Banda de Ipanema arrasta foliões e exalta tradição no Carnaval do Rio
A Banda de Ipanema Carnaval Rio 2026 voltou a ocupar as ruas do bairro neste sábado (14) e reafirmou sua identidade como um dos blocos mais tradicionais do carnaval carioca. Sem trio elétrico e sem carros de som, o cortejo reuniu centenas de foliões embalados apenas por instrumentos de sopro e percussão, marca registrada desde a fundação do bloco.
A concentração começou às 15h, na Rua Gomes Carneiro, e o desfile seguiu em clima de celebração da memória cultural do Rio. Nesta edição, a Banda de Ipanema escolheu homenagear dois nomes centrais da cultura brasileira: o escritor e jornalista Ruy Castro, integrante da Academia Brasileira de Letras, e Tia Surica, matriarca da Portela.
O repertório percorreu marchinhas clássicas, sambas, frevos e bossa nova. O desfile reforçou o papel histórico da Banda de Ipanema na preservação do carnaval de rua, longe dos megablocos e da lógica comercial.
Tradição sem trio elétrico segue como marca do bloco
Criada nos anos 1960, a Banda de Ipanema mantém o formato que a consagrou. A ausência de carros de som aproxima músicos e foliões, cria uma experiência coletiva e preserva a essência do carnaval popular.
A organização confirmou que o bloco volta às ruas na próxima terça-feira (17), novamente com concentração às 15h, no mesmo ponto do desfile deste sábado.
Outros blocos históricos movimentam o sábado de Carnaval
Além da Banda de Ipanema, outros blocos tradicionais também tomaram conta das ruas do Rio. No Centro, o Cordão da Bola Preta reuniu cerca de 500 mil pessoas e manteve o formato de orquestra de sopros, com marchinhas que atravessam gerações.
No Aterro do Flamengo, o Amigos da Onça levou um enredo voltado à preservação ambiental. O Escangalha apostou em sambas-enredo históricos no Jardim Botânico.
Na Zona Norte, o Terreirada misturou ritmos do Norte e Nordeste, enquanto o Céu na Terra voltou a animar as ladeiras de Santa Teresa.
O sábado reforçou o carnaval de rua como espaço de tradição, diversidade cultural e encontro entre gerações na cidade.












































