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Lesão de Raphinha força Ancelotti a mudar o Brasil contra a Escócia

Raphinha deixa o campo lesionado durante jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026

Lesão de Raphinha força Ancelotti a mudar o Brasil contra a Escócia | Rafael Ribeiro/CBF

A confirmação da lesão de Raphinha cria um problema importante para Carlo Ancelotti antes do duelo entre Brasil e Escócia, na próxima quarta-feira (24), às 19h, pela última rodada do Grupo C da Copa do Mundo 2026.

O atacante deixou a vitória por 3 a 0 sobre o Haiti ainda no primeiro tempo, após sentir a parte posterior da coxa direita. A Seleção confirmou a lesão muscular, mas não divulgou prazo de recuperação.

A situação coloca Raphinha como dúvida muito forte para a partida em Miami. Mais do que perder um ponta, Ancelotti pode ficar sem um jogador que vinha funcionando em duas posições diferentes.

Raphinha era peça híbrida no plano de Ancelotti

Raphinha não atuava apenas aberto pelo lado direito. Contra o Marrocos, na estreia, ele começou mais centralizado, como terceiro homem do meio-campo, e depois trocou de posição com Lucas Paquetá.

Quando caía pela direita, tinha liberdade para atacar por dentro, aparecer entre os zagueiros e se aproximar de Vini Jr.. Essa movimentação dava mais opções ao Brasil, especialmente contra defesas fechadas.

A lesão obriga Ancelotti a reorganizar esse desenho. O técnico pode escolher um substituto de características parecidas ou alterar a estrutura do ataque.

Luiz Henrique, Rayan e Martinelli disputam lado direito

Para ocupar a ponta direita, Ancelotti tem algumas alternativas. Luiz Henrique aparece como opção mais experiente no setor. O atacante já foi usado como titular, mas ganhou mais destaque quando entrou no segundo tempo.

Rayan também entra na disputa. O jovem revelado pelo Vasco substituiu Raphinha contra o Haiti e participou de vários ataques na etapa final.

Outra possibilidade é Gabriel Martinelli. O atacante do Arsenal costuma atuar pela esquerda, mas pode jogar pelo lado oposto ou permitir uma mudança de posição de Vini Jr.

A escolha dependerá do tipo de jogo que Ancelotti pretende montar contra a Escócia. Um ponta mais vertical pode ajudar a atacar os espaços. Já um jogador mais técnico pode oferecer controle e aproximação pelo meio.

Matheus Cunha pode assumir papel mais central

No meio-campo ofensivo, Matheus Cunha surge como alternativa natural. O atacante já vinha revezando com Raphinha em testes anteriores à Copa e tem características que agradam à comissão técnica.

Cunha pode atuar entre as linhas, ajudar na construção e se aproximar dos pontas. Caso ele seja escolhido para essa função, o Brasil pode abrir uma vaga mais avançada.

Nesse cenário, Igor Thiago ou Endrick poderiam aparecer como centroavantes. Outra possibilidade seria manter Cunha mais adiantado e deslocar Paquetá para a direita.

Vini Jr. centralizado é outra saída

Ancelotti também pode mexer no posicionamento de Vini Jr.. O camisa 7 pode atuar de forma mais central, com Martinelli ocupando a ponta esquerda.

A mudança daria mais velocidade ao ataque e permitiria que o Brasil mantivesse dois jogadores agressivos pelos lados. No entanto, também exigiria maior presença dos meias na criação das jogadas.

A decisão deve depender dos treinamentos dos próximos dias e da condição física dos atletas. O Brasil precisa de um resultado positivo para confirmar a liderança do Grupo C e evitar complicações no caminho do mata-mata.

Brasil enfrenta a Escócia em Miami

O Brasil chega à última rodada com quatro pontos, mesma pontuação do Marrocos, mas na liderança pelo saldo de gols. A Escócia aparece com três pontos e também entra em campo com chance de classificação.

O confronto será disputado no Hard Rock Stadium, em Miami, na quarta-feira, às 19h. No mesmo horário, Marrocos e Haiti se enfrentam em Atlanta.

A lesão de Raphinha aumenta a pressão sobre Ancelotti para encontrar uma solução que preserve a força ofensiva da Seleção em um jogo decisivo.

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Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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