

Bruno Henrique desiste de recurso no STJ em caso de manipulação de apostas | Gilvan de Souza/Flamengo
O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, desistiu de um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar anular a investigação sobre suposta manipulação de apostas esportivas. O jogador é acusado de ter forçado um cartão amarelo em partida contra o Santos, pelo Brasileirão de 2023, para beneficiar apostadores.
A decisão foi tomada na quinta-feira (28), um dia após o tribunal marcar a data do julgamento, previsto para a próxima terça-feira (2). A desistência foi homologada horas depois.
A defesa havia recorrido com um pedido de habeas corpus, rejeitado pelo ministro Joel Ilan Paciornik, que destacou que a ferramenta não era adequada para discutir a competência da Justiça. Os advogados argumentavam que o caso deveria ser levado à Justiça Federal, e não julgado pela Justiça do Distrito Federal, onde Bruno Henrique responde ao processo criminal.
Entenda o caso
Bruno Henrique foi indiciado no artigo 200 da Lei Geral do Esporte, que criminaliza fraudar resultados esportivos. Segundo as investigações, ele teria recebido um cartão amarelo de forma intencional para favorecer apostadores.
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Além do atacante, também foram indiciados o irmão Wander Nunes Pinto Júnior, a esposa dele, Ludymilla Araújo Lima, e a prima Poliana Ester Nunes Cardoso. O jogador e o irmão responderão por fraude, enquanto Ludymilla e Poliana responderão por estelionato. Um segundo núcleo de investigados, formado por amigos do irmão de Bruno, também é alvo da apuração.
As investigações começaram em agosto de 2024, após três casas de apostas identificarem movimentações suspeitas envolvendo o cartão de Bruno Henrique. Uma delas relatou que 98% das apostas sobre cartões naquela partida foram direcionadas ao atacante.
Risco de punição esportiva
Além do processo criminal, o atleta também foi denunciado pela Procuradoria do STJD, que o enquadrou em diferentes artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). As penas possíveis variam entre:
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Suspensão de 360 a 720 dias;
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Suspensão de 12 a 24 partidas;
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Três multas que vão de R$ 100 a R$ 100 mil.
Bruno Henrique segue à disposição da Justiça e aguarda os próximos desdobramentos do caso.