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STF estabelece pena de Mauro Cid e valida delação premiada

STF estabelece pena de Mauro Cid e valida delação premiada | Lula Marques/Agência Brasil

STF estabelece pena de Mauro Cid e valida delação premiada | Lula Marques/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) garantiu nesta quinta-feira (11) liberdade a Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, condenado por participação na trama golpista de 2022. Embora tenha recebido pena de dois anos de prisão, Cid cumprirá regime aberto porque firmou acordo de delação premiada.

A Primeira Turma analisou a dosimetria das penas e seguiu o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. Ele destacou que a colaboração foi “efetiva e relevante” e deveria influenciar a fixação da pena. Assim, os demais ministros acompanharam a sugestão e aprovaram o benefício.

Condenações no julgamento

Mais cedo, a Primeira Turma condenou Bolsonaro, Cid e outros seis réus por crimes ligados ao golpe frustrado. O placar ficou em 4 a 1. Eles receberam penas pelos seguintes delitos:

  • Organização criminosa armada

  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito

  • Golpe de Estado

  • Dano qualificado por violência e grave ameaça

  • Deterioração de patrimônio tombado

O deputado federal Alexandre Ramagem, no entanto, recebeu condenação apenas por três crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Ele escapou das outras acusações porque a Procuradoria-Geral da República retirou parte da denúncia.

Delação como fator decisivo

A delação de Cid pesou fortemente no julgamento. Moraes afirmou que os elementos apresentados “ajudaram a revelar a estrutura e o planejamento da trama golpista”. Portanto, a colaboração premiada teve papel central para desarticular o esquema e esclarecer a participação de cada réu.


André Freitas
André Freitas é diretor-executivo e repórter do Folha do Leste e da Brasil 21 Comunicação. Jornalista e radialista desde a década de 1990, é narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, com 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Possui ampla experiência na cobertura da editoria de política, em razão de funções exercidas nos poderes Legislativo e Executivo, com atuação nas Câmaras Municipais de Niterói, São Gonçalo e Campos dos Goytacazes, além da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e da Prefeitura de Niterói. Dirigiu por 15 anos a Rádio Absoluta, onde apresentou programas noticiosos diários e conduziu coberturas esportivas, incluindo mais de uma década acompanhando a seleção brasileira de futebol. Nesse período, esteve presente em duas Copas do Mundo e em uma edição dos Jogos Olímpicos. Trabalhou também nas rádios Campos Difusora (Campos/RJ) e Litorânea (ES). Exerceu o cargo de editor-chefe nos jornais Olho Vivo (Niterói/RJ) e A Tribuna (Niterói/RJ), além de atuar como colunista do jornal O Diário (Campos dos Goytacazes/RJ).

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