas.
Enquanto isso, a Polícia Militar segue com patrulhamento reforçado em Cordovil para tentar impedir novos confrontos.








