Ataque militar dos EUA à Venezuela resulta em prisão de Nicolás Maduro e esposa Cilia Flores

Imagem mostra ataques à Venezuela pelos EUA em operação que EUA capturam Nicolás Maduro e Cilia Flores em Caracas. Composição está editada em formato de série/grid, com frames do vídeo em anexo à esta reportagem, sobretudo para preservar a fidelidade dos registros originais e garantir o máximo de resolução | Reprodução
Um ataque militar dos Estados Unidos da América — EUA à Venezuela, teve, como resultado, a prisão ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. A ação, comandada pelas Forças Especiais americana, aconteceu na madrugada deste sábado (3). Enquanto a Casa Branca classifica a ação como combate ao narcoterrorismo, Caracas fala em agressão criminosa de Trump.
A investida, batizada de Operação Southern Spear, coloca a Venezuela em situação de colapso institucional. Ao mesmo tempo, o mundo observa a maior intervenção militar na região em décadas. As fronteiras do país com o Brasil, em Roraima, estão fechadas do lado venezuelano.
Condenação em nome do Brasil
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou o ataque ao país vizinho. Em tom duro, cobrou da comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, uma resposta vigorosa à operação militar.
“A ação lembra os momentos de interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”, disse Lula.
Venezuela fala em “Sequestro Imperialista”
O governo venezuelano classifica a ação como um ato terrorista. Nesse sentido, a rede estatal TeleSUR e o canal VTV reportam que bombardeios atingiram o palácio de Miraflores, o forte Tiuna e a base aérea de La Carlota. A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou em rede nacional que se trata de um “sequestro brutal” da soberania nacional.
Além disso, porta-vozes do regime em Caracas pedem que a população ocupe as ruas para resistir ao que chamam de “agressão criminosa de Donald Trump“.
De acordo com o ministro Diosdado Cabello, as forças americanas profanaram o solo venezuelano movidas pela “codicia” (ganância) pelo petróleo e recursos estratégicos. Logo, o governo venezuelano apela por uma resposta vigorosa da ONU e dos aliados internacionais contra o “atentado à paz regional”.
A Visão dos EUA: “Operação Brilhante contra o Narcoterrorismo”
Por outro lado, o tom em Washington é de vitória absoluta. O presidente Donald Trump anunciou a captura através de suas redes sociais, qualificando a operação como “brilhante e necessária”.
Incontestavelmente, o foco americano é a justiça criminal. O Pentágono confirmou que Maduro e Cilia Flores já foram transferidos para fora do território venezuelano, provavelmente a caminho de Nova York.
De fato, a Procuradoria-Geral dos EUA (Southern District of NY) já preparou os termos da extradição sob acusações de narcoterrorismo, lavagem de dinheiro e conspiração.
Opinião da imprensa americana
A imprensa americana, como a Fox News, destaca que a ação visa “limpar o hemisfério ocidental da influência de cartéis”. Certamente, para a Casa Branca, este não é um ataque à nação venezuelana, mas sim a execução de um mandado de prisão contra “criminosos internacionais”.
O The New York Post adotou tom celebratório e amplamente pró-Trump em manchetes, exaltando a captura.
Por outro lado, o Los Angeles Times expressou forte ceticismo sobre a legalidade da captura. Nesse sentido, citou a polêmica “Doutrina Ker-Frisbie” (sequestro internacional) e alertou para a oposição interna nos EUA ao uso da força militar na região.
Com tom mais duro e adotando posição editorial oficial, o The New York Times condena a ação. Chama-a de ilegal e temerária, alerta para falta de autorização do Congresso e risco para a ordem internacional.
Repercussão virtual
Com Maduro preso pelos Estados Unidos, o ataque dos EUA à Venezuela hoje se torna um dos assuntos mais comentados nas redes. Várias publicações exaltam Donald Trump, creditando a ele a captura de Nicolás Maduro. Há ainda quem defenda intervenção militar dos EUA na Venezuela. Porém, muitos se preocupam com a crise internacional após prisão de Maduro.

























