Daniel Vorcaro é preso na terceira fase da Operação Compliance Zero
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras e outros crimes.
A ordem de prisão preventiva foi expedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em sua primeira decisão após assumir a relatoria do caso.
Segundo o colunista Lauro Jardim, a decisão foi baseada em mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro. De acordo com as investigações, Vorcaro integrava um grupo chamado “A turma”, no qual teriam sido planejadas ações violentas contra adversários, incluindo jornalistas.
Quatro mandados de prisão preventiva
A Polícia Federal cumpre:
4 mandados de prisão preventiva
15 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais
Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos ligados ao grupo investigado.
A operação apura possíveis crimes de:
Ameaça
Corrupção
Lavagem de dinheiro
Invasão de dispositivos informáticos
Primeira fase: carteiras de crédito sem lastro
Na primeira etapa da operação, deflagrada em novembro do ano passado, a investigação mirou a suspeita de emissão e negociação de carteiras de crédito sem lastro real.
Segundo a PF, esses ativos teriam sido vendidos a instituições financeiras, entre elas o Banco de Brasília (BRB), como se fossem legítimos, o que poderia inflar artificialmente operações e esconder prejuízos.
Na ocasião, Vorcaro foi preso quando tentava embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O Banco Master foi liquidado no dia seguinte. Durante as buscas, a PF apreendeu bens de alto valor, incluindo um jatinho avaliado em cerca de R$ 200 milhões.
Segunda fase: fundos ligados à Reag
Em janeiro, a segunda fase ampliou o foco para fundos de investimento ligados à Reag Investimentos.
De acordo com os investigadores, esses fundos teriam sido usados para movimentar recursos e adquirir ativos sem valor de mercado, mascarando prejuízos e dando aparência de legalidade a operações irregulares.
Nessa etapa, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens que ultrapassaram R$ 5,7 bilhões.
O empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, chegou a ser detido quando se preparava para viajar a Dubai, mas foi liberado. A defesa do banqueiro afirmou, à época, que ele colaborava “continuamente” com as investigações.
Foram apreendidos:
39 celulares
31 computadores
30 armas
R$ 645 mil em espécie
23 veículos avaliados em cerca de R$ 16 milhões
Terceira fase: novo bloqueio bilionário
Nesta quarta-feira, a terceira fase da Operação Compliance Zero resultou na nova prisão de Daniel Vorcaro, novamente por ordem do ministro André Mendonça.
Além das prisões e buscas, o STF determinou o bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões, além do afastamento de investigados de cargos públicos.
A investigação segue apurando suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.












































