Venda da SAF do Vasco avança e negociação pode terminar em semanas
A venda da SAF do Vasco avançou nos últimos dias e aumentou a expectativa de um acordo com o empresário Marcos Lamacchia. As conversas com a diretoria do Vasco da Gama ganharam ritmo, e parte dos envolvidos já acredita em um desfecho nas próximas semanas.
Ainda assim, alguns interlocutores tratam o processo com cautela. Embora as negociações evoluam, há quem avalie que as tratativas podem levar mais tempo até a assinatura de um acordo definitivo.
Vasco estabelece três exigências para fechar negócio
Para seguir com a negociação, o Vasco definiu três condições consideradas essenciais.
Primeiro, o investidor precisa assumir toda a dívida do clube, hoje estimada em pelo menos R$ 1 bilhão. Além disso, a diretoria exige garantias de investimento no futebol para montar equipes competitivas.
Nesse sentido, o projeto inclui aumento de folha salarial, contratações e metas esportivas claras. Caso os objetivos não sejam alcançados, o contrato pode prever penalidades.
Por fim, o clube também cobra investimentos em infraestrutura. O plano prevê melhorias no centro de treinamento profissional e nas instalações destinadas às categorias de base.
Clube confia que regra financeira não impedirá acordo
Ao mesmo tempo, a gestão comandada por Pedrinho demonstra confiança de que a negociação não sofrerá veto da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol.
A entidade foi criada para fiscalizar as regras de fair play financeiro no futebol brasileiro.
Até agora, no entanto, o Vasco ainda não iniciou um contato formal com a Confederação Brasileira de Futebol ou com a própria agência para discutir o caso.
Relação familiar levanta debate jurídico
O nome de Marcos Lamacchia também chamou atenção por causa de sua ligação com o Palmeiras. O empresário é filho de José Carlos Lamacchia e enteado de Leila Pereira, atual presidente do clube paulista.
Esse vínculo gerou debate sobre o artigo 86 do Sistema de Sustentabilidade Financeira. A regra impede que uma pessoa exerça controle ou influência relevante em mais de um clube.
Mesmo assim, os envolvidos nas negociações acreditam que existem mecanismos jurídicos capazes de evitar qualquer conflito com a norma.
Entenda como está dividida a SAF do Vasco
Atualmente, a estrutura da SAF do Vasco apresenta três blocos principais de participação:
30% pertencem ao clube associativo
31% pertencem à 777 Partners
39% estão sob controle do Vasco por decisão judicial
Essa última parcela, porém, ainda passa por discussão em processo de arbitragem.










































