
Cartão Jaé será vendido e recarregado em bancas de jornal no Rio | Rafael Catarcione/Prefeitura do Rio
O cartão Jaé em bancas de jornal passará a ser vendido e recarregado no Rio. A medida foi confirmada pela Secretaria Municipal de Transportes e faz parte da ampliação da rede de atendimento do sistema de bilhetagem eletrônica antes do fim do pagamento em dinheiro nos ônibus municipais, previsto para 30 de maio.
A informação também foi apresentada nesta terça-feira (19), durante audiência pública da Comissão de Transportes e Trânsito da Câmara Municipal do Rio. Segundo o secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes, mais de 700 bancas aderiram ao acordo com a Prefeitura.
Rede deve passar de 2 mil pontos
Com a inclusão das bancas de jornal, a Prefeitura pretende chegar a mais de dois mil pontos de atendimento e recarga distribuídos pela capital. Além das bancas, o sistema já conta com bilheterias, máquinas de autoatendimento e estabelecimentos credenciados.
A ampliação busca reduzir filas e facilitar o acesso ao Jaé em áreas mais afastadas de estações de BRT e VLT. Além disso, a medida tenta preparar passageiros para a mudança que acaba com o pagamento em dinheiro dentro dos ônibus municipais.
Dinheiro acaba nos ônibus em 30 de maio
A partir de 30 de maio, os ônibus municipais do Rio deixarão de aceitar pagamento em dinheiro. Segundo a Prefeitura, o dinheiro continuará sendo aceito para compra e recarga dos cartões em pontos credenciados, máquinas de autoatendimento e bilheterias do BRT.
Durante a audiência pública, Jorge Arraes afirmou que o modelo digital já funciona no BRT e no VLT desde a implantação dos modais. Ele também informou que apenas 8% das passagens nos ônibus municipais ainda são pagas em espécie.
Cartão preto é recomendado
A Prefeitura recomenda o uso do aplicativo do Jaé e do chamado cartão preto, vinculado ao CPF do usuário. Esse modelo oferece mais segurança ao passageiro, porque o saldo permanece protegido na conta em caso de perda do cartão.
Além disso, na prática, o usuário pode solicitar outro cartão e manter o valor vinculado ao cadastro. Por isso, o cartão preto será a opção mais indicada para quem usa transporte com frequência.
Cartão verde continuará à venda
O cartão verde continuará sendo vendido normalmente, inclusive nas bancas de jornal. No entanto, ele terá limitações importantes depois de 30 de maio.
Sendo assim, segundo a Prefeitura, o cartão verde não permitirá integração tarifária do Bilhete Único Carioca após essa data. Assim, a restrição foi adotada para evitar fraudes e esquemas de lavagem de dinheiro no sistema de transporte público.
O que muda no Jaé
| Situação | Como fica |
|---|---|
| Venda do Jaé | também em bancas de jornal |
| Recarga do Jaé | também em bancas de jornal |
| Bancas no acordo | mais de 700 |
| Meta de atendimento | mais de 2 mil pontos |
| Fim do dinheiro nos ônibus | 30 de maio |
| Cartão recomendado | cartão preto, vinculado ao CPF |
| Cartão verde | segue à venda, mas sem integração do Bilhete Único Carioca após 30 de maio |
| Gratuidades | sem alteração |
Idosos e gratuidades não terão mudança
Dessa forma, a Prefeitura informou que não haverá alteração para idosos e beneficiários de gratuidades. Idosos poderão continuar usando o cartão de gratuidade ou embarcando apenas com documento de identidade, conforme prevê a legislação.
Assim, a informação foi reforçada durante o debate público, em meio a cobranças sobre inclusão digital, idosos e passageiros com dificuldade de acesso à tecnologia.
Vereadores cobram mais pontos de recarga
Sendo assim, durante a audiência, vereadores e representantes da sociedade civil pediram ampliação dos pontos de recarga em áreas afastadas de estações de BRT e VLT.
Além disso, também foram sugeridos novos locais para atendimento, como lotéricas, farmácias, clínicas da família e agências dos Correios. A Prefeitura informou que as propostas serão analisadas.
Sistema vale para ônibus, BRT, VLT e outros modais
Enfim, além dos ônibus municipais, o Jaé também é usado no BRT, VLT, vans, cabritinhos e metrô. Com o fim do dinheiro nos ônibus, o sistema passa a concentrar ainda mais a rotina de pagamento no transporte municipal.
Por isso, a ampliação dos pontos de venda e recarga será decisiva para evitar exclusão de passageiros. A transição digital pode reduzir circulação de dinheiro nos coletivos, mas precisa garantir acesso simples para quem depende do transporte público todos os dias.






