
Léo Jardim salva o Vasco em mais uma disputa por pênaltis na Copa do Brasil | Matheus Lima/Vasco
O goleiro não apenas defende bolas durante o tempo normal; ele se agiganta nas cobranças de pênalti, onde transforma tensão em tranquilidade. Na classificação suada contra o Operário-PR, na última terça-feira, o paredão vascaíno brilhou mais uma vez com duas defesas decisivas que colocaram o time nas oitavas da Copa do Brasil.
O roteiro, que já virou série com final conhecido, teve mais um capítulo em São Januário. Três pênaltis defendidos no total — dois nessa decisão recente e um contra o Água Santa — somam-se a outros momentos marcantes que consolidam o nome de Léo Jardim no altar das idolatrias cruz-maltinas.
Foi assim na segunda fase, diante do Água Santa, quando ele defendeu a cobrança de Robles e ainda contou com a sorte: um chute rival explodiu no travessão. O Vasco venceu por 4 a 1.
Contra o Fortaleza, na fase seguinte, segurou o chute final de Kervin Andrade. Mais uma vaga garantida.
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E teve mais. No duelo contra o Athletico-PR, nas quartas de 2024, brilhou de novo. Canobbio — hoje jogador do Fluminense — bateu, e Léo pegou. O Vasco venceu por 5 a 4.
Agora, com o Operário, ele teve ainda mais trabalho. Foram 14 cobranças. O camisa 1 defendeu o chute de Neto Paraíba e, nas alternadas, viu João Victor perder. Quando tudo parecia desandar após o erro de Paulo Henrique, ele reapareceu, como sempre, e parou a cobrança de Thales Oleques. Logo depois, pegou também o chute de Allan Godói e selou a classificação.
Enquanto torcedores seguravam o fôlego, Léo Jardim só segurava a bola.
Na saída do jogo, o técnico Fernando Diniz não economizou nas palavras:
“Acredito que ele seja um dos goleiros que se coloca como postulante a vestir a camisa da Seleção. Pela idade, pela qualidade que vem demonstrando no Vasco desde que chegou aqui.”