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Lula condena ataque dos EUA à Venezuela: “afronta gravíssima à soberania”

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva na ocasião em que discursou na Organização das Nações Unidas. Agora, ele Lula condena ataque dos EUA à Venezuela e cobra reação da comunidade internacional

Lula na ocasião em que discursou na ONU, em seu primeiro encontro com Trump, quando pintou a “química”. Agora, Lula condena ataque dos EUA à Venezuela e cobra reação da comunidade internacional | Ricardo Stuckert/PR

Em nome do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condena o ataque dos Estados Unidos da América — EUA à Venezuela, através de suas redes sociais, classificando a ação como uma “afronta gravíssima à soberania do país vizinho”. Além disso, o chefe da nação brasileira alerta o perigo que a ação militar representa para todos os países do mundo. Sobretudo, por abrir precedentes para outras violações semelhantes.

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.

Na visão de Lula, o ataque dos EUA à Venezuela, não só viola o direito internacional, mas ocorre em situação de flagrante. Ao explicar porque condena a investida, Lula argumenta que ações dessa natureza representam o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade.

“A lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo, disse”

Lula tropeça na coerência tentando demonstrar impessoalidade do Brasil

O presidente brasileiro fez questão de dizer que o Brasil sempre tem adotado postura semelhante em outros conflitos internacionais.

“A advertência ao uso da força é consistente com a posição de que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões”.

Todavia, o argumento da impessoalidade se perdeu na falta comparações mais adequadas ao seu discurso. Por exemplo, a condenação dos ataques de Israel em Gaza. Porém, ele preferiu voltar décadas ao passado, quando a situação geopolítica do mundo era outra, para citar situações que ocorreram quando ele sequer havia sido presidente da República.

“A ação lembra os momentos de interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”, disse.

Por fim, Lula diz que o país segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação. Entretanto, deixa claro que o Brasil condena o ataque dos EUA à Venezuela e clama por providências da ONU.

“A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio”, cobra o líder brasileiro.

Repercussão virtual

Com Maduro preso pelos Estados Unidos, o ataque dos EUA à Venezuela hoje se torna um dos assuntos mais comentados nas redes. Várias publicações exaltam Donald Trump, creditando a ele a captura de Nicolás Maduro. Há ainda quem defenda intervenção militar dos EUA na Venezuela. Porém, muitos se preocupam com a crise internacional após prisão de Maduro.

André Freitas
André Freitas é diretor-executivo e repórter do Folha do Leste e da Brasil 21 Comunicação. Jornalista e radialista desde a década de 1990, é narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, com 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Possui ampla experiência na cobertura da editoria de política, em razão de funções exercidas nos poderes Legislativo e Executivo, com atuação nas Câmaras Municipais de Niterói, São Gonçalo e Campos dos Goytacazes, além da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e da Prefeitura de Niterói. Dirigiu por 15 anos a Rádio Absoluta, onde apresentou programas noticiosos diários e conduziu coberturas esportivas, incluindo mais de uma década acompanhando a seleção brasileira de futebol. Nesse período, esteve presente em duas Copas do Mundo e em uma edição dos Jogos Olímpicos. Trabalhou também nas rádios Campos Difusora (Campos/RJ) e Litorânea (ES). Exerceu o cargo de editor-chefe nos jornais Olho Vivo (Niterói/RJ) e A Tribuna (Niterói/RJ), além de atuar como colunista do jornal O Diário (Campos dos Goytacazes/RJ).

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