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Operação policial prende vereador e PMs acusados de corrupção

Vereador Salvino Oliveira (PSD) foi um dos presos na operação desta quarta (11). Foto: Reprodução/Instagram.

Uma operação policial prendeu, na manhã desta quarta (11), o vereador da Câmara do Rio, Salvino Oliveira, do PSD. Além disso, também houve a prisão de seis policiais militares. A ação foi da Polícia Civil do Rio de Janeiro e tem como objetivo combater a estrutura nacional do Comando Vermelho. Além disso, também houve a apreensão de dinheiro em espécia na casa de um dos policiais presos. O total da quantia não foi revelado.

A Operação Contenção Red Legacy também buscou prender Landerson Lucas dos Santos e Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, respectivamente, sobrinho e esposa de Márcio dos Santos Nepomuceno, o traficante Marcinho VP. Ambos estão foragidos da Polícia Civil. O próprio criminoso também é alvo da operação, mas ele já se encontra preso.

Segundo as investigações, o político negociou diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, uma autorização para realizar campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio. A área está sob o domínio da facção criminosa.

A operação policial também apreendeu dinheiro na casa de um dos policiais presos. Foto: Divulgação/Polícia Civil.

A operação policial também apreendeu dinheiro na casa de um dos policiais presos. Foto: Divulgação/Polícia Civil.

A lista de policiais militares presos é a seguinte: Hélio da Costa Silva, major da PM; capitão Reuel de Almeida Silva Fernandes; e os soldados Rodrigo Paiva Lopes, Thiago Monteiro Gomes Marcelino, Thomás dos Santos Machado e Leandro Oliveira Loiola. Além disso, a operação mirava traficantes que já se encontram presos, como Francisco Glauber de Oliveira, o GL; Luiz Claudio Machado, o Marreta; e o próprio Marcinho VP.

Posicionamento do veredor, da Polícia Militar e dos representantes dos outros acusados

Em nota, o gabinete do vereador afirmou que não recebeu qualquer informação oficial sobre o ocorrido.

A assessoria jurídica já foi acionada e aguardamos esclarecimentos das autoridades competentes para compreender os fatos”, diz a nota.

Já o advogado de Márcia, Flávio Fernandes, falou com a imprensa assim que chegou à Cidade da Polícia, no Jacarezinho, na Zona Norte do Rio. Ele afirmou que não teve acesso aos documentos da investigação. Mas disse que confia na Justiça.

A defesa também destacou que recebeu a notícia com surpresa e afirmou que Márcia estava viajando “como pessoa livre” desde segunda-feira (9). Além disso, o escritório ainda informou que irá orientá-la de acordo com o que for entendido tecnicamente. Apesar disso, os representantes legais afirmaram que ela irá “se entregar”.

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro informou, também em nota, que está à disposição para prestar esclarecimentos.

A Câmara do Rio acompanha o desenrolar dos fatos e se coloca à disposição das autoridades competentes para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários. O Legislativo municipal reafirma sua confiança no trabalho das instituições e no devido processo legal”

Já a Polícia Militar informou que as equipes da Corregedoria da instituição acompanharam a Polícia Civil durante a operação. Além disso, informou que os policias presos ficarão presos na  Unidade Prisional da Corporação, em Niterói, no Leste Fluminense.

Finalmente, a PM disse não compactuar “com quaisquer desvios de conduta ou com o cometimento de crimes praticados por seus integrantes, punindo com rigor os envolvidos sempre que os fatos forem devidamente constatados”.

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