
Viradouro favorita ao título: Imperatriz, Mangueira e Vila correm por fora; Tijuca segue na briga | Alexandre Macieira/Riotur
Viradouro favorita ao título define o cenário do Carnaval 2026. A disputa não está aberta em termos absolutos. No entanto, segue tecnicamente equilibrada. A Unidos do Viradouro parte na dianteira. Imperatriz Leopoldinense, Mangueira e Vila Isabel seguem credenciadas. A Unidos da Tijuca aparece como franco-atiradora.
A diferença não passa pelo gosto pessoal. Ela surge da soma entre clareza narrativa, execução musical e coerência plástica.
VIRADOURO — “Pra Cima, Ciça!”

Viradouro favorita ao título: Imperatriz, Mangueira e Vila correm por fora; Tijuca segue na briga | Alexandre Macieira/Riotur
Carnavalesco: Tarcísio Zanon
Intérprete: Wander Pires
O Abre-Alas deixa claro o diferencial. Não se trata apenas de homenagem. O desfile se organiza como narrativa viva. Ciça surge em pleno ofício. Ele estrutura o enredo do início ao fim.
O roteiro evita biografia ilustrativa. Em vez disso, constrói liderança coletiva. O desfile culmina na consagração apoteótica do mestre.
Três pilares clássicos sustentam a favoritismo:
bateria segura e sem riscos excessivos;
samba funcional, forte e assimilável;
evolução fluida, com uso estratégico da pista.
A presença real do homenageado eleva canto, harmonia e entrega emocional. Por isso, a Viradouro lidera a disputa.
IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE — “Camaleônico”

Viradouro favorita ao título: Imperatriz, Mangueira e Vila correm por fora; Tijuca segue na briga | Alexandre Macieira/Riotur
Carnavalesco: Leandro Vieira
Intérprete: Pitty de Menezes
Homenageado: Ney Matogrosso
A Imperatriz aposta em organização visual e narrativa clara. O enredo acompanha a transformação estética de Ney Matogrosso. Cada setor tem função definida.
O acabamento plástico impressiona. O samba cresce ao longo da avenida. A bateria sustenta andamento estável.
É a concorrente mais estruturada da Viradouro. Falta apenas o impacto emocional imediato gerado por um homenageado presente na pista.
MANGUEIRA — “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju”

Viradouro favorita ao título: Imperatriz, Mangueira e Vila correm por fora; Tijuca segue na briga | Alexandre Macieira/Riotur
Carnavalesco: Sidnei França
Intérprete: Dowglas Diniz
A Mangueira entrega densidade cultural. O enredo conecta ancestralidade negra, Amazônia e saber tradicional. A leitura é simbólica e consistente.
O canto cresce na comparação direta. A evolução se mantém segura. Se a favorita oscilar, a Mangueira entra forte na disputa.
VILA ISABEL — “Macumbembê, Samborembá”

Viradouro favorita ao título: Imperatriz, Mangueira e Vila correm por fora; Tijuca segue na briga | Marco Terranova/Riotur
Carnavalescos: Gabriel Haddad e Leonardo Bora
Intérprete: Tinga
Personagem central: Heitor dos Prazeres
A Vila apresenta o enredo mais sofisticado. O sonho conduz a narrativa. Samba, macumba e memória se entrelaçam.
O potencial em enredo é máximo. Tudo depende da tradução visual e do canto coletivo. Corre por fora, mas com alto nível.
TIJUCA — Carolina Maria de Jesus

Viradouro favorita ao título: Imperatriz, Mangueira e Vila correm por fora; Tijuca segue na briga | Marco Terranova/Riotur
Carnavalesco: Edson Pereira
Intérprete: Marquinhos Art’Samba
A Tijuca constrói narrativa literária. O roteiro tem começo, meio e fim. A leitura favorece evolução e harmonia.
Hoje, aparece um degrau abaixo. Porém, mantém potencial de surpresa.
SÍNTESE DA DISPUTA
Viradouro lidera pela soma de emoção real e execução segura.
Imperatriz é a mais organizada plasticamente.
Mangueira cresce no canto.
Vila aposta na sofisticação.
Tijuca depende de conjunto perfeito.







