O comentarista Felipe Melo defendeu a durante programa do SporTV comemoração de Paulinho, do Palmeiras, após o terceiro gol na vitória por 3 a 0 sobre o Flamengo, no último sábado (23), no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. O atacante fez o gesto de silêncio, colocando o dedo na frente da boca, e a atitude desencadeou uma confusão generalizada entre jogadores dos dois times antes do apito final.
Durante o programa Fechamento SporTV, na noite deste domingo (24), Felipe Melo afirmou que a provocação não deve ser tratada como incitação à violência. Para ele, esse tipo de gesto faz parte do ambiente competitivo do futebol.
Felipe Melo vê lance como coisa de jogo
O comentarista disse que o jogador que marca um gol decisivo tem o direito de provocar. Ao mesmo tempo, também considerou natural a reação de atletas adversários, como aconteceu com De La Cruz.
“Gente, pelo amor de Deus, isso não é incitar a violência. E o jogador do Flamengo [De la Cruz] fez certo em ir atrás ali, faz parte. Se jogador do meu time, se eu faço gol assim decisivo, eu também ia mandar ficar quieto. Cada um está defendendo o seu. Hipocrisia seria se, quando terminasse o jogo, os caras saíssem brigando. Terminou o jogo e está todo mundo conversando nessa imagem”, disse.
Paulinho fez gesto de silêncio
Paulinho marcou o terceiro gol do Palmeiras já nos acréscimos. Depois da finalização, fez o gesto de silêncio em direção ao ambiente do Maracanã, em uma comemoração provocativa.
A atitude irritou jogadores do Flamengo e gerou empurra-empurra. Ainda assim, Felipe Melo avaliou que a situação ficou dentro do limite emocional de uma partida grande.
Comentarista cita Bruno Henrique
Felipe Melo também lembrou de uma comemoração de Bruno Henrique, do Flamengo, contra o Botafogo, no Nilton Santos. Na ocasião, o atacante rubro-negro fez o gesto do “chororô” para provocar a torcida alvinegra.
“Bruno Henrique quando fez o chororô contra o Botafogo eu dei risada lá em casa. Não estou fazendo a defesa de ninguém. Eu sou a favor disso. Falam que o Paulinho pisou na bandeira, que falta de respeito e tal, isso é futebol. Alguns podem encarar como falta de respeito, outros não, está tranquilo. Se eu estivesse em campo, alguém fizesse gol e mandasse minha torcida calar a boca eu ia tirar o cara de lá. Faz parte. Eu sou a favor de quem tirou o Paulinho e do que o Paulinho fez.”
Defesa da provocação tem coerência com perfil
A posição de Felipe Melo dialoga com sua própria trajetória no futebol. Como jogador, ele sempre teve perfil intenso, competitivo e emocionalmente envolvido em partidas decisivas.
Por isso, sua leitura parte da lógica de campo. Para o comentarista, existe diferença entre provocação esportiva e violência real. A tensão, nesse caso, seria parte da disputa simbólica entre jogadores, clubes e torcidas.
Flamengo tenta virar a chave
O Flamengo volta a campo nesta terça-feira (26), às 21h30, contra o Cusco, pela Libertadores. O Rubro-Negro já está classificado para a próxima fase, mas precisa responder depois da derrota pesada para o Palmeiras.
Além do resultado, o clube ainda administra desgaste por expulsões, lesões e reclamações contra a arbitragem. Assim, a partida no Maracanã também servirá para tentar reduzir a tensão criada após o clássico nacional.








