Clube das Palavras de Bruno Black completa 2 anos em Realengo
O Clube das Palavras de Bruno Black completa dois anos de atuação em 2026 e consolida um espaço de formação literária na Zona Oeste do Rio. O projeto nasceu na Comunidade do Fumacê, em Realengo, dentro da casa do poeta e idealizador da iniciativa.
Desde 2024, a sala de estar do escritor se transformou em um polo de criação coletiva, leitura e produção cultural periférica. A proposta busca democratizar o acesso à literatura e fortalecer novos autores da periferia carioca.
Ao longo desse período, o clube reuniu leitores, escritores iniciantes e artistas locais interessados em desenvolver textos autorais e compartilhar experiências literárias.
Os “Palavrudos”: identidade e autoria periférica
Os participantes do projeto são chamados de Palavrudos. O nome representa pertencimento, identidade cultural e força criativa dentro do coletivo.
Mais do que alunos, os integrantes atuam como escritores em formação e autores em atividade. Eles apresentam textos, desenvolvem livros e participam de eventos culturais dentro e fora da comunidade.
Essa identidade coletiva fortalece o movimento literário periférico e posiciona o projeto como uma incubadora de novos autores da Zona Oeste.
Números e conquistas em dois anos
Em dois anos de atuação, o Clube das Palavras acumulou atividades e resultados relevantes para a literatura comunitária.
Entre as principais iniciativas estão:
encontros literários regulares
oficinas de escrita e rodas de leitura
centenas de participantes atendidos
incentivo direto à formação de autores
lançamentos literários ligados ao projeto
Um dos marcos foi o lançamento de um livro vinculado ao clube, com apoio da Editora Conejo, ampliando a circulação da produção literária periférica.
O coletivo também incentivou o lançamento do livro infantil do autor Marcos Lopes, fortalecendo o objetivo de formar leitores e novos escritores.
Literatura que ocupa escolas e espaços culturais
A atuação do clube ultrapassou os limites da comunidade e chegou a instituições educacionais da região.
O projeto realizou atividades e lançamentos literários em escolas públicas, como o CIEP Thomas Jefferson, ampliando o acesso dos estudantes à literatura.
Outro momento importante ocorreu na Arena Chacrinha, em Pedra de Guaratiba, durante um sarau cultural. A iniciativa ampliou a presença do coletivo em espaços culturais da cidade.
Presença em eventos de projeção nacional
O Clube das Palavras também participou de eventos importantes do cenário cultural e econômico do país.
Entre eles estão:
Bienal do Livro do Rio de Janeiro
Expo Favela Innovation
A presença nesses espaços fortalece a visibilidade da literatura periférica e mostra que projetos comunitários podem dialogar com grandes plataformas culturais.
Autogestão e resistência cultural
O projeto funciona sem patrocínio fixo ou financiamento contínuo. A manutenção ocorre por meio de diferentes formas de apoio.
Entre elas estão:
venda de livros independentes
contribuições voluntárias
apoio da comunidade
trabalho direto do idealizador Bruno Black
Esse modelo de autogestão fortalece a autonomia cultural e demonstra que iniciativas literárias podem prosperar fora dos grandes centros editoriais.
Literatura que nasce na periferia e ganha o país
Ao completar dois anos, o Clube das Palavras se consolida como um espaço de formação literária comunitária e incentivo à autoria periférica. O projeto reafirma que a periferia também produz, organiza e publica cultura.
Além disso, o coletivo segue ampliando sua atuação em escolas, eventos culturais e feiras literárias, levando novas vozes da Zona Oeste para diferentes espaços do país.










































