A recuperação ambiental no Morro do Morcego avançou nesta quinta-feira (14), em Jurujuba, com o plantio de 300 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica. A ação aconteceu no Parque Natural Municipal Dora Hees de Negreiros e buscou restaurar uma área degradada.
A iniciativa foi realizada pela Prefeitura de Niterói, por meio de parceria entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade e a Companhia de Limpeza de Niterói. Além disso, a atividade reuniu voluntários do parque e alunos da Escola Municipal Lúcia Maria.
Plantio fortalece biodiversidade local
Ao todo, as equipes plantaram 200 mudas de restinga e 100 mudas de floresta ombrófila. A ação contribui para recompor a vegetação nativa e melhorar as condições ambientais da região.
Entre as espécies utilizadas estão Azeitona-da-praia, Fruta-do-pombo, Araçá, Pau-jangada, Aroeira, Erva-baleeira, Canudo-de-pita, Capororoca-de-folha-larga, Rabo-de-bugio, Maria-mole e Jurema.
Também foram introduzidas espécies de floresta ombrófila, como pau-brasil, jacarandá-caroba, pitanga, ingá-branco e grumixama. Dessa forma, o plantio amplia a diversidade vegetal e ajuda a recuperar funções ecológicas importantes.
Secretário destaca restauração ecológica
O secretário municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Gabriel Velasco, afirmou que o plantio representa avanço na restauração ecológica do parque.
“O plantio de 300 mudas nativas da Mata Atlântica no parque representa um avanço na restauração ecológica, fortalecendo a biodiversidade e os serviços ambientais da região. Além da recomposição vegetal, o manejo de espécies invasoras contribui para o equilíbrio ecológico e a proteção dos recursos naturais. A iniciativa também reforça o compromisso de Niterói com a educação ambiental e a preservação dos ecossistemas nativos para as futuras gerações”, afirmou Gabriel Velasco.
A fala reforça a importância da ação para além do plantio. Afinal, recuperar uma área degradada também exige manejo, acompanhamento e proteção contínua.
Espécies invasoras foram controladas
Os trabalhos incluíram limpeza, preparo do solo e controle de espécies exóticas invasoras. Entre elas estavam amendoeira, leucena e capim-colonião.
Essas espécies podem prejudicar a regeneração da vegetação nativa. Além disso, competem por espaço, luz, água e nutrientes, dificultando o equilíbrio ecológico da área.
Por isso, o manejo das invasoras é etapa essencial da recuperação ambiental. Sem esse controle, as mudas nativas teriam menos chances de desenvolvimento.
Clin atua com educação ambiental
O engenheiro florestal Luiz Vicente, responsável pela Gerência de Educação Ambiental da Clin, destacou que a companhia desenvolve ações de planejamento, apoio e formação ligadas ao meio ambiente.
“Nossa equipe desenvolve ações voltadas ao planejamento e à coordenação de projetos ambientais, além de apoiar iniciativas ligadas ao tema. Entre as atividades realizadas estão cursos, palestras e oficinas sobre fitoterápicos, produção de mudas, reciclagem de nutrientes e compostagem. Também promovemos ações educativas e de preservação ambiental, como o plantio de mudas em áreas de restinga no Parque Dora Hees”, explicou Luiz Vicente.
Com isso, a ação também fortaleceu o papel da educação ambiental. A presença de estudantes ajudou a aproximar crianças e jovens da preservação da Mata Atlântica.
Recuperação melhora solo e fauna
A recuperação ambiental no Morro do Morcego busca estimular a recomposição da cobertura vegetal. Além disso, o plantio ajuda a reduzir processos erosivos e favorece a infiltração de água no solo.
Com o tempo, a vegetação nativa também cria melhores condições para o retorno gradual da fauna silvestre. A presença de aves, insetos, pequenos mamíferos e outros animais depende diretamente da qualidade do ambiente.
Dessa forma, restaurar a área degradada contribui para proteger o solo, ampliar a biodiversidade e melhorar os serviços ambientais do parque.
Alunos participaram do plantio
A atividade reuniu representantes da SMARHS, da Clin, voluntários do Parque do Morro do Morcego e alunos da Escola Municipal Lúcia Maria.
Durante a ação, os participantes acompanharam o plantio e receberam orientações sobre preservação ambiental. Assim, a iniciativa combinou restauração ecológica com conscientização.
A presença da comunidade também fortalece o vínculo com a unidade de conservação. Afinal, parques protegidos dependem de cuidado público, gestão técnica e participação social.
Geógrafo reforça equilíbrio ecológico
O geógrafo Thiago Leal, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, destacou os benefícios ambientais da ação.
“A ação de recuperação ambiental no parque fortalece a biodiversidade local e contribui para a restauração da Mata Atlântica, promovendo mais equilíbrio ecológico, proteção do solo e conscientização ambiental para a população”, destacou Thiago Leal.
A avaliação sintetiza os principais efeitos esperados. O plantio fortalece a vegetação, protege o território e amplia a compreensão pública sobre a importância da conservação.
Niterói amplia preservação da Mata Atlântica
A ação no Parque Natural Municipal Dora Hees de Negreiros reforça o compromisso de Niterói com a restauração de áreas naturais. Em uma cidade com morros, restingas, costões e áreas verdes relevantes, recuperar ecossistemas é parte essencial da política ambiental.
Além disso, o plantio de espécies nativas ajuda a proteger a paisagem e a biodiversidade local. A iniciativa também cria um ambiente mais equilibrado para moradores, visitantes e futuras gerações.
Com 300 novas mudas, controle de invasoras e participação da comunidade escolar, a recuperação ambiental no Morro do Morcego ganha força como exemplo de cuidado com a Mata Atlântica em Niterói.








