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Indígenas em campo! Conheça o Esporte Clube Originários

Da esquerda para a direita: Anderson Terra (Instituto Terra do Saber), Winston Soares (presidente do Ceres) e Tupã Darci Nunes, presidente do Originários.

Se na mentalidade popular, os indígenas são lembrados pelo uso de cocar, arco e flecha, um clube 100% formado por atletas originários promete mostrar que o campo de futebol também é lugar deles. Isso porque o Esporte Clube Originários vai disputar a quinta divisão estadual, a Série C do Campeonato Carioca, em 2026. Com sede em Maricá, no Leste Fluminense, o time vai mandar as partidas em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Embora tenha sede em Itaipuaçu, bairro maricaense, os jogos vão acontecer no estádio da Rua da Chita, que pertence ao Ceres, time banguense. Ambos os clubes fizeram uma parceria que permitiu ao time indígena usar as instalações na Zona Oeste. Além disso, o acordo possibilitou a inscrição do Originários junto à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro para a disputa de competições profissionais. Mas há o planejamento de disputar jogos também em Maricá, no Estádio João Saldanha, o Cordeiriho.

Jogadores de fora do estado do Rio

Também há no cronograma os planos para treinos regulares, alojamento para atletas. A expectativa é que 80% dos jogadores devem ser de fora do estado do Rio de Janeiro.

É a realização de um grande sonho. A oportunidade do indígena ter voz, ter representatividade no esporte. Acreditamos muito neste projeto, nesses guerreiros que vem para ajudar o clube, pensando lá na frente que poderemos ter um indígena jogando em grandes clubes. Isso é um sonho de milhares de indígenas que tem esse desejo e não tinha oportunidade e o povo indígena ama futebol. Nossos jogadores irão carregar a ancestralidade de mais de 300 povos e vão fazer a diferença”, celebrou Tupã.

A expectativa é que o Campeonato Carioca da Série C tenha início entre abril e maio deste ano.

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