O zagueiro Virgil van Dijk, capitão da Holanda, criticou as pausas para hidratação na Copa após o empate por 2 a 2 com o Japão, neste domingo (14), pela primeira rodada do Grupo F.
A nova regra do Mundial de 2026 prevê interrupções de três minutos nos dois tempos. No entanto, para o defensor holandês, a medida deve levar em conta as condições de cada partida.
Além disso, Van Dijk reclamou do impacto das paradas no ritmo do jogo e na transmissão pela TV.
Van Dijk vê excesso nas pausas obrigatórias
Na zona mista, Van Dijk afirmou que não vê problema nas interrupções quando há calor intenso.
Mesmo assim, o capitão da Holanda questionou a aplicação obrigatória da regra em todos os jogos.
“As pausas para hidratação são um pouco curiosas. Eu vi praticamente todos os jogos. Sempre interromper a partida para fazer publicidade é algo que não gosto. Para quem está assistindo pela TV, também não é muito agradável”, disse o zagueiro.
Em seguida, ele defendeu uma análise caso a caso.
“Se estiver realmente muito calor, faz sentido haver essas pausas. Mas penso que é preciso analisar cada jogo individualmente”, completou.
Regra prevê três minutos em cada tempo
A Fifa incluiu as pausas para hidratação no regulamento da Copa do Mundo de 2026.
As paradas acontecem depois dos 22 minutos do primeiro e do segundo tempo. Cada interrupção dura três minutos.
Segundo a entidade, a medida busca oferecer melhores condições aos jogadores, considerando experiências anteriores em torneios disputados sob calor elevado.
Ainda assim, a aplicação em todos os jogos virou alvo de debate. Para críticos, a regra quebra o ritmo das partidas e cria espaço para intervalos comerciais.
Holanda empatou com Japão na estreia
A crítica de Van Dijk veio depois de uma partida movimentada. A Holanda abriu o placar no segundo tempo justamente com o zagueiro, que marcou de cabeça. Pouco depois, o Japão empatou com Keito Nakamura.
Na sequência, Crysencio Summerville colocou os holandeses novamente em vantagem. Porém, na reta final, Daichi Kamada deixou tudo igual e garantiu o 2 a 2.
Com isso, Holanda e Japão começaram a Copa do Mundo com um ponto cada.
Pausas também afetaram o ritmo da partida
Durante o jogo, as interrupções para hidratação apareceram como um elemento novo na dinâmica da partida.
A cada parada, os técnicos aproveitaram para reorganizar as equipes. Além disso, os jogadores reduziram a intensidade, conversaram com as comissões e retomaram o jogo depois de alguns minutos.
Para Van Dijk, esse tipo de pausa pode fazer sentido em situações extremas. No entanto, quando a temperatura permite o jogo normal, a obrigação incomoda.
Debate cresce no início da Copa
A fala do capitão holandês amplia uma discussão que começou nos primeiros dias da Copa do Mundo.
As sedes do torneio estão espalhadas por Estados Unidos, México e Canadá, com diferenças de clima, altitude, horário e estrutura. Por isso, alguns jogos podem exigir mais cuidado físico do que outros.
Ao mesmo tempo, a regra uniforme da Fifa evita decisões diferentes de uma partida para outra. Esse ponto favorece padronização, mas também abre espaço para críticas quando a pausa parece desnecessária.
Holanda mira recuperação contra a Suécia
Depois do empate na estreia, a Holanda volta a campo no sábado, 20 de junho, contra a Suécia.
A partida será às 14h, pelo horário de Brasília, em Houston, nos Estados Unidos.
Em seguida, os holandeses encerram a fase de grupos contra a Tunísia, no dia 25 de junho, às 20h, em Kansas City.
Grupo F segue aberto
O empate entre Holanda e Japão deixou o Grupo F em aberto. As duas seleções somaram um ponto, enquanto Suécia e Tunísia ainda completam a rodada.
Dessa forma, a próxima partida pode ter peso decisivo para a equipe de Van Dijk. A Holanda precisa vencer para evitar pressão na rodada final.
Por que a regra divide opiniões
As pausas para hidratação ajudam atletas em jogos de calor extremo, especialmente em estádios abertos e horários mais quentes.
Por outro lado, quando a condição climática não exige esse cuidado, a interrupção pode quebrar o ritmo da partida. Além disso, a entrada de comerciais durante as paradas aumenta a percepção de que a medida também tem impacto comercial.
Por isso, a fala de Van Dijk encontrou eco entre torcedores que reclamam da fragmentação do jogo.









