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Lula participa de inauguração do setor de emergência em hospital no Rio

Foto: Ricardo Stuckert

Não é só por causa do carnaval que o presidente Lula veio ao Rio. Isso porque ele inaugurou ontem, no domingo (15), o Centro de Emergência 24h do Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio A entrega faz parte do processo de reestruturação da unidade, que teve R$ 100 milhões em investimentos do governo federal para modernização.

O hospital do Sistema Único de Saúde (SUS) terá ainda R$ 610 milhões anuais para custeio de serviços de média e alta complexidade.

A unidade hospitalar conta, dezembro de 2024, com uma parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro. A administração do hospital fica sob responsabilidade municipal. Desde então, segundo o Ministério da Saúde, a unidade aumentou o número de atendimentos e procedimentos.

De acordo com Lula, sempre houve o uso político dos hospitais federais no Rio como “peça de troca” eleitoral. Por isso, segundo o presidente, a descentralização da gestão precisa mudar esse cenário.

“Os hospitais federais do Rio de Janeiro sempre foram utilizados como peça de troca em campanha eleitoral. E aí se colocava um deputado para tomar conta de uma coisa, um outro deputado para tomar conta da outra, até para tomar conta do estacionamento você tinha gente que cobrava dos funcionários”, disse.

Além de Lula, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, também participou da inauguração.

Os outros cinco hospitais federais no Rio de Janeiro também estão passando por reestruturação. Assim como o Cardoso Fontes, o Hospital Federal do Andaraí já está sob gestão municipal.

“O Ministério da Saúde, em parceria com entidades como a Ebserh, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), a Fiocruz e universidades federais, investe na recuperação da rede federal do Rio de Janeiro para superar problemas históricos, como emergências fechadas, leitos bloqueados e déficit de profissionais”, destacou o governo.

De 2024 a 2025, houve o investimento de mais de R$ 1,4 bilhão com o objetivo de ampliar o acesso a serviços de média e alta complexidade, reduzir filas, reabrir leitos e modernizar a infraestrutura, a logística e os modelos de gestão das unidades.

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