A frase dita por Neymar depois da eliminação para a Noruega resumiu uma trajetória de extremos na Seleção Brasileira. Em Nova Jersey, onde estreou com gol em 2010, o camisa 10 também sinalizou o fim de sua história pelo Brasil em Copas do Mundo.
Foram 16 anos, 130 jogos, 80 gols e o posto de maior artilheiro da Seleção. No entanto, o ciclo também terminou sem final de Copa, com lesões recorrentes, eliminações dolorosas e apenas dois títulos com a camisa do país.
A derrota por 2 a 1 para a Noruega, nas oitavas da Copa do Mundo de 2026, fechou o arco iniciado no amistoso contra os Estados Unidos, em 10 de agosto de 2010.
Maior artilheiro, mas sem final de Copa
Neymar disputou quatro Copas do Mundo. Em nenhuma delas chegou à final.
Em 2014, viveu o auge técnico na Seleção, mas saiu do torneio após a joelhada de Zuñiga, nas quartas de final contra a Colômbia. Sem ele, o Brasil acabou goleado por 7 a 1 pela Alemanha na semifinal.
Em 2018 e 2022, a Seleção caiu nas quartas. Já em 2026, parou nas oitavas, com Neymar em condição física limitada e papel bem menor do que em edições anteriores.
Ao todo, ele somou 15 jogos de Copa e marcou nove gols.
Desempenho de Neymar em Copas
| Copa | Campanha do Brasil | Situação de Neymar |
|---|---|---|
| 2014 | 4º lugar | Cortado nas quartas por lesão |
| 2018 | Quartas de final | Conviveu com desgaste físico |
| 2022 | Quartas de final | Marcou na fase decisiva, mas caiu para a Croácia |
| 2026 | Oitavas de final | Voltou sem melhor condição física |
Nos mata-matas de Copa, Neymar marcou três vezes. Fez gols contra Coreia do Sul, em 2022; Croácia, também em 2022; e Noruega, em 2026.
Além disso, deu assistências contra a Colômbia, em 2014, e contra a Coreia do Sul, em 2022.
Títulos foram poucos na Seleção principal
A passagem de Neymar pela Seleção principal não teve a Copa do Mundo nem a Copa América.
O único título com a equipe principal foi a Copa das Confederações de 2013. Na ocasião, ele foi protagonista da campanha e marcou contra a Espanha na final.
O outro troféu relevante veio com a equipe olímpica. Em 2016, Neymar liderou o Brasil na conquista da primeira medalha de ouro olímpica do futebol masculino, no Rio.
Na Copa América, porém, a história foi de frustração. O camisa 10 passou em branco em três edições e perdeu a chance mais clara em 2021, quando o Brasil foi derrotado pela Argentina na final, no Maracanã.
Em 2019, quando a Seleção venceu o torneio, Neymar não participou por lesão.
Muitos gols, mas recortes provocam debate
O número absoluto impressiona. Neymar marcou 80 gols e distribuiu 58 assistências pela Seleção.
Ainda assim, o desempenho contra adversários de maior peso alimenta discussões. Dos 80 gols, 22 foram de pênalti. Além disso, 46 saíram em amistosos.
Nas competições, a divisão ficou assim:
| Competição | Gols de Neymar |
| Copas do Mundo | 9 |
| Copa das Confederações | 4 |
| Copas Américas | 5 |
| Eliminatórias | 16 |
Em jogos de mata-mata, Neymar marcou sete gols. Porém, também passou em branco em outros sete compromissos eliminatórios.
Contra grandes seleções, 11 gols em 28 jogos
No recorte contra seleções de maior tradição, Neymar disputou 28 partidas e marcou 11 gols.
Foram três gols contra a Argentina, em 11 jogos, e três contra o Uruguai, em seis partidas. Ele também marcou contra França, Itália, Portugal, Espanha e Alemanha.
Por outro lado, passou em branco diante de Inglaterra e Holanda.
A principal vítima foi o Japão, que sofreu nove gols do camisa 10.
Seleções que sofreram gols de Neymar
– Japão: 9 gols
– Peru: 6 gols
– Bolívia e Estados Unidos: 5 gols
– Croácia, Coreia do Sul, Equador e Colômbia: 4 gols
– Argentina, Uruguai, África do Sul e China: 3 gols
– Chile, Paraguai, México, Costa Rica, Turquia, Camarões e Escócia: 2 gols
– França, Itália, Portugal, Espanha, Alemanha, Noruega, Tunísia, Venezuela, El Salvador, Áustria, Panamá, Austrália e Iraque: 1 gols
De esperança nacional a símbolo de uma geração sem Copa
Neymar carregou a principal expectativa da Seleção por mais de uma década. Foi protagonista técnico, referência midiática e nome central de duas gerações.
Porém, o roteiro terminou distante da promessa inicial. O maior artilheiro da história do Brasil encerrou seu ciclo em Copas sem ter jogado uma final.
Entre o gol da estreia contra os Estados Unidos e o pênalti convertido na eliminação diante da Noruega, Neymar deixou números históricos. Mas também deixou a sensação de uma geração que teve talento, expectativa e protagonismo, mas não conseguiu devolver o Brasil ao topo do mundo.








