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Tremor em Niterói e Maricá mostra que o Brasil também registra terremotos

Tremor em Maricá reacende dúvidas sobre terremotos no Brasil e atividade sísmica no litoral do Rio

Tremor em Niterói e Maricá mostra que o Brasil também registra terremotos | Angélica Carvalho/Folha do Leste

O tremor registrado próximo ao litoral de Maricá e Niterói surpreendeu moradores do Rio de Janeiro e reacendeu uma dúvida comum: afinal, o Brasil também tem terremotos? O abalo sísmico de magnitude 3,3 ocorreu às 5h31 de quinta-feira (21), foi captado pela Rede Sismográfica Brasileira e analisado pelo Centro de Sismologia da USP.

Embora muita gente associe terremotos a países como Japão, Chile ou Estados Unidos, pequenos tremores acontecem no território brasileiro com mais frequência do que a população imagina. Segundo especialistas, o país fica no interior da Placa Sul-Americana, longe das bordas onde ocorrem os grandes terremotos, mas ainda sofre tensões internas na crosta terrestre.

Brasil também registra terremotos

A ideia de que o Brasil não tem terremotos se espalhou porque os abalos daqui costumam ser pequenos, rasos e pouco perceptíveis. Na prática, porém, o país registra tremores intraplaca, ou seja, eventos que ocorrem dentro de uma placa tectônica.

Além disso, a costa do Sudeste aparece entre as áreas monitoradas com atenção pelos especialistas. A margem sudeste brasileira é considerada uma importante zona sísmica offshore, onde pequenos tremores podem ocorrer com relativa frequência.

Por que quase ninguém sente?

A maior parte dos brasileiros nunca sentiu um tremor porque muitos eventos têm baixa magnitude, acontecem em alto-mar ou perdem força antes de chegar às áreas urbanas.

Por isso, mesmo quando os equipamentos registram o abalo, a população pode não perceber nada. No caso do litoral fluminense, não houve relatos de danos, feridos ou moradores que tenham sentido impacto direto.

O que aconteceu no litoral do RJ?

O tremor foi registrado no mar, próximo ao município de Maricá, na Região Metropolitana do Rio. O Centro de Sismologia da USP listou o evento como ocorrido às 08h31 UTC, equivalente a 5h31 no horário de Brasília, com magnitude 3,3 mR e localização associada a Maricá/RJ.

Na sexta-feira (22), outro abalo de magnitude 3,1 foi registrado na mesma região, segundo a Agência Brasil. O órgão informou que os dois tremores foram classificados como de baixa intensidade e que, até aquele momento, nenhum morador havia relatado sentir impacto.

Isso é perigoso?

Especialistas afirmam que o evento registrado no litoral do Rio é de baixa magnitude e não representa risco significativo para a população. Ainda assim, o episódio chama atenção porque quebra a percepção de que terremotos simplesmente não acontecem no Brasil.

Portanto, o susto tem mais relação com a surpresa coletiva do que com perigo real. Quando um fenômeno natural ocorre perto de cidades grandes, a reação costuma envolver medo, curiosidade e busca imediata por explicações científicas.

Perguntas que surgiram nas redes

Depois do registro no litoral de Maricá, moradores passaram a pesquisar respostas para dúvidas simples, mas importantes:

PerguntaResposta direta
O Brasil pode ter terremoto?Sim. O país registra pequenos tremores.
Isso é comum?Sim, mas a maioria não é sentida.
O tremor de Maricá foi perigoso?Não houve indicação de risco significativo.
Pode acontecer de novo?Pode, mas não há como prever data, local ou intensidade.
Por que quase ninguém sente?Muitos abalos são fracos ou ocorrem no mar.

Sensação de vulnerabilidade chama atenção

Fenômenos naturais costumam provocar impacto emocional porque escapam do controle humano. Assim, mesmo um tremor pequeno pode gerar grande repercussão quando acontece perto de áreas conhecidas, como Maricá, Niterói e a costa do Rio.

Além disso, episódios assim despertam uma curiosidade coletiva. Muitas pessoas passam a pesquisar sobre placas tectônicas, riscos naturais, monitoramento sísmico e segurança das cidades.

Monitoramento ajuda a explicar o fenômeno

A Rede Sismográfica Brasileira monitora eventos sísmicos no país por meio de estações espalhadas pelo território nacional. Já o Centro de Sismologia da USP reúne registros recentes e informa que localizações e magnitudes podem sofrer pequenas variações até revisão técnica.

Esse tipo de monitoramento permite identificar abalos que a população nem chega a perceber. Portanto, a existência de registros não significa aumento de risco imediato, mas melhora na capacidade de observar e explicar o comportamento geológico do país.

Tremor reacende debate sobre natureza

O tremor em Maricá não deixou danos, mas produziu um efeito simbólico importante. Ele lembrou aos moradores que o Brasil também tem atividade sísmica, ainda que em escala muito menor do que países situados nas bordas de placas tectônicas.

No fim, o episódio ajuda a substituir medo por informação. Pequenos abalos podem acontecer, especialmente em áreas monitoradas do litoral, mas eventos como o registrado no Rio são tratados pelos especialistas como de baixa intensidade e sem risco significativo para a população.

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Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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